West Side Story

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Drama, Musical 156 min 2021 M/12 09/12/2021

Título Original

West Side Story

Sinopse

Década de 1950. No lado oeste da cidade de Nova Iorque situam-se os bairros pobres, onde vivem as famílias mais desfavorecidas. Ali existem também dois gangues: os Sharks, formado por imigrantes porto-riquenhos, e os Jets, constituído por jovens maioritariamente brancos. Eles estão constantemente em confronto e juram-se rivais até à morte. Um dia, Tony, antigo líder dos Jets, conhece Maria, irmã do chefe dos Sharks. A paixão entre os dois é imediata e mal aceite por ambos os grupos, levando a um agravar das hostilidades. 
Realizado pelo veterano Steven Spielberg ("E.T. - O Extra-Terrestre", "Império do Sol", "A Lista de Schindler", “Munique”, "Lincoln" ou “The Post”), e com produção e argumento de Tony Kushner – vencedor de um Pulitzer de Teatro e nomeado duas vezes para o Óscar pelo argumento adaptado graças a “Munique” e "Lincoln", também de Spielberg –, este drama romântico é o “remake” da história já transposta para cinema por Jerome Robbins e Robert Wise, em 1961, e que conquistou dez estatuetas da Academia. O argumento tem por base o celebrado musical da Broadway, escrito por Arthur Laurents que, por sua vez, se inspira na eterna história de amor entre Romeu e Julieta. PÚBLICO

Realizado por

Steven Spielberg

Elenco

Ansel Elgort, Brian d'Arcy James, Rachel Zegler, Ariana DeBose, Rita Moreno, David Alvarez

Críticas Ípsilon

West Side Story: match nulo

Jorge Mourinha

Ponto um: seria difícil fazer remake mais inteligente e respeitosa de West Side Story do que a que Steven Spielberg fez. Ponto dois: não era verdadeiramente necessário fazê-la.

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Críticas dos leitores

West Side story

Fernando Oliveira

É um filme fora deste tempo, uma deslumbrante homenagem que Spielberg quis fazer à peça que Ernest Lehmann escreveu e que estreou na Broadway em 1957, uma peça que o realizador viu ainda adolescente e que o marcou profundamente. A peça seria adaptada ao Cinema quatro anos depois, em 1961, por Robert Wise e o encenador Jerome Robbins. A peça foi um marco na Broadway e o filme será um dos filmes mais memoráveis da história do Cinema.
Spielberg segue a partitura de Leonard Bernstein, e o argumentista Tony Kusher fez apenas pequenas alterações na história: “Romeu e Julieta” contado nos anos sessenta em Manhattan, num bairro prestes a ser demolido, aonde se confrontam dois gangues juvenis, os Jets, rapazes brancos filhos dos mais antigos moradores e os Sharks, rapazes porto-riquenhos, comunidade “invasora” do bairro. Tony (Ansel Elgort), antigo líder dos Jets e agora retirado depois de ter passado um ano na prisão por ter espancado outro rapaz quase até à morte numa luta, apaixona-se por Maria (Rachel Zegler), a irmã de Bernardo, o líder dos Sharks. Este amor, como no texto de Shakespeare, vai levar à tragédia. É uma enternecedora mensagem contra a intolerância racial, e uma homenagem à peça e ao filme que também a fizeram há sessenta anos.
O que é maravilhoso no filme de Spielberg é o seu classicismo absoluto. O musical sempre foi um género “impuro”, onde todos os géneros cabem sendo transfigurados radicalmente pelas canções e pela dança que nos fazem acreditar que tudo é possível. Ou, melhor, que o sonhado e o real podem habitarem na mesma história, enleando-se uma na outra, fazendo os espectadores acreditar numa outra realidade. Nas cenas cantadas ou dançadas são os desejos que são aí filmados, ou muitas vezes, como neste filme, a impossibilidade de os realizar. Spielberg, magnifico formalmente, consegue a proeza de, num tempo em que já ninguém quer “acreditar” nesta sublimação, nos comover até às lágrimas: são as canções cantadas pelo casal, um desejo de felicidade que, sabemos, não chegará; há a interpretação esmagadora na sua força de Ariana de Bose no papel de Anita, a namorada de Bernardo; e depois há aquela ambiência ilusória transmitida pelos escombros aonde decorre grande parte da história, como um lamento, a saudade, por um Cinema que já não tem lugar nos dias de hoje. E, infelizmente, com cada vez menos de nós a recordá-lo. Por tudo isto um filme lindíssimo.
(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

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Fabuloso conto de fadas americano de um amor condenado

Alvaro

Elgort e Zegler são aqui um casal mais real do que Richard Beymer e Natalie Wood do West Side Story original, mas continuam com a mesma inocência e pureza. Histórias que já não são retratadas no nosso tempo. <br /> <br />Este "West Side Story" de Spielberg é uma grande homenagem ao cinema de outros tempos, um fantástico renascimento, astutamente modificado e visualmente impressionante. <br /> <br />Não gosto remakes e confesso que até ia um pouco apreensivo. Mas, realmente, só mesmo Spielberg é que o poderia ter recriado tão bem. A música de Bernstein brilha aqui com uma nova e intensa clareza (e confesso que na altura em que vi o filme pela primeira vez, nem gostei muito, talvez por ser demasiado jovem, achei o filme original já muito datado para as minhas exigências que tinha na altura …) <br /> <br />Nesta versão de Spielberg, o domínio da técnica é irrepreensível, os fantásticos planos de sequência, a excelente realização, aqui tudo é puro cinema, que me fez vibrar com este conto de fadas americano de um amor condenado… <br />Fabuloso!!!<br /> <br />A ver o filme em grande ecrã de cinema e com alto e bom som.

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Requiescat

Luís Telles

Stephen Sondheim foi a primeira vítima desta versão foleira e patuda da obra musical "West Side Story", a(ssa)ssinada pelo senhor Spielberg. O perigo de contágio é grande, mesmo com máscara! Cuide-se, fique saudavelmente em casa e veja a versão original!

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West Side Story

António Moreira

Filme absolutamente genial pois tem a mão de Spielberg embora tenha a opinião que fica empatado com o filme de Robert Wise. Falta saber se em 2022 será premiado como o de 1961. Fica na retina a presença nos 2 filmes de Rita Moreno.

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