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O Dia da Revelação

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Thriller, Ficção Científica, Drama 145 min 2026 M/12 11/06/2026 EUA

Título Original

Um especialista em cibersegurança torna-se delator e decide revelar ao mundo inteiro, contra forças muito poderosas, que extraterrestres existem. É esta a premissa do novo filme original de Steven Spielberg escrito por David Koepp, com quem o realizador trabalhou em filmes como os dois primeiros "Parque Jurássico", "Guerra dos Mundos" e "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", entre outros. O regresso de Spielberg à ficção científica de extraterrestres patente em filmes como “Encontros Imediatos do Terceiro Grau” e “E.T. O Extraterrestre” faz-se com Emily Blunt e Josh O'Connor como protagonistas, ao lado de nomes como Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo, Wyatt Russell ou Elizabeth Marvel. PÚBLICO

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Críticas dos leitores

O Dia da Revelação

Fernando Oliveira

Os filmes devem ser todos vistos numa sala, num grande ecrã, pois só esta experiência permite a cada espectador deixar-se enlear totalmente nas emoções que cada filme transmite. Sair do lado cá e deixar-se embrenhar no outro lado, no outro mundo que a história nos conta.

Serão palavras ocas num tempo das plataformas de streaming, ou quando quase todos os filmes de entretenimento (e o Cinema também é isto) não são bem filmes, são construções digitais onde já não se vê, anda-se numa montanha russa a tão alta velocidade que já não sentimos nada.

Steven Spielberg é um dos poucos autores americanos (o outro será Tarantino, Burton e Cameron “perderam-se” no caminho) que sabe fazer filmes que sendo entretenimento, exigem do espectador essa relação muito solitária e muito pessoal com o filme. Exigem uma cinefilia. Nos últimos anos, no meio de filmes que visitam os traumas da história americana (“A Ponte dos Espiões”, “The Post”), ou as suas memórias (“West Side story”, “The Fabelmans”), Spielberg gosta de voltar ao outro seu Cinema, histórias de aventuras ou fantásticas, noutras realidades “bastante reais”, como em “Ready player 1” (aqui cruzando o mundo das realidades virtuais com o esse “seu” Cinema, uma mea culpa comovente), e agora neste perturbante “O Dia da Revelação”. Todos estes filmes são magníficos.

Neste filme vai buscar coisas lá atrás, ao “E.T.” ao aos “Encontros Imediatos de Terceiro Grau”, para nos mostrar um retrato bastante cruel sobre a estupidez humana, a nossa incapacidade para a empatia com aquilo que é diferente. O medo mesquinho e a intolerância. Há sete décadas que há acidentes com naves alienígenas, alguns deles sobreviveram e foram capturados e torturados, a WARDEX é a responsável por toda esta “investigação” e de encobrir tudo isto (agora até os presidentes do país não sabem, há uma cena terrivelmente absurda de Nixon a revelar a um civil). Um grupo de dissidentes quer mostrar ao mundo a verdade. Mas há dois deles que são diferentes dos outros.

É assim um filme em crescendo, à procura do seu final em que a verdade é revelada ao mundo, até lá é um estonteante filme de acção, perseguições bastante físicas e realistas, uma história de amor, uma irmandade construída num desejo de liberdade; até à transmissão televisiva da verdade, o mundo global, e, lá está, onde nós espectadores nos emocionamos, tanto como se estivéssemos também realmente a ver aquilo. Acção e emoção: não é isto o Cinema, a arte de contar histórias com as imagens? É um filme assombroso, mas o filme é também um lamento. “Ouçam”. É preciso lutar pela VERDADE. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")

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