Ready Player One: Jogador 1

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Aventura, Acção 140 min 2018 M/12 29/03/2018

Título Original

Ready Player One

Sinopse

<div>Em 2045, num planeta aniquilado pela sobrepopulação, pelas alterações climáticas e pela poluição, a maioria das pessoas evade-se para o OASIS (Ontologically Anthropocentric Sensory Immersive Simulation), um jogo virtual onde qualquer um pode assumir a personagem e existência que desejar. Quando morre James Halliday, o criador do OASIS, deixa uma mensagem ao mundo onde revela doar toda a sua fortuna, incluindo o jogo, à primeira pessoa capaz de encontrar um "Ovo da Páscoa" digital supostamente ali escondido. Essa informação vai originar uma caça ao tesouro sem precedentes. Concorrentes de todo o planeta estão dispostos a tudo para obter o prémio. Entre eles está Wade Watts, um jovem sem nada a perder, que está empenhado em mudar de vida…</div><div>Produzido e realizado pelo veterano Steven Spielberg, um filme de ficção científica que adapta ao grande ecrã o romance homónimo escrito, em 2011, por Ernest Cline, também responsável pelo argumento. É protagonizado por Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, T.J. Miller, Simon Pegg e Mark Rylance. PÚBLICO</div><div><br /></div>

Realizado por

Steven Spielberg

Elenco

Hannah John-Kamen, T.J. Miller, Letitia Wright, Simon Pegg, Ben Mendelsohn

Críticas Ípsilon

Spielberg e o oásis

Jorge Mourinha

“Recado” sociológico sobre os perigos do escapismo virtual disfarçado de aventura de efeitos especiais, Ready Player One não deixa de ser uma cedência à lógica actual dos estúdios.

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A nostalgia culpada de Steven Spielberg

Luís Miguel Oliveira

O realizador que mais fez pela imposição da “fantasia” na primeira linha do cinema americano a advogar um “regresso ao real”. Ready Player One é um filme onde uma consciência culpada tenta, de modo mais ou menos desajeitado, expiar-se.

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Críticas dos leitores

Em defesa

Daniel

As pessoas antes de criticarem deveriam ter lido o livro primeiro antes de virem criticar.

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O pior filme do seculo para mim

João Pedro Martins

Ainda bem que ainda existem intervalos para sair o mais rápido possivel do cinema, neste caso Nos do Colombo. Um filme sem nada, nem pés nem cabeça. A mina mulher e eu saimos ao intervalo e deixamos os 10 espectadores que ainda ficaram para a segunda parte.

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Em defesa do maravilhamento.

Fernando Oliveira

Em “Ready player one”, Spielberg consegue a espantosa proeza de num filme que usa e abusa dos artifícios visuais inscrever um lamento, melancólico, pelo fim daquele cinema de aventuras que para lá do que contava tinha lá dentro personagens com emoções. Representavam pessoas…. <br /> E consegue-o contrapondo a desordem feérica do mundo virtual não à miséria social do mundo real (a estória é uma distopia, contada numa lixeira e ferro-velho urbano onde toda a gente migrou para esse mundo virtual), mas aos sentimentos de amizade, o amor, e até o idealismo singelo daquele grupo de pessoas que tentam salvar o gozo lúdico “vivido” no OASIS (é o nome desse mundo) da cooperação que o quer controlar. O filme é talvez excessivamente delirante na forma como encena e coreografa aquele espaço (e é claro que Spielberg nunca iria tanger o lado monstruoso da fantasia, ou a perversidade da mente humana; naquele mundo, onde tudo é possível, quase não encontramos referências, por exemplo, às fantasias sexuais) mas a nostalgia leva a melhor sobre o desenho demasiado videojogo dos cenários: Spielberg puxa constantemente a estória para o “passado” com a iconografia e a banda sonora muito anos 80, e as e extraordinárias e constantes referências cinéfilas (quem mais se lembraria do belo hino a amizade que é “O gigante de ferro” de Brad Bird?) que enchem todo o filme. Um filme também feito de símbolos. Tem sido muitas vezes escrito que há no filme um notável remorso de Spielberg por se sentir um dos responsáveis pela infantilização que tomou conta do Cinema mainstream actual, desinspirado da realidade; mas se James Halliday pode ser uma “ideia” reflectida de Spielberg, este continua a demonstrar uma enorme sedução por este cinema de entretenimento puro: “Ready player one” talvez seja uma crítica à escolha de aceitar estes mundos (e aqui mais a irrealidade vivida na internet, que o cinema actual) como parte da nossa realidade; mas defende como essencial à condição humana, a vertigem e o maravilhamento, o escapismo que nos são dados pelos filmes de aventuras. <br /> Um filme tão inquietante quanto genial. <br /> (em “oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt)

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3 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

"Ready Player One: Jogador 1", a nova aventura cinematográfica de Steven Spielberg no universo da ficção cientifica (cuja acção decorre em 2045, numa era em que a humanidade está completamente adicta de um jogo on line de realidade virtual), é uma estonteante odisseia sensorial. <br />E se tal, "vindo de quem vem", não se constitui per si como uma novidade, o mesmo não poderá afirmar-se em relação à (muito) agradável surpresa da narrativa de base (que à partida parecia meramente construida para agradar ao público juvenil e/ou pipoqueiro), impregnada de referências (completamente geeks) da cultura pop dos anos 80 (fundindo, de um modo inteligente, futurismo e nostalgia - a titulo de exemplo refira-se a cena de homenagem ao filme "Shining" do Kubrick simplesmente ... simplesmente genial!)

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Ready to kids

Rui Plácido

Disclosure: não aguentei mais e saí ao intervalo. <br />O filme até começa bem, a concatenação na descida do "prédio" dá-nos a conhecer aquele futuro mundo real e apresenta a lógica da realidade virtual como uma inexorável e aprazível presença. <br />O problema é/foi tudo o resto. Tanta fantasia bacoca dentro dessa realidade virtual, acaba por desvirtuar a estória, como a alucinante mas desengonçada corrida automóvel. <br />Há depois pormenores tão forçosamente mal encaixados, como o director dos IOI, que aparece à laia de vilão com tiques de etiqueta. <br />Não houve uma única piada de jeito, nem de mau jeito. <br />Apenas escapa a banda sonora pop, isso sim. <br />2* em 5.

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CGI para todos os gostos.

Francisco Zuzarte

Confesso que, para poder analisar este Ready Player One, precisaria quem sabe de o ver segunda vez. O problema é que ao contrário do ditado pelo qual primeiro estranha-se depois entranha-se, além de ter estranhado a forma como o filme está posto no ecrã, não me convenceu. Por isso não entranhou. Há depois uma outra questão. O filme peca por ser demasiado longo, o que não seria pecado se a história convencesse, tal Tron em versão melhorada e apesar das referências a todos os “bonecos” que nos levaram à magia Spielberg. <br />Se a intenção é chamar à atenção para o facto de termos de voltar os pés na terra e não andarmos sempre com o telemóvel na mão a fazer cócegas ao ecrã, não chega, sobretudo na sala onde até a ver-se o filme se acendem telemóveis porque se recebeu uma mensagem e se vai ver a correr, o numero de vezes que for necessário, até que algum espectador cansado da cena peça para o desligar, o que nos tempos que correm é sempre um risco. <br />Por isso, Ready Player One, de Spielberg, é o género de filme onde se usa e abusa do CGI, para de repente darmos com a realidade dos personagens que criámos nos jogos. Nos tempos que correm, lembrei-me de repente e enquanto divagava no filme, o que é mau, da polémioca das redes sociais.

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