Que mais poderiam esperar ver os fãs (como eu) da saga "Alien", depois do disparatado "Alien 4" (deveria ter terminado no 3) e dos infames "Alien Vs. Predador"? Mais bocas-vorazes-fura-crânios? Mais facehuggers emergindo de ovos cheios de nhaca? Aliás, Damon Lindelof não prometeu uma prequela de Alien. Por isso, não me senti defraudado. Se alguma coisa o filme tem em comum com a saga é, basicamente, o universo visual fantasmagórico/gótico/surrealista, originalmente criado por H.R. Giger, que serve de cenário para a narrativa central (as origens da Humanidade).
Um cenário convenientemente soturno para uma história soturna, diga-se de passagem. Como sou adepto da Teoria dos Antigos Astronautas, este filme constituiu um prazeroso estímulo para a minha imaginação. Falta densidade nos diálogos? Talvez. Um tema tão complexo e filosófico exigiria, porventura, diálogos mais espessos. O resultado final é, no entanto, muito satisfatório.
Emanuel Barbeitos