Críticas dos leitores

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Miroirs No. 3

2 estrelas

José Miguel Costa

O alemão Christian Petzold é um dos mais interessantes realizadores europeus da atualidade, e para comprová-lo basta relembrar os seus excecionais filmes “Bárbara” (2012), “Phoenix” (2014) ou “Em Trânsito” (2018). Todavia, na mais recente obra (“Miroirs No. 3”) não faz jus aos seus pergaminhos, tendo, inclusive, abdicado de algumas das características imprescindíveis que constam do seu ADN, nomeadamente, o recurso ao naturalismo mágico e à atmosfera noir.

Oferecendo-nos somente um artificial e frio drama psicológico sobre recomeço(s) e identidade, dotado de um enredo sofrível (narrativa demasiado simples, previsível e nada plausível) e despojado de intensidade dramática (quase inócuo). Valha-nos que manteve a elegância formalista ao nível filmagem. A história (jovem adulta vítima de um acidente de viação com o namorado – que resultou na morte deste último -, numa zona rural, junto da casa de uma senhora desconhecida, fica a residir com a mesma logo após a ocorrência – como se tal fosse a coisa mais natural do mundo) apenas nos prende graças à performance enigmática da protagonista, a diva de sempre de Petzold (Paula Beer). @jcosta@gebalis

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A Criada

Fantástico!

Ana Maria Guerra

Adorei! Já tinha lido o livro e acho a adaptação espetacular!

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Os Enforcados

Os Enforcados

Selton

Grandes atuações, Leandra Leal colossal!!!

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A Criada

A criada

Sandra

Fiel ao livro, mas mais impactante.

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Eternity - Para Sempre

Um pouco aquém das expectativas

Martim Carneiro

Um filme apenas suficiente para cumprir o propósito de boa disposição, sem ficar na memória.

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O Professor de Inglês

Um filme Luminoso

Martim Carneiro

No início de tempos de chumbo na Argentina, um filme luminoso e tocante com um personagem muito inesperado! 4 Estrelas.

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Vive

Vive

Ana André

Inspirador. Uma lição de vida e a prova de que o Amor vence tudo!

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A Criada

Para esquecer!

Margarida

Como é que possível um filme ser tão mau!

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Foi Só Um Acidente

Foi só um acidente

Fernando Oliveira

O que é o Mal? É aquilo que nunca “desaparece”, que está sempre presente atormentando os dias e a noites, imagens e sons que alimentam os traumas e os medos das personagens. Nos filmes iranianos o terror vem das “garras” sempre afiadas da teocracia que governa o país. Em “Foi só um acidente” é a memória de um som que desperta um desejo de vingança, o querer de uma reparação.

Numa noite, um casal e a filha regressam a casa de carro, têm um pequeno acidente; mais à frente o carro avaria junto a um armazém (?), o homem pede ajuda. Um dos empregados, Vahid, reconhece o ranger da prótese do homem do carro. Pertence a Eghbal, o Perneta, o homem que o tinha violentado e torturado na prisão, o homem que lhe tinha destruído a vida. O som tenebroso do arrastar da perna é a banda sonora dos seus pesadelos. O desejo de o matar toma conta dele, rapta-o e transporta-o numa carrinha para o deserto para o enterrar vivo junto a uma árvore morta, mas as súplicas do homem fá-lo começar a duvidar: será mesmo ele? Na prisão esteve sempre vendado enquanto era torturado.

E então o filme passa a ser sobre a dúvida. Vahid vai procurar outras vítimas de Eghbal; essa procura ocupa a primeira metade do filme, e é brilhante a forma como Panahi enclausura todos os personagens no espaço daquela carrinha, ao mesmo tempo que pelas “brechas” nos deixa ver o dia-a-dia da cidade, a normalidade que decorre lá fora enquanto os personagens se debatem com a dúvida. Porque a expressão “nós não somos como eles…” começa a sufocar o espaço da carrinha. Todos “sobreviveram” ao Mal de maneira diferente.

Há um questionamento moral a atravessar todo o filme. É um filme corajoso, filmado na clandestinidade, num jogo entre o gato e o rato com as autoridades iranianas, um filme que balança entre a tragédia e a comédia, e a ternura (o pedido de ajuda da filha de Eghbal, a mãe desmaiou, está quase a parir).

O que é o Mal? É o som que se houve em crescendo quando se vira as costas, o som do ranger paralisante de uma prótese. No Irão o Mal está em todo o lado: há uma cena no filme em que, numa rua cheia de gente, uma mulher é empurrada violentamente para o chão por um homem e ninguém faz nada, e os dois foram vítimas de Eghbal.

Mete medo, mesmo quando nos faz sorrir, este filme sobre a vida num país onde as ideias e os comportamentos são impostos de forma violenta. O medo e Mal sempre presentes. São quase sempre sobre isso os filmes iranianos: a omnipresença do Mal. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")

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Branca de Neve

Branca de Neve

Rodrigo

Adoro.

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