Críticas dos leitores

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O Pecado Mora em Cima

Perda de tempo

Filipe Santos

O primeiro problema é a falta de originalidade. Estamos perante mais uma adaptação, uma história que já conheceu diferentes versões cinematográficas. E a questão fundamental é perceber o que acrescenta esta transposição portuguesa a um material tantas vezes revisitado. Mudar a nacionalidade das personagens, introduzir referências culturais e reunir um elenco reconhecido não é, por si só, suficiente para justificar uma nova versão.

O segundo problema é mais profundo: a credibilidade emocional. Miguel Falabella e Marisa Orth têm uma cumplicidade artística construída ao longo de décadas, mas essa familiaridade transformou-se numa dificuldade quando se pretende representar um casal emocionalmente esgotado. Há ainda a questão da linguagem cinematográfica. Adaptar uma peça de teatro exige mais do que colocar uma câmara diante de quatro actores. Não há uma identidade visual, uma tensão através do espaço, trabalho do silêncio e a descoberta de aquilo que o cinema pode revelar para além das palavras.

Reunir actores conhecidos, recuperar uma história de sucesso e revesti-la de referências nacionais não chegou para criar uma obra cinematograficamente minimamente relevante.

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O Pecado Mora em Cima

O pecado é não ver este filme

José Costa

Filme muito bem produzido - de elevado valor para uma produção portuguesa que se sabe normalmente ter poucos recursos. Comédia inteligente. Drama que nos faz pensar na vida e nas relações.

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O Jovem Xamã

O Jovem Xamã

João Rino

Muito bom.

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O Pecado Mora em Cima

Comédia absolutamente HILARIANTE!

Martim Carneiro

Comédia absolutamente HILARIANTE! Diria: do Brasil com amor e inteligência. Com algumas imagens da mui charmosa cidade do Porto, uma história adaptada às nossas vicissitudes culturais e de vivência, numa abordagem bem "picante"!

Magnífica realização do português Rui Pedro Sousa, que filma com mestria e captação luminosa das personagens que dão uma expressividade intensa ao seu desempenho. Edson Athayde fez uma adaptação virtuosa do filme espanhol "Sentimental" e está de parabéns. Os actores brasileiros Miguel Falabella e Marisa Orth aportam muito do seu trabalho inspirativo de "sai de baixo" e são (sem poupar nas palavras) absolutamente superlativos! Muito bem acompanhados pelos portugueses Inês Aires Pereira e Pedro Carvalho, cuja dimensão bem demostra a evolução do cinema português.

Depois há o som da guitarra portuguesa a abrilhantar algumas cenas, bem como de Chico Buarque da Holanda. No fim, até Marisa Orth canta e muito bem. Vale a pena assistir ao genérico final. Veria este filme outra vez.

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O Peso Insuportável de Um Enorme Talento

O talento veio primeiro

Fernando Pimentel

É um filme interessante. Bom enquanto comédia. No que toca a comédias sabemos bem que a média é muito fraca. Parece que no mundo de hoje é mais barato e mais fácil fazer chorar ou ter medo do que fazer rir. Por isso o Nicholas Cage é muito bem-vindo, oferece-nos um início de filme arrebatador, que marca pontos nos níveis da experiência estética.

Depois vai perdendo um pouco alguma dessa piada mais intangível. A ideia principal vai-se esgotando e as coisas vão ficando mais mainstream. A película transforma-se numa comédia de ação mais comum. Mas não há nada de errado nisso, são diferentes tipos de fruição, está bem que haja lugar para ambas, e estão na ordem certa. É como o saudoso perna de pau da Olá. Dá para quem gosta de chocolate e baunilha, mas também para quem gosta de morango. Não vamos criar divisões. Isso é no futebol.

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As Voltas da Vida

Gira o disco e toca o mesmo

Fernando Pimentel

Não há filme onde o Clint ponha as manápulas que não se veja com agrado e muitas vezes até com o coração. Este embora um dos mais ligeiros não deixa de ser prazeroso, em algumas coisas faz lembrar um pouco o Air do Ben Affleck, embora seja para levar menos a sério.

Esta escolha de alguns cineastas colocarem os olheiros no centro da ação, onde antes estavam os executantes, parece o caminho natural de uma arte que passa da realidade à sua representação e que, filtrando a emoção direta primeiro pelo olhar, pode transferir a gratificação para níveis um pouco mais cerebrais e contemplativos. Apesar disso, trata-se sobretudo de um produto a mastigar. Competente, vê-se com satisfação.

Bom entretenimento. Já não é pouco. A vida dá muitas voltas e é bom que uma delas seja poder voltar a um cinema simplesmente agradável.

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Primavera - As Quatro Estações

Bom filme

Martim Carneiro

Um bom filme, cativante e belo, sem embargo de ter três cenas verdadeiramente medonhas.

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NAZA

NAZA

Cristina Portella

Obra corajosa e verdadeira.

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Santo António, O Casamenteiro de Lisboa

Uma desilusão

Marinha Leonor Martins

Textos muito básicos. Sem graça nenhuma.

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O Fugitivo

Fuga sem Fim

Místico

Um dos grandes equívocos fílmicos de 1993, este "O Fugitivo" limita-se a pegar no essencial da mítica série dos anos 60, com David Janssen, e a oferecer-nos uma banalidade. Nem mesma a eficácia dos actores, sobretudo Harrison Ford e Tommy Lee Jones, o conseguem tornar memorável. Mesmo assim foi um sucesso de bilheteira e valeu 7 nomeações para os Óscares.

Podemos pasmar que o desempenho correcto de Tommy Lee Jones conseguiu o Óscar de Melhor Actor Secundário ao absolutamente genial de Ralph Fiennes, como sádico nazi n`"A Lista de Schindler", de Steven Spielberg, ainda hoje o melhor filme de 1993. Deve ter sido o único filme digno de registo de Andrew Davies, que se limitou a banalidades na sua carreira. Classificação: 2/5.

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