Cinecartaz

Anônimo

Anônimo

Após assistir mais uma vez o filme (por razões puramente irracionais) pude ter a certeza de que, realmente, é uma decepção embora a haja coisa bem pior a passar nas salas por aí!

Até percebi que a ideia central do filme não é, afinal, reflectir a realidade científica do combate a um vírus apocalíptico mas sim a de alertar apenas para o perigo da disseminação do pânico e da ignorância em si próprios, através da crescente multiplicação em nossas caixas de correio electrónico e blogs, de mensagens alarmistas, por exemplo, sobre a fatalidade do uso de panelas de alumínio, o risco de golpes electrónicos em multibancos, ideias conspiratórias e remédios caseiros sem base científica. O problema é que o tema, relativamente simples, é mal apresentado debaixo de várias camadas de histórias desconexas e pouco credíveis perdendo, com isso, toda a objectividade.

A trilha sonora, de algum valor, tenta reproduzir a tensão crescente conseguida à perfeição em "A Rede Social" porém não chega para preencher o vácuo do filme, pelo contrário, contribui para distanciá-lo cada vez mais do seu tema verdadeiro.

A piorar a direcção, a performance dos atores (levando-se em conta o elenco estelar) é pífia e talvez os únicos que merecem algum destaque pelo empenho sejam o Matt Damon e o Lawrence Fishburn. Elliot Gould num papel dramático não convence.

Pode-se dizer que este filme possui heróis e vilões incoerentes, imprudentes e altruístas mas, realisticamente, não há factualidade ou coerência em nenhuma dessas histórias!

Fica a impressão de mais um filme levianamente promovido e cujo título serve para "contagiar" as pessoas a irem ao cinema num verão sem grandes estreias e, de uma vez por todas, máscaras cirúrgicas não têm nenhum efeito contra vírus...

Publicada a 18-10-2011 por Anônimo