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Swimming Pool

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Thriller, Drama 103 min 2003 M/16 07/11/2003 FRA, GB

Título Original

Swimming Pool

Sinopse

Sarah Morton (Charlotte Rampling), uma escritora britânica de "best-sellers" policiais, vai para a casa de férias do seu editor, na Provença francesa, com intenção de encontrar inspiração e trabalhar no seu próximo livro. Mas a chegada inesperada de Julie (Ludivine Sagnier, em versão Marilyn mediterrânea), a filha francesa do editor, faz com que o trabalho e o descanso fiquem fora de questão. Depois de "8 Mulheres", François Ozon, o "enfant terrible" que conquistou o cinema francês, assina um filme sobre o processo criativo de um autor e a ténue linha que separa a ficção da realidade.<p/>PUBLICO.PT

Críticas Ípsilon

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Golpes de vista sem golpe de asa

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Estranha magia

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Críticas dos leitores

As mulheres de Ozon

Maria João Pinto

Uma mulher em crise de inspiração, ou de repetição, vai a convite do seu editor passar uns dias à sua casa de férias, situada numa vila em Provence, simpática e tranquila. Charlotte Rampling (Sarah), por entre a sua serenidade mas ainda na falta de emoção para escrever, encontra a inspiração perdida quando a filha do editor vem abalar o silêncio da casa. Ludivine Sagnier (Julie) chega e enche a casa. Transborda sensualidade. É quente e francesa neste choque de culturas com a inglesa e fria Sarah. As duas mulheres, tema central dos filmes de Ozon, são imensas em todo o ser e tão imensamente humanas e vulgares que se torna impossível não querermos fazer parte, ser amigas, subir as escadas e abrir a janela daquela casa. Cobrir e descobrir a piscina. Qual delas preferimos seguir? Porque a sensualidade renasce também em Sarah, mas de forma mais madura. Queremos nós o equilíbrio, ou o desequilíbrio total? Sarah e o equilíbrio atraente, Julie marcando o desequilíbrio que chegou para ficar. Podemos tentar dividir uma casa sob o acordo de respeito mútuo, em que os limites são traçados com uma linha negra bem desenhada no chão e cada qual não toca nem se aproxima do limite. Mas quando o limite é uma linha desenhada e não uma parede opaca, é difícil não espreitar, não procurar, não querer viver a vida da outra que também é nossa agora. Espreitar neste caso é o assumir de querer partilhar, afinal, sem limite algum. Serão agora amigas? Foram sempre? O que de mais forte existe é uma terrível cumplicidade, conhecimento mútuo. Nós somos cúmplices também e saímos sem querer partilhar ou trair os segredos das duas mulheres que tanto nos envolveram. Sarah escreve agora sobre Julie, sobre ela, sobre os amores, sobre a vida - que vida tão vulgar. Que tem a vida delas de diferente? E a nossa? Nada. Talvez seja por isso mesmo que Sarah se reencontra na história que ela própria viveu. Podemos não saber por vezes se estamos no real ou no imaginário dessa vida, mas são os sentimentos a única forma de a vivermos, de estabelecermos uma ligação com o mundo. Seria Julie mesmo assim? Uma coisa é certa: a Julie inglesa, de expressão, não traria nada de novo. Isenta de profundidade. Que bom que vivemos, dormimos e fomos às festa dela, mas em França. Depedimo-nos. Não nos abandones, Julie imensa, sensualidade infinita, fica. Deixa que a nossa vida seja quente e ajuda a humilhar a indiferença. Não contamos a ninguém aquela despedida, Sarah também não, e fazemos de conta que não existiu, fica assim combinado.
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A vingança de Charlotte

Jaime Lopes

Os críticos dizem que Ozon inspira-se de Hitchcock e Chabrol, mas nao só, tambêm de Clouzot, sobretudo quando se pensar no desenlace do filme. Alguns acham que no final a fita perde fôlego como "Les Diaboliques". Porêm, é no final que se revela a vingança, a rebeldia de Sarah(Charlotte Rampling) contra o seu editor, contra as suas leitoras e contra un mundo que lhe pede que se comporte como umha inofensiva avó. Charlotte Rampling, aos quase 60 anos, está longe de ser inofensiva, con un talento cada vez mais preciso e notável e com umha beleza que faz das rugas un inesperado acto de perversão e coragem. Que Rampling deva jogar as suas cartas ao lado de uma deslumbrante Ludivine Saigner só faz que os espectadores devorem o filme com a mesma avidez que Sarah engole os doces. Que prazer ser enganado dum jeito tao sexy e elegante.
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