Críticas dos leitores
Últimas
Campo de Batalha
2 estrelas
José Miguel Costa
O filme "Campo de Batalha", realizado pelo italiano Gianni Amelio, é um drama de época (demasiado sóbrio e formalmente austero) sobre um dos "bastidores" da Primeira Guerra Mundial.
A ação centra-se quase exclusivamente num hospital militar, para o qual são enviados soldados feridos com o objectivo de ser-lhes administrada uma "recauchutagem" mínima que permita reenviá-los para o campo de batalha no menor hiato temporal possível.
O seu bem-estar físico e/ou psicológico é um critério de somenos importância para o Sistema que necessita de "carne para canhão" (jovens maioritariamente pobres e pouco instruídos) para continuar a alimentar o conflito praticamente perdido.
Acresce a desconfiança por parte da linha de comando de que muitos dos "peões descartáveis" aí internados possuem ferimentos decorrentes de auto-mutilação, pelo que os tratamentos aplicados (com desprezo), são pouco mais que "placebo".
Tal paranóia é levada ao extremo de existir uma dupla de médicos (best friends, desde a infância, com visões antagónicas sobre os limites da guerra e da ética médica) que efectua uma inspeção diária (alegadamente de cariz clínico) com vista a detectar eventuais "infractores" e aplicar-lhes a devida punição (envio imediato para a linha da frente - independentemente da sua condição de saúde -, a não ser que o "médico bom" ... alerta spoiler).
Numa segunda fase do enredo é "enfiada à papo-seco" a temática da pandemia de gripe espanhola, mudando abruptamente foco da história (sem qualquer resolução e/ou climax), deixando, desse modo, completamente de lado o "escavar de uma trincheira" teoricamente interessante (moralmente dúbia), pouco explorada neste género cinematográfico. Nesse momento, o filme (moribundo)... "morreu"! @jmikecosta
Duelo Imortal
Extravagância típica da época
Místico
Eis um filme francamente mau, que tinha uma história com potencial, mas é trucidado pelo argumento medíocre, cheio de incongruências e diálogos paupérrimos. A parte filmada na Escócia tinha imenso potencial mas é toda canhestra. Sean Connery é um grande actor, mas parece estar no filme errado. Resta a banda sonora dos Queen que também parece estar no filme errado. Classificação: 1/5
Playback
Parabéns!
Maria Carvalho
Um filme muito agradável para recordar ou conhecer o talento e a música de um artista de que fomos privados cedo demais.
O Piano
Logro Monumental
Místico
Jane Campion, a neozelandesa que tentou o cinema de autor com o falhado "Sweetie" e a biografia "Um Anjo à Minha Mesa", que infelizmente ainda não vimos, espalha-se ao comprido com este pretensioso e pomposo "O Piano".
É fácil ver aqui um "pastiche", pelo menos parcial, da grande literatura romanesca do séc. XIX, de autores como Jane Austen, Emily Brontë, George Sand, e tantos outros, mas dessas grandes autores (e autores) pouco resta aqui.
Cenários naturais empolgantes, personagens rebuscadas (a surda que fala através do piano, o camponês ignorante que se apaixona por ela sem mais nem menos...), tudo aqui soa a falso e a inverosímil, e nem os actores, como a tão injustamente gabada Holly Hunter, conseguem redimir o que não tem redenção possível.
Medíocre, pretensioso, pomposo e de muito mau gosto, mesmo erótico. Lembro-me de pensar, na altura, que os críticos do "Público", que, de uma forma geral, receberam mal o filme, tinham acertado. Classificação: 1/5
Os Miseráveis: A História de Jean Valjean
3 estrelas
José Miguel Costa
O filme "Os Miseráveis", realizado pelo francês Éric Besnard, é um intimista drama épico impregnado de humanismo, que tem por base um fragmento do clássico homónimo da literatura de Vitor Hugo (funcionando como uma espécie de prólogo da "revolução moral" que se operará no seu anti-herói intemporal - que ficará fora do foco de análise desta adaptação).
Narrado em voz "off", com recurso a uma estrutura fragmentada (fruto de múltiplos saltos temporais que visam expôr-nos perante os episódios de vida que moldaram, alegadamente de modo irreversível, a personalidade do protagonista), é uma quase parábola moral que nos transporta até à França rural de 1815 para dar-nos a conhecer a história (de injustiça social) de um embrutecido/rude homem solitário, rejeitado pela sociedade, após cumprimento de uma pena de prisão de 19 anos (pelo crime de roubo de um pão para matar a fome à família), durante a qual foi alvo de contínuos actos de humilhação e violência física/psicológica.
Enxotado, qual animal selvagem, de qualquer pequeno lugarejo que se aproximasse em busca de comida, apenas encontrará acolhimento temporário na casa de um bispo atormentado pelo passado, cuja porta se encontrava sempre aberta para "todos, todos, todos".
Aí surgirá uma pequena fissura no "coração imune a sentimentos", crucial à construção de uma nova identidade. Realce-se a performance contida de Grégory Gadebois (destituída de qualquer violência excessiva e/ou desnecessária), bem como a excelência da fotografia quase tão lúgubre quanto a alma da personagem central. Só é pena que o enredo (eficaz q.b.) se fique pelo "bater na mesma tecla", sem grandes evoluções narrativas. @jmikecosta
Homem-Aranha: Um Novo Dia
Um filme entre o suficiente mais e o bom pequeno
Paulo Lisboa
Fui ver o filme porque já tinha vistos os anteriores filmes da saga "Homem Aranha" dos quais muito gostei. Gostei do filme, é um filme que se vê bem. Tem uma boa fotografia, uma realização competente e boas cenas de acção. Pena por vezes o filme arrastar-se um pouco e não ter um pouco mais de desenvoltura. Estamos assim perante um filme entre o suficiente mais e o bom pequeno. Numa escala de 0 a 20 valores, dou 13 valores a este filme.
Playback
Maravilhoso
Isabel Oliveira
A vida de um artista que partiu cedo demais. As canções que todos conhecemos e cantarolamos. Alegre e bem-disposto. Adorei.
Vaiana
Vaiana
Mario Vidal
Gostei muito! Bom entretenimento, bem conseguido. Correspondeu às expectativas que o trailer me criou. Vale a pena...






