O Estrangeiro
Título Original
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Elenco
Sinopse
Ver sessõesInspirado num dos mais famosos romances de Albert Camus, publicado em 1942, este drama acompanha Meursault, um homem francês a viver na Argélia colonial de 1930 que leva uma vida em completa indiferença e apatia. Um dia, vê-se envolvido numa disputa que resulta na morte de um árabe com quem se cruza numa praia. Durante todo o processo em tribunal, será a sua incapacidade de demonstrar sentimentos — seja tristeza perante a morte da mãe, afecto pela namorada ou arrependimento pelo crime que cometeu — que se tornará o principal motivo da sua condenação à morte.
Em competição no Festival de Cinema de Veneza, esta obra a preto e branco tem a assinatura do aclamado e prolífico realizador francês François Ozon, também responsável por "Sob a Areia"(2000), "Oito Mulheres" (2002), "Swimming Pool" (2003), "O Tempo que Resta" (2005), "Dentro de Casa" (2012), "Franz" (2016), "O Amante Duplo" (2017), "Graças a Deus" (2018), "Verão de 85" (2020), Está Tudo Bem (2021), "O Crime É Meu" (2023) ou "Quando Chega o Outono" (2024). PÚBLICO
Sessões
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15 -
Cinema Fernando Lopes, Lisboa
16h45
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Cinema Ideal, Lisboa
16h45 -
UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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Cinema Ideal, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15 -
Cinema Fernando Lopes, Lisboa
21h
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
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Cinema Fernando Lopes, Lisboa
16h45
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Cinema Ideal, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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Cinema Ideal, Lisboa
16h45 -
UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
13h55, 19h05 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
15h15 -
Cinema Fernando Lopes, Lisboa
21h
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
16h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
14h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
19h
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Auditório Salgado Zenha, Coimbra
14h45
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
14h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
16h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
14h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
19h
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Auditório Salgado Zenha, Coimbra
14h45
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
14h30
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Cinema Trindade, Porto
19h15
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Cinema Trindade, Porto
19h15
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Cinema Trindade, Porto
17h15
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Cinema Trindade, Porto
14h15
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Cinema Trindade, Porto
21h30
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Cinema Trindade, Porto
14h30
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Cinema Trindade, Porto
19h15
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Cinema Trindade, Porto
19h15
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Cinema Trindade, Porto
17h15
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Cinema Trindade, Porto
14h15
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Cinema Trindade, Porto
21h30
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Cinema Trindade, Porto
14h30
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Críticas dos leitores
O Estrangeiro
Mónica Ferreira da Silva
O Estrangeiro de François Ozon é a adaptação do célebre livro de Albert Camus com o mesmo nome. A acção decorre na Argélia de 1930, na altura colónia francesa. A obra fala-nos sobre a vida de um jovem adulto francês que reage com muita indiferença a tudo o que lhe acontece e a todos aqueles com que interage. Essa sua característica vai determinar o seu futuro: o cárcere por homicídio de um árabe de quem nunca ficaremos a saber o nome.
O filme (e o livro) aproveitam para fazer uma crítica velada à presença colonial francesa na Argélia nomeadamente ao não atribuir um nome ao cidadão árabe assassinado. O filme (e o livro) está estruturado em duas partes. Na primeira são abordadas as circunstâncias que conduzem o protagonista, Mersault, ao seu último destino: a prisão. A segunda parte é dedicada ao julgamento do homicida que termina com a sua sentença à morte.
De salientar que o veredicto da sentença é determinado sobretudo pela personalidade indiferente com que Mersault reage às situações com que é confrontado, nomeadamente a morte da sua mãe no lar onde se encontrava a residir (ausência de lágrimas no enterro da progenitora). Essa indiferença é a característica mais marcante do protagonista e está presente em todos os momentos da sua vida, seja na forma como encara a morte da mãe, na forma como encara o relacionamento com Marie ou na maneira como enfrenta a decisão do juiz em sentenciá-lo à prisão. Penso que a escolha de François Ozon em filmar a preto e branco é muito acertada e indicia talvez uma tentativa de demarcar o Bem e o Mal.
4 estrelas
José Miguel Costa
“O Estrangeiro”, novo filme de François Ozon, adaptação do romance homónimo de Camus, é um austero drama existencialista, sentimentalmente contido e profundamente humano, que reflecte sobre a moralidade individual (que se manifesta ao nível da conduta comportamental "visível" que emana para o Outro) e o modo como esta influencia as dinâmicas relacionais e a integração na Sociedade.
No entanto, não se limita a "descamar" esta temática. Nas entrelinhas ainda aflora a questão dos abusos de natureza diversa perpetrados pelas nações colonizadoras nos territórios por si invadidos e explorados em benefício próprio, desprezando as especificidades culturais dos locais (neste caso, França versus Argélia).
O prólogo brinda-nos com imagens de arquivo de Argel, na qual aparentemente as comunidades ocidentais e árabes coexistem harmoniosamente, embora na realidade estas não se entrecruzem e não sejam detentoras dos mesmos direitos.
O filme, cuja acção decorre nos anos 1930, está estruturado em duas partes. Na lenta fase inicial (povoada por silêncios) somos integrados no inócuo quotidiano de Meursault (encarnado por Benjamin Voison), condição necessária para assimilarmos o modus operandis de um solitário e discreto jovem adulto francês que, para além de não manifestar qualquer tipo de emoção nos mais díspares contextos (numa crónica indiferença pelo "pulsar do mundo"), é dotado de outra característica desarmante (jamais mente).
Na segunda fase assistimos ao julgamento deste homem pelo assassinato de um árabe por motivo fútil (não se trata de spoiler, tal é-nos comunicado logo à partida, sendo que os eventos prévios são transmitidos por flasbacks). Todavia, mais que punir o crime (considerado de gravidade menor), tentar-se-à aferir o carácter do homicida (alheado de códigos sociais), para tentar compreender, por ex., a ausência de lágrimas aquando do funeral da mãe, ou o descaso em relação à futura decisão do juiz.
Ozon filma-o com uma precisão clínica, através de uma câmara em permanente flirt com o indefinível ser, para não perder qualquer resquício da sua expressividade. Fá-lo de modo formalmente refinado, num preto-e-branco saturado de luminosidade, em formato 4:3. @jmikecosta
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