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Taxi Driver

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Drama, Crime 113 min 1976 M/16 04/04/2013 EUA

Título Original

Sinopse

"Taxi Driver" tornou-se um clássico e é apontado como uma das obras-primas de Martin Scorsese, o que só veio comprovar, já naquela altura, o seu talento como realizador. Trata-se de um retrato violento da solidão e alienação, com um argumento de Paul Schrader, que conta uma história de ansiedade pessoal mas também política e social. Robert De Niro desempenha o papel de Travis Bickle, um taxista ex-veterano da guerra do Vietname atormentado pelas suas experiências passadas, numa interpretação que fez história no cinema como uma das mais intensas alguma vez trazidas ao ecrã. Bickle sente uma necessidade desesperada de conseguir algum contacto com as pessoas. Depois de uma desilusão sentimental com Betsy (Cybill Shepherd), que trabalha na campanha de um candidato às eleições presidenciais, Bickle torna-se no anjo da guarda de Iris, uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster numa interpretação memorável), controlada por Sport (Harvey Keitel). Bickle está determinado em "salvar" a rapariga, o que vai ter consequências desastrosas. O filme recebeu quatro nomeações para os Óscares nas categorias de melhor actor (Robert De Niro), melhor actriz secundária (Jodie Foster), melhor banda sonora (Bernard Herrmann) e melhor filme (Julia Phillips e Michael Phillips). PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Os nossos dias, 40 anos depois

Jorge Mourinha

Três anos depois da última reposição, Taxi Driver volta às salas com o pretexto do 40º aniversário da estreia.

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Estás a falar comigo?

Luís Miguel Oliveira

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Críticas dos leitores

Taxi driver

Fernando Oliveira

Este é um dos mais míticos filmes dos anos 70: “Taxi driver” realizado por Scorsese em 1976. Com um argumento escrito por Paul Schrader, o filme, mesmo depois de visto e revisto várias vezes, continua a ter uma dimensão perturbante, essencialmente por nos pôr a nós espectadores a partilhar a angústia, a solidão e a demanda punitiva do personagem, mesmo quando dela nos queremos manter afastados. E esta capacidade de nos fazer “contornar” esta auréola mais ou menos fascizante que acompanha o personagem e o seu percurso não é a menor das qualidades do trabalho de Scorsese e Schrader. <br />De todos os homens perturbados e obcecados que Scorsese filmou – e Scorsese quase que parece que não filmou outro tipo de personagens masculinos: de Harry (da primeira curta, que não conheço, que fixado na imagem de um barco num lago, nada mais consegue fazer), passando pelo homem que se barbeia, Johnny Boy, Jake La Motta, Jesus e, dando um salto para filmes mais recentes, Howard Hughes, Teddy Daniels, Méliès ou Jordan Belfort – Travis Bickle (uma magistral interpretação de Robert De Niro), um homem saído da guerra do Vietname e condutor de táxi nas noites de Nova Iorque, é aquela que melhor interioriza algumas das obsessões da obra inicial do realizador: a paisagem urbana, arquitectónica e humana, em desagregação física e moral, onde a violência, a solidão e o desinteresse obrigam os seus personagens a percorrerem uma tentativa de redenção onde a paranóia individual e colectiva roça o misticismo cristão. <br />“Taxi driver” é o retrato de um homem que traz consigo uma perplexidade face ao mundo em que vive (e, pelo olhar do realizador, à América), que perdeu as raízes e acordou as sementes da violência numa guerra que ele (e um país inteiro) nunca conseguiu digerir; que ao querer “salvar” uma prostituta demasiado jovem (Jodie Foster, numa interpretação que dá á personagem uma perturbante perversidade) vai fazer despertar nele uma vontade de punir uma cidade e uma sociedade que lhe diz não. <br />E se as raízes desta loucura vingativa já lá estavam, é a partir do “não” com que Betsy (Cybill Shepherd) lhe responde que começamos a ver a metamorfose de um homem desenquadrado com a realidade num “anjo” vingativo (contra quem ou o quê? – os seus fantasmas e na procura de sedimentação para o seu delírio), o gérmen do fascismo a aparecer quando todas as referências morais e éticas começam a desabar, quando as pessoas se sentem abandonadas ou revoltadas com a sociedade. (E se este filme é obviamente uma tragédia, nove anos mais tarde Scorsese voltaria a filmar a paranóia urbana pelo lado do absurdo: no extrordinário “After hours”). <br />Formalmente é um filme absolutamente genial: a maneira como Scorsese filma a noite nova-iorquina pelo olhar de Travis e através das janelas do táxi que este conduz, a montagem tão obsessivamente febril e precisa como o personagem, a música de Herrmann, para além dos sublimes desempenhos de De Niro e Jodie Foster: <br />“Taxi driver” é um magnífico exemplo do Cinema como a arte de contar através das imagens, e de como o acto de ver um filme pode ser a condição ideal para o espectador questionar em solidão os seus próprios fantasmas. <br />Uma obra-prima. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt") <br />
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Tão actual e magnífico que até arrepia

Patrícia Silva

Nunca tinha visto o filme do princípio ao fim, apenas as cenas mais memoráveis, e na televisão. Oportunidade imperdível para vê-lo no cinema, agora que perfazem 40 anos da sua estreia. A solidão tão bem retratada. A incapacidade de comunicar. Tudo isto em meio urbano, o que acaba por ser contraditório. A grande e desumana urbe que nos esmaga... E tão actual, que nos faz pensar que, agora, entendemos o que leva um solitário a tornar-se num assassino suicida. A solidão, que nos leva à insanidade, hoje potenciada pela omnipresente tecnologia. O prazer de ver bom cinema no sítio onde deve ser visto. Uma banda sonora que não nos sai da cabeça durante uns dias. E todos os excelentes actores, inclusive o próprio realizador que tem um pequeno papel.
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A rever vezes sem conta

Paulo Silva

Um dos meus filmes favoritos...não é uma crítica, mas uma rendição à visão de Scorcese...
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