Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese
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Sinopse
Terceiro grande momento dylaniano na obra de Scorsese (contando com "The Last Waltz"), e segundo momento totalmente centrado em Dylan (depois de "No Direction Home", em meados dos 2000), esta "Bob Dylan Story by Martin Scorsese" é seguramente o momento mais perverso, e nesse sentido mais dylaniano. É quase um prolongamento de "Renaldo & Clara", cujas imagens (colhidas numa digressão de 1975 a que Dylan chamou a Rolling Thunder Revue) são profusamente usadas, e que já era um longo jogo do gato e do rato entre Dylan, os seus fãs, os seus exegetas, e de Dylan, mestre da dissociação, com ele próprio. “It''s all true”, dizia Orson Welles quando se preparava para dizer uma mentira.
Aqui também é “it''s all true” nesse mesmo sentido: o filme está pejado de mentiras e falsificações, postas lado a lado com os testemunhos historicamente rigorosos, e é nisso que ele se assume como uma grande comédia, uma grande farsa dylaniana. Infalsificável é a presença dele e dos seus companheiros de palco durante a digressão de 1975 (que incluiu a presença, pela primeira vez em mais de uma década, de Joan Baez): os momentos musicais de "Rolling Thunder Revue" são absolutamente sublimes. Texto: Cinemateca Portuguesa
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