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Blue Jasmine

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Drama 98 min 2013 M/12 12/09/2013 EUA

Título Original

Blue Jasmine

Sinopse

<div>Casada com um multimilionário nova-iorquino, Jasmine Francis sempre se habituou aos maiores luxos que a vida lhe poderia proporcionar. Porém, quando o marido se apaixona por outra mulher e lhe pede o divórcio, tudo aquilo em que ela sempre acreditou perde o sentido. Agora, sem dinheiro e sem nenhum outro lugar para onde ir, muda-se para São Francisco e vai viver para o modesto apartamento de Ginger, a irmã, com quem sempre manteve uma relação distante. É assim que, deprimida e totalmente desenquadrada, Jasmine vai tentando recompor a sua vida, passo a passo. E, ao mesmo tempo que reformula a sua relação com Ginger, vai-se esforçando por encontrar um novo sentido para a sua vida e fazer daquele lugar o seu novo lar.</div><div>Escrito e realizado por Woody Allen, um filme dramático que conta com a participação de Cate Blanchett, Alec Baldwin, Sally Hawkins e Peter Sarsgaard, entre outros.</div><div>PÚBLICO</div>

Críticas Ípsilon

Blue Jasmine

Luís Miguel Oliveira

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Woody e os 99 por cento

Jorge Mourinha

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Críticas dos leitores

Blanche Dubois

Rejane Sales

<p>Plágio descarado da peça de Tenessee Williams, que já havia sido filmada duas vezes. Na mais recente, aliás, o Alec Baldwin fazia o Stanley, marido da irmã.</p>
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Atos inconsequentes...

Jaubas Alencar

<p>Impressionante como a história é cíclica, seja na dramaturgia de Tennesse Williams, na obra de Woody Allen ou na vida real. "Blue Jasmine" é não apenas uma releitura de "A Streetcar called desire" mas é a arte imitando a vida real: por acaso o imbróglio dos fiscais de São Paulo não começou com uma mulher apaixonada, traída, abandonada e ressentida? A história política brasileira está cheia de casos semelhantes! Nada mais desastroso para um corrupto do que uma mulher vingativa. E o filme mostra como os atos impensados podem trazer consequências trágicas: Jasmine (ou Jeannette) cavou o próprio buraco e pulou dentro... duas vezes! Como bem disse Freud: "A paixão é o embrião da loucura".</p>
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Jasmine e o vazio da aparência

Cerveira Pinto

Um dos melhores filmes de Woody Allen desde há alguns anos a esta parte é, curiosamente, não uma comédia, mas um drama. Uma história que é um retrato da superficialidade, do consumismo, da futilidade do “modus vivendi” dos tempos modernos, no qual podemos ver a imagem dos mecanismos que levaram à actual crise económica e social. A falta de valores e de princípios, de pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins passa também pela cumplicidade de pessoas como Jasmine que prefere voltar a cara para o lado e fingir que não vê a enfrentar a situação e correr o risco de perder os bens materiais a que se habituou. Nem quando tudo se desmorona Jasmine toma consciência do vazio que é a sua existência, pois que não possui os mecanismos que a ligam às pessoas que a rodeiam, e ao mundo, caindo na psicose e no delírio. Toda esta carga de falsidade, de um universo de aparência opulento mas absolutamente estéril e vazio é magistralmente encarnada na personagem de Jasmine Francis, aliás Juliette (pois que até o seu próprio nome não é o verdadeiro), na interpretação brilhante de Cate Blanchet a dar corpo a um filme notável que é um retrato do mundo em que vivemos.
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Metáfora contemporânea

Pedro Brás Marques

Hoje, como nunca, vivemos numa época de aparências. A verdade está sempre voluntariamente escondida atrás de rótulos, de etiquetas, dos comportamentos ‘certos’. Hoje, como nunca, substituímos o verbo ‘ser’ pelo ‘ter’ mas, paradoxalmente, mentimos quando conjugamos qualquer um dos dois. <br />«Blue Jasmine» é a história de Juliette, uma órfã que subiu a escada social americana mesmo até ao topo. Vivia rodeada de um luxo ostensivo e barroco. Mas, um dia, tudo isto acaba por ruir: o seu marido de então revela-se um burlão financeiro e o esquema acaba exposto. Humilhada, refugia-se em San Francisco, junto da irmã, uma criatura simplória, mas de bom coração, e que, tal qual ela, procura o seu cantinho de felicidade. <br />Para Jasmine, o nome ‘upper class’ que passara a identificá-la na Cidade que Nunca Dorme, o desabar do seu mundo dourado foi, claro está, traumático. Aliás, ela nem acredita bem na tragédia que aconteceu porque sempre recusou ver o que estava à frente dos olhos. Jasmine sabia que algo estava mal, mas não queria acreditar. Sabia pelas conversas que escutava, que os negócios do marido nãos seriam lá muito legais, mas dizia, para si e para quem a ouvia, que não se interessava por isso. Sabia que o marido a traía, porque era alertada para tal, mas não queria acreditar, preferindo a mentira convicta de Hal, o seu cônjuge, que a havia de levar a uma odisseia, não no espaço como o fez o seu homónimo 9000 na obra-prima de Kubrick, mas pela lower class de San Francisco. Jasmine adorava aquele mundo frívolo de festas, de compras, de glamour, onde era uma verdadeira rainha. E este é o seu grande problema: a alergia à verdade. Ela prefere um mundo sereno e calmo, mesmo que mentiroso, a um verdadeiro, mas duro. Depois de um calvário de empregos e de frustrações num cenário de gente humilde e pobre, Jasmine acaba por encontrar uma segunda oportunidade, qual herói de um filme de Howard Hawks, na pessoa de um jovem político. Recorde-se que em «Match-Point», Woody Allen invocara a Providência para salvar o assassino de ser apanhado – quem não se lembra da famosa cena do anel a saltar no ar junto ao Tamisa – se cair ao rio, ele safa-se; se cair no chão, ele acaba na cadeia. Aqui, também há um momento desses: é quando o tal jovem político lhe pergunta sobre o seu passado. Formulada a pergunta, Woody Allen faz um close-up a Jasmine e, por uns momentos, parece que o filme pára, à espera da resposta. Será que ela vai dizer a verdade ou investir na mentira? Porque a sua resposta irá condicionar, como condicionou, o resto do filme e o desenlace da história. <br />É óbvio que Jasmine é uma metáfora dos tempos que correm. Ainda há pouco éramos todos ricos, os horizontes não tinham limites e a felicidade era um dado adquirido. Mas a verdade é que era tudo aparência, não havia dinheiro nem para sustentar um tal estilo de vida, nem os Estados tinham capacidade para gastar desenfreadamente como estavam a fazer. Naturalmente, veio a crise financeira e, logo a seguir, a económica e fomos forçados a alterar os nossos padrões de vida – para pior! A grande questão é: e se, por acaso, tivermos uma nova oportunidade? E se voltarmos a viver em abundância, o que é que vamos fazer? Iremos agarrar esta segunda oportunidade sem recorrer ao desperdício e ao esbanjamento, demonstrando termos aprendido a lição, ou iremos cometer o mesmo erro, de novo? Através de Jasmine, essa flor que também deu nome à princesa Disney do mundo encantado das ‘1001 Noites’, Woody Allen alerta-nos para os perigos da superficialidade, da futilidade e, principalmente, da mentira. Mais tarde ou mais cedo, a conta chega e não irá ser agradável. Ricos ou pobres, a opção está sempre de nós. <br />Allen vai-nos contando a história do ponto de vista de Jasmine, a partir do momento em que chega a San Francisco, mostrando-nos em sucessivos flashbacks a sua vida pré-falência. Esta montagem paralela foi, sem dúvida, uma brilhante opção, porque permite ao espectador ir apreciando, em porções curtas, as diferenças entre os dois estados de vivência, sem o empanturrar com duas pesadas e monolíticas doses. E, é claro, pelo que se disse atrás, o argumento e os diálogos são de absoluta excelência. <br />Cate Blanchett está divinal. Uma interpretação fantástica e superlativa. A actriz australiana carrega o filme todo praticamente sozinha, espalhando elegância e bom gosto, oscilando de forma segura entre estados depressivos e de reservada euforia. Estamos, claro, a falar de uma representação de nível de Óscar, sem qualquer dúvida. Mas os secundários são, igualmente, brilhantes com destaque para Sally Hawkins, excelente no papel da irmã de Jasmine, condescendente para com ela e as suas manias e conformada com a vida que tem e Bobby Cannavale, o segundo namorado desta, num papel que lembra, imediatamente, o que fez em ‘Boardwalk Empire’, onde dava vida ao louco ‘boss’ mafioso Gyp Roseti. <br />Um grande filme com uma vigorosa metáfora dos tempos que correm. Afinal, a "flor", como o é a do jasmim, sempre foi um dos mais conhecidos arquétipos da...alma.
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Blue jasmine

Teca

Extraordinária interpretação de Cate Blanchett. Ponto.
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A infelicidade de WA

Maria Gomes

Uma interpretação fabulosa de Cate Blanchett e pouco mais. Não será o desencanto neurótico de quem já nada espera do seu tempo? Se perder o humor e a vontade de brincar consigo mesmo (o mesmo é dizer, com a Humanidade) WA perder-se-á de si.
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Valeu a pena os 5€

Jose Belicha

<p>Desde "Match Point", e após a vaga de filmes por encomenda (falta Lisboa, que também já o reivindicou), Woody Allen voltou à sua fórmula original. O drama das neuroses reactivas às narrativas pessoais, no qual Cate Blanchett encarna e bem, o papel da lady desafortunada pela crise. A história é vulgar, a ganância, a traição, o poder, a origem e a queda, o prozac e o xanax são ingredientes que dão à vulgaridade uma maior ressonância emocional. Valeu a pena os 5€.</p>
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100 minutos de nada

Ursula Aguiar

Interpretação notável de Cate Blanchett. Quanto ao 'conteudo' não vejo interesse nenhum no filme nem nas figuras retratadas. Belos vistos Woody Allen não tem absolutamente nada a dizer.
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Cate salva Allen

JMM

<p>No alto dos meus quase 50 anos, o "meu" Woddy Allen é o de Bananas, Manhattan, Annie Hall, Abc do amor, Intimidades e Ana e as suas irmãs. Depois disso confesso que me divorciei até ter um affaire em Vicky Cristina Bcn e voltei a ausentar-me. Hoje fui para Blue Jasmine com esperança de reaver as memórias dos anos 80 e quase consegui. Quase, porque o argumento apesar de ter uma história interessante, tem personagens de menor densidade intelectual, menos new yorker type, do que a que esperamos num filme de WA, tal como é exemplo a "vidinha" vazia de Jasmine no meio da futilidade e hipocrisia. Sinais dos tempos, a sociedade mudou, já não há pessoas em quem a inquietação intelectual é mais enriquecedora que o consumismo desenfreado? Talvez que desde as figuras vãs de "Less than zero" (Bret Easton Ellis) ,NY e LA tenham mudado até para o Sr Konigsberg. Naquele tempo dizíamos que WA lançava atrizes, agora foi Cate Blanchard que lançou a bóia ao realizador. E Cate trouxe-nos um pouco da Diane Keaton ou da Mia Farrow daquele tempo, e muito dela própria hoje, numa grande, grande interpretação. O filme Não me encheu as medidas mas já valeu a pena. Ela sim, encheu.</p>
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Cate Blanchett extraordinária !

L Cardoso

Está tudo dito... e no final precisamos de saír rapidamente para respirar um pouco de ar puro, aliviados por não sermos parte daquele filme! Uff Mr Woody Allen !!
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