A Troca

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Drama 141 min 2008 M/12 08/01/2009 EUA

Título Original

Sinopse

Los Angeles, 1928. Uma manhã, Christine diz adeus ao filho Walter antes de ir trabalhar. Quando regressa, ele desapareceu. Christine nunca poderia antecipar o sofrimento desse momento e como iria mudar a sua vida para sempre. Nos meses que se seguem, desencadeia-se uma busca imparável. E, quando toda a esperança parecia perdida, Christine pensa que as suas preces foram ouvidas, ao aparecer um rapaz que diz chamar-se Walter. Christine leva-o para casa, após todo o mediatismo do encontro, mas começa a duvidar que aquele seja efectivamente o seu filho. Com a dúvida instalada no seu coração, o desespero de Christine não esmorece e ela continua à procura de respostas, num sistema que tenta a todo o custo calá-la. Realizado por Clint Eastwood, um drama que conta com Angelina Jolie como protagonista. PÚBLICO

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Razão sem fúria

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Críticas dos leitores

O mestre Clint

Ana Mila

Como já foi referido em outras críticas, quando nos preparamos para ver um filme realizado por Clint Eastwood as expectativas encontram-se nos píncaros. Este é um muito bom filme, seguramente não é um dos melhores do mestre. Analisando friamente, gostei do filme. Todo o trabalho de caracterização, guarda-roupa e cenários estão perfeitos, a história é empolgante mantendo todas as pessoas agarradas ao ecrã durante 3 horas e impressiona saber que aquela história é real. Quando Clint Eastwood realiza, há uma sensação de cumplicidade que transparece e uma calma no olhar de todos os actores mesmo nas cenas mais dramáticas ou difíceis... Angelina Jolie é uma actriz incompreendida, tem excelentes potencialidades para quem as souber trabalhar mas acaba por ser absorvida pelo facto de ser linda e isso trazer atrás muitos convites para papéis menores e preconceitos de quem a vai ver. Já gostava dela desde o "Girl Interrupted" e voltei a admirar o trabalho dela neste filme. Globalmente é um bom filme, que merece ser visto no cinema!
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expectativa gorada

mario j. ferreira

Trata-se de um filme menor de Eastwood que seria maior para a maioria dos realizadores de cinema. Realmente, quando acabamos de ver "A Troca", a sensação que fica é que passamos quase 3 horas sentados a ver um filme correcto, tecnicamente bem realizado, mas sem alma; quando comparamos "a troca" com outros filmes de Eastwood como “Mystic River”, “Bird”, “Caçador Branco, Coração Negro”, “Cartas de Iwo Jima”, “Million Dollar Baby”, “Imperdoável” ou “Pontes de Madison County”, verificamos que ficamos alguns, muitos, furos abaixo. É bem verdade que quando vou ver um filme de Eastwood, as minhas expectativas são altas, consentâneas aliás com a excelência cinematografia que caracterizam duma forma única, nos dias de hoje, o seu cinema, mas em "A Troca", desde o argumento até as interpretações do próprio elenco do filme, a começar por Angelina Jolie que definitivamente não me convence, encontramos um vazio por preencher, falta o tal toque subtil que Eastwood tão bem empresta ás suas obras de referência, falta-lhe a tal alma Eastwoodiana que transforma um filme mediano numa obra-prima.
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Mais uma vez a excelência de CLint

hp

Mais um grande filme do mestre... A transformação de um argumento a principio banal, e o vestir de uma historia com um conjunto enorme de pormenores deliciosos. O ritmo constante e lento de um filme que não cansa apenas absorve e deslumbra. Bem ao nível dos melhores filmes de Clint, é de facto um deles... Sem promoções na grande indústria, passará eventualmente ao lado de um melhor filme ou melhor realizador, a meu ver, imerecidamente. Jolie cumpriu na integra o seu papel, um sentido estético brilhante do mestre, não explorando minimamente o lado banal da razão da contratação de Jolie para um filme, o olhar, a expressão são o centro de uma personagem, que pouco fala... até porque num certo isolamento em que vive, poucos existem para a ouvir. Com expressões fixas, ainda que de extrema capacidade, não se ganham de facto Óscares, mas certamente que para ela, foi " Óscar" que chegue fazer parte desta obra... Paradoxos constantes, pormenores de excelência, como se cada segundo dos muitos 140 minutos de pura 7a arte, fossem talhados num material singelo durante uma eternidade. Fica só a ressalva, a certos erros técnicos que se perpetuam no cinema. Certamente ainda com a memória dos enforcamentos nos seus antigos westerns, o mestre não conseguiu fugir ao exagero fictício do sofrimento de um dependurado. Isso e pouco mais, de resto, uma vénia ao mestre...
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Anti-psiquiatria

Luís Coelho

A propósito do filme "A troca", podemos dizer que, apesar de não ser o melhor filme de Clint Eastwood, esta obra não deixa de ser extremamente pertinente, no que diz respeito à demonstração do poder das Estruturas e/ou Convenções Sociais e à forma como elas contribuem para a alienação. De facto, a Verdade passa muitas vezes por ser aquilo que os outros instituem como tal. A determinada altura, a protagonista do filme quase que chega a acreditar que o "falso filho" é mesmo filho dela. E não fosse a sua grande Lucidez, nunca teria sobrevivido àquela forçosa estadia no Hospital Psiquiátrico. E como diz a sua "companheira do hospital", se se está muito triste é-se deprimido ou se se está muito alegre é-se histérico. O filme "A troca" é, no fundo, isto mesmo: a troca de um mundo ilusório por outro mundo ilusório. E é a história da sobrevivência da Verdade e da lucidez de alguns num mundo onde o Sistema Policial e a Estrutura cultural Formal enformam a realidade, elidindo a honestidade possível num mundo de corrupção. Só por isso vale a pena ver o filme!
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Anti-psiquiatria

Luís Coelho

A propósito do filme "A troca", podemos dizer que, apesar de não ser o melhor filme de Clint Eastwood, esta obra não deixa de ser extremamente pertinente, no que diz respeito à demonstração do poder das Estruturas e/ou Convenções Sociais e à forma como elas contribuem para a alienação. De facto, a Verdade passa muitas vezes por ser aquilo que os outros instituem como tal. A determinada altura, a protagonista do filme quase que chega a acreditar que o "falso filho" é mesmo filho dela. E não fosse a sua grande Lucidez, nunca teria sobrevivido àquela forçosa estadia no Hospital Psiquiátrico. E como diz a sua "companheira do hospital", se se está muito triste é-se deprimido ou se se está muito alegre é-se histérico. O filme "A troca" é, no fundo, isto mesmo: a troca de um mundo ilusório por outro mundo ilusório. E é a história da sobrevivência da Verdade e da lucidez de alguns num mundo onde o Sistema Policial e a Estrutura cultural Formal enformam a realidade, elidindo a honestidade possível num mundo de corrupção. Só por isso vale a pena ver o filme!
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Em termos de ensemble....

J. Santos

Gostei do filme. A cadência, o desenrolar da história, o contar de forma simples mas com toda a envolvência necessária de uma história que parece inventada, de tão aterrorizante que é. Julgo que o filme está muito bom mas não acho que Angelina e os restantes autores se destaquem da história. Estão bem, mas não sobressaem do filme o suficiente para dizer que merecem um prémio por isso, ou seja, a história é o actor principal e esse sim merece todo o destaque. Angelina está perfeita esteticamente (o seu aspecto está perfeito para a personagem) mas a sua interpretação continua a não me cativar (a Hilary Swank teria feito um melhor trabalho e como demonstrou na Black Dahlia também com capacidade para filme desta época). Mas no fim acho que o filme vale a pena ser visto no cinema.
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Não gostei!

joana loureira

O filme está bem feito, os actores são bons. A história é diferente. Mas chateiam-me os excessos de algumas cenas (que também não gostei no “Million Dollar Baby”), não preciso de ver a tortura do hospício, nem o enforcado a estremecer até morrer. Nota-se que o Clint Eastwood está cada vez mais próximo da morte e gosta de explorá-la de uma forma muito pouco confortável. Um erro crasso, a criança que aparece 7 anos depois, aparenta ter a mesma idade, quando já devia ser adolescente. Muito mau!
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UMA OBRA-PRIMA ABSOLUTA

Paulo António

ABSOLUTAMENTE, OBRA-PRIMA! PS: Aos CRÍTICOS de "O Público": aceita-se que se classifique com 2 ou 3 estrelinhas um filme destes, no âmbito da filmografia de CE, por razões quaisquer, subjectivas que sejam; agora já é inaceitável, por razões de responsabilidade cultural, logo, cívica, fazê-lo no quadro de "aconselhamento geral" do público.
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Admirável

vm

Recomendo vivamente este filme, para quem aguente ver uma verdade medonha. Em alguns momentos parecia que estava vendo o (impressionante e também verídico) filme brasileiro “Bicho de Sete Cabeças”... Sem dúvidas “A Perda” retratou igualmente bem o mesmo tópico assustador (que me omito de desvendar, poupando quem não viu o “Bicho de 7 Cabeças”). Só que “A Perda” aborda muito mais questões, todas lancinantes, todas de forma muito bem conseguida. De Clint Eastwood já tinha visto: “Million Dollar Baby”, que me surpreendeu por não esperar a coragem ao abordar os pontos críticos do filme, embora, ainda assim, globalmente não tenha gostado do filme; “The Flags of Our Fathers”, que gostei muito e novamente elogio a corajem no abordar do tema; “Letters from Iwo Jima”, que realmente achei mal conseguido. Não senti que tenha tratado os infelizes japoneses com o devido respeito. “Changeling” é o melhor filme que já vi de Clint Eastwood. PS: É incrível como há pessoas que conseguem vibrar, gargalhar com satisfação, num momento dramático só porque detestam um personagem... Por vezes imagino-os uns perfeitos carrascos.
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Clint Eastwood no seu melhor!

Sara Maurício

Ontem fui ver este filme, e o único sentimento que tinha em relação a ele, era muita curiosidade. Primeiro, porque tenho seguido o Mr. Eastwood enquanto realizador e porque o filme me pareceu interessante! E de facto, fiquei surpreendida pela positiva, mais uma vez! O filme, retrata bem a vida de Christine Collins, sem ser maçudo, mostra o que é importante, o ritmo está certo e os diálogos estão muito bons, tanto que incomodou-me o facto de ser possível desacreditar uma pessoa, quando esta é completamente honesta e só queria saber a verdade, a tal ponto que a põe em risco desnecessariamente. Isso assusta... Os actores estão muito bem escolhidos e não falo só de Angelina Jolie, mas também o sempre fantástico John Malcovich, e as duas crianças que são interrogadas...e nunca gostei tanto de ouvir um advogado no tribunal, como neste filme! O balanço é positivo, e Clnt Eastwood está mais uma vez de parabéns!
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