Para Roma com Amor

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Romance, Comédia 112 min 2012 M/12 20/09/2012 ITA, EUA, ESP

Título Original

To Rome with Love

Sinopse

<p>Roma, Itália. Quatro histórias distintas que nunca se chegam a cruzar. Numa delas, John (Alec Baldwin), um arquitecto americano de férias na Europa, conhece o jovem Jack (Jesse Eisenberg), um estudante de arquitectura que se vê envolvido num triângulo amoroso com a namorada (Greta Gerwig) e a melhor amiga desta (Ellen Page). Numa outra, um fracassado produtor de óperas (Woody Allen) viaja com a mulher para o casamento da filha (Alison Pill). Aí chegado, conhece Giancarlo (interpretado pelo famoso tenor Fabio Armiliato), o pai do noivo (Fabio Armiliato) e, ao ouvi-lo cantar no banho, fica estarrecido com a sua espantosa voz. Outra conta a situação caricata de um perfeito desconhecido (Roberto Benigni) que repentinamente e sem qualquer razão aparente, se torna numa celebridade nacional. E, por último, a história de um casal de província (Alessandro Tiberi e Alessandra Mastronardi) que chega à capital e se vê envolvido com uma bela prostituta (Penélope Cruz) e um conhecido actor de cinema.<br />Depois de Londres (com "Match Point"), Barcelona (Vicky Cristina Barcelona) e Paris ("Meia-Noite em Paris"), Woody Allen regressa com mais um olhar sobre a Europa, desta vez com Roma como pano de fundo. PÚBLICO</p>

Críticas Ípsilon

Para Roma, com Amor

Jorge Mourinha

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Woody Allen filma no chuveiro

Vasco Câmara

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Críticas dos leitores

Uma série de histórias desconjuntadas

Ivo Miguel Barroso

<p>Uma série de histórias desconjuntadas, desconchavadas, sem um fio condutor, que nem sequer se interligam: as histórias nunca se cruzam e, devido a isso, o filme perde muito em unidade.<br />Essas histórias têm apenas em comum dois aspectos: i) passarem-se em Roma; ii) serem cómicas. <br /><br />A história da celebridade popular súbita, com ROBERTO BENIGNI, trata-se de uma sátira de costumes, de a imprensa se interessar por pessoas completamente banais.<br />O filme, aqui, aproxima-se bastante da realidade e, designadamente, dos "reality shows", de as pessoas ficarem famosas.<br /><br />Já a história do Tenor que cantava bem no banho aparece mal feita. Sem prejuízo de a cena em que o Pai do noivo da filha aparecer em público a actuar sob um chuveiro ser hilariante e provocando bastante riso, W. ALLEN não soube dar a melhor sequência. <br />Pareceu-me a pior história de todas. <br /><br />Quanto ao resto, é um filme de entretenimento, com graça, mas não muito mais do que isso. <br /><br />A história do namoro entre o jovem italiano comunista e a rapariga - nada demais.<br /><br />A história do italiano (Jesse Eisenberg), com namorado, que se apaixona por uma amiga estrangeira e extravagante revela um episódio das paixões de juventude, nada de especial.<br /><br />Quanto às histórias de infidelidade dois jovens italianos em lua-de-mel está mal contado: não se percebe como é que Penélope Cruz, que faz o papel de prostituta, entra na vida do jovem. Ou melhor, não é verosímil.<br />Também as histórias de a mulher se "extraviar" com um actor italiano e, depois, com um ladrão (!) não é brilhante.<br />Comparando com um clássico, "Così fan tutte", de Lorenzo da Ponte e ópera de Mozart, vai a distância de uma história pobre a um clássico, exactamente com um argumento muito parecido. <br /><br />Em todo o caso, filme agradável de ver.<br />Em todo o caso, se se pensava que W. ALLEN já tinha feito o seu pior filme, enganou-se: este filme é bastante pior do que "Vicky - Christina - Barcelona", em minha opinião. <br />Woody Allen é já um realizador histórico.<br />Deveria expor-se menos e preservar mais a sua identidade como realizador; e não pôr-se a realizar filmes, tendo como cabeça de cartaz cidades europeias. <br />O primeiro deles correu muito bem: "Match Point".<br />A partir daí, tem sido um declínio completo. <br /><br />Mais valia fazer um argumento melhor; ou mesmo aproveitar um argumento de outro autor, ou adoptar um clássico. Isto, em lugar de pretender realizar um filme numa cidade a toda a força e, depois, "à pressa", em cima do joelho, criar uma história. <br />O cenário deveria ser mais acessório em relação à mensagem e à intencionalidade do filme. <br />Mas não: para W. Allen, o cenário é o essencial; depois, cria o enredo.<br />Parece-me um mau método criativo e que, até agora, não deu bons resultados. <br /><br />Claro que há criatividade. Mas trata-se de um diamante mal trabalhado, tendo W. Allen passado o tempo a descrever o lugar onde encontrou esse diamante, do que a limar um produto em bruto. <br />Mais valeria ter uma ideia forte e, posteriormente, é que viria o cenário.<br />Por isso, conselho para W. Allen: com os pergaminhos que tem, não pode "queimar" a sua reputação de "lenda viva" do cinema! Que faça menos filmes, mas que sejam bons. Quantidade não equivale a qualidade. <br /><br />Senão, como acontece com mais este filme, trata-se de um filme passageiro e ligeiro. <br /><br />Uma referência para a música: muito bem escolhida (melhor do que o filme "Vicky - Christina - Barcelona). <br /><br />Nota: 12,5 valores <br /><br />Ivo Miguel Barroso</p>
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para Roma com amor

Camilo Palhão

Há muito que não via um filme (comédia) tão mau.
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Decadência!

José António G. Ferreira

<p>Sou por certo um dos maiores admiradores de Woody Allen e da sua obra. Posso dizer, com orgulho, que assisti a todos os filmes realizados por si (já se contam 43 no total) e também aqueles em que apenas participou como actor. Lamento no entanto dizer que esta última obra do realizador está ao nível das suas pires obras, pior só mesmo "Sombras e Nevoeiro". Creio que a vontade de fazer e de cumprir o ritmo de, pelo menos realizar 1 filme por ano, está a fazer com que o actor comece a cair em rotinas fáceis e argumentos pobres e mesquinhos, sem qualquer tipo de mensagem adicional ou conteúdo. A este ritmo, nunca deixarei de ser seu fã incondicional, pois tudo aquilo que de excelente já fez anteriormente não irá desaparecer, mas temo pela saúde da sua filmografia que está para vir. Votos de um "feliz" regresso!</p>
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Um exercício de liberdade

Pedro Alhinho

<p>Woody Allen conta as histórias de que gosta, como gosta. Pelo caminho diverte-nos. Quem nunca cantou no banho que atire a primeira pedra. Penélope Cruz cada vez melhor atriz ajuda à festa. Um divertido exercício de liberdade, temperado por sátira de costumes.</p>
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Fraquito

ElsaB

<p>Este filme valeu mesmo pelas imagens de Roma, o filme não teve propriamente grande enredo, depois do "Meia-noite em Paris" fiquei desiludida... E a legendagem está uma miséria...</p>
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Prazer cinéfilo

Egas Branco

<p>Dedicado aos que gostam tanto ou mais que eu, da Sétima Arte.<br />Sugiro que não percam "To Rome With Love" (Para Roma com Amor), de Woody Allen. Não que seja o melhor filme que este grande cineasta já fez, ao longo duma obra já relativamente longa, mas sempre de qualidade elevada. É só que, uma vez mais, é muito "alleniano", se me é permitido o termo, em que estão presentes as ideias e a ironia do autor.<br /><br />Homenagem também a Roma que, para quem conheça, não deixa de ser tocante e nostálgico. O encontro com "una bella ragaza" (ou vice-versa, suponho) em Trastevere, eis o que, os que conhecem e gostam desta cidade, não esquecerão jamais e recordarão ao ver o filme.<br /><br />São quatro pequenas estórias, que nunca se cruzam, mas estão misturadas na obra, de durações completamente diferentes (o tempo aqui pouco importa), que vão de um dia a um mês, novamente com uma direcção de actores soberba, em que é difícil salientar um, mas arrisco-me a citar Ellen Page, magnífica na jovem Mónica e Alec Baldwin, este pelo fascínio do seu papel, com o seu quê de mágico (outra brilhante ideia de Woddy Allen), para já não falar na sua homenagem aos grandes cantores de duche, que ninguém conhece, mas que, às vezes, cantam bem e não sabem o talento desconhecido que têm. E claro que uma estrela como Roberto Benigni tinha que brilhar e a sua estória, da personalidade fabricada pelos Media, fez-me lembrar os paparazzi de Fellini (numa obra-prima, "La Dolce Vita").<br /><br />Em suma, um prazer inteligente para ver com um sorriso, às vezes no limite da gargalhada.</p>
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Fracote!

Francisco Vasconcelos

Quem viu não ganhou nada, quem não viu não perdeu nada. Nem sempre vem a inspiração!
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Para quem gosta de Woody Allen

Luísa Campos

<p>Este filme é de facto só para quem gosta de Woody Allen!<br />Através de um humor fino, cria situações hilariantes, sendo o culminar muito sério, com um excerto de ópera "Palhaços"<br />Criticam-se os preconceitos, a igreja, os italianos os media e os "reality shows", onde se adquire e perde a fama do nada, as mulheres, as santas, as prostitutas e as pseudo intlectuais.<br />Muito bom, vale a pena ver!</p>
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WA via Roma

T

<p>A sala estava cheia para ver o mais costumeiro que esperado filme de Woody Allen. Antes de me sentar tinha lido a crítica do VC aqui no Público e, confesso, não é um bom Woody Allen movie mas também não é uma chatice!<br />Talvez haja demasiadas personagens que retiram alguma (possível) intensidade à história do rapaz arquitecto... (eu adoro o canastrão do Alec Baldwin!) Talvez aquele encontro do casalinho italo-americano (ela a artistóide em turismo e ele o advogado pro bono sindicante) pudesse ter sido mais bem escrito, em vez de se precipitar na história do tenor magnífico e do seu agente "imbecile"... Não se compreende a Penélope Cruz ali no meio... não fosse a sua figura (ainda) sensual e dir-se-ia que o papel foi metido a martelo.<br />O Benigni vai bem. Porque é romano e porque dá o tom felliniano que lhe é pedido sem deixar de citar alguma "berlusconização" da sociedade italiana.<br />O que os italianos têm (e nós não temos, seguramente) é uma invulgar capacidade de não se levarem demasiado a sério. Haverá sempre mulheres bonitas, passeios românticos, música e gente debruçada às janelas...</p>
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Para ti Roma, com Amor...

L Cardoso

Continuas uma das mais belas cidades do planeta, agora pela mão de Woody Allen com um punhado de histórias divertidas!<br />Lisboa não ficaria atrás no tal filme, segundo ele, de mistério e de espiões...<br />Senhores patrocinadores, façam o favor de telefonar ao homem!
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