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Fragmentado

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Thriller, Terror 117 min 2016 M/16 02/02/2017 EUA

Título Original

Split

Sinopse

Kevin sofre de transtorno dissociativo de identidade. Dentro de si existem 23 identidades distintas. Há muito que é acompanhado pela Dr.ª Fletcher, uma psiquiatra especializada em distúrbios de personalidade que se interessa particularmente pelo seu caso e acredita que essas alteridades podem provocar alterações no próprio corpo. Certo dia, Kevin rapta Claire, Marcia e Casey, que aprisiona numa cave. Naquele cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes e assustadoras facetas do raptor que podem variar entre a inocência de um rapazinho de nove anos, uma mulher altiva e autoritária ou um homem com tendências obsessivo-compulsivas. Depois de várias tentativas de fuga frustradas, as raparigas percebem que só entendendo intimamente cada uma das suas personalidades poderão encontrar uma forma de sair dali com vida. Mas Kevin parece esconder uma 24.ª que espera o momento certo para se revelar…
Com argumento e realização de M. Night Shyamalan ("O Sexto Sentido", "O Protegido", "Sinais", "A Vila"), um "thriller" psicológico interpretado por James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson e Jessica Sula, entre outros. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

23 alter-egos à procura de M. Night Shyamalan

Vasco Câmara

Fragmentado é um filme ocupado menos pela poética de desordem de uma personagem do que pelo pragmatismo publicitário de um realizador, que quer anunciar que está vivo e no controle.

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O mundo quebrado de Shyamalan

Luís Miguel Oliveira

Em Fragmentado M Night Shyamalan tem algumas ideias sobre como voltar a cair em boas graças, e são as mesmas que Hollywood põe em prática há décadas: a auto-reciclagem.

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Críticas dos leitores

Fragmentado

Fernando Oliveira

ESCRITO NA ALTURA DA ESTREIA

Se algo define o Cinema de M. Night Shyamalan é levar o que é narrado até ao limite da incredulidade, pedir a quem os vê que acredite na verdade do filme. Ele, que é um dos mais autênticos crentes da ideia de que um filme não tem que copiar a vida e os seus convencionalismos, mas antes expor pela forma como conta as histórias a perturbante complexidade e os fantasmas, muitas vezes inconfessáveis, que habitam todos nós; exige dos espectadores dos seus filmes uma visão quase religiosa, de fé, para acreditar que as suas histórias fantásticas e fora dos domínios da razão são ao mesmo tempo um espelho dessa desordem.

E é uma história sobre uma desordem psicológica que “Fragmentado” conta: no personagem (s) que James McAvoy interpreta coabitam 23 identidades, cada uma muito diferente entre si. Um deles, Barry, que pensamos ser o dominante - o que interage com a Dr.ª Fletcher (que tem uma ideia muito própria sobre esta doença, acredita que estas pessoas são mais evoluídos que os outros humanos porque conseguiram aumentar as capacidades do cérebro) – mas que se deixou dominar por um outro, Dennis, que é o responsável pelo rapto de três adolescentes à saída da festa de anos de uma delas (espantoso momento a sequência do rapto, que nos é sugestionada e mostrada apenas por aquilo que é cinema: os movimentos da câmara, a montagem, o som…). Há ainda Patricia, cúmplice de Dennis, e Hedwig, que é uma criança no corpo de Kevin (o nome real do personagem).

As jovens tentam reagir; e uma delas, Casey, consegue relacionar-se com o raptor (sabemos no início que tem um comportamento rebelde e associal na escola, e o realizador faz-nos recuar à criancice dela para ficarmos a saber que o pai morreu, e que ela vive com um tio que a violenta – recuos que são tão perturbantes como o presente da história), mais com Hedwig. É através dele que ficamos a saber que uma 24ª identidade está a chegar, as outras chamam-lhe a Besta, e a jovens serão o seu alimento…

O “nascimento” desta 24ª é que vai exigir de nós a tal suspensão da descrença: se a nossa mente acreditar que temos capacidades sobre-humanas, será que o corpo as desenvolverá? Percebemos aí os recuos à infância de Casey, quando a Besta assume o controlo é a única que lhe sobrevive, ele vê nela as cicatrizes (infligidas pelo tio, ou por ela própria?), ela é tão pura quanto ele…

Shyamalan é hábil a evitar que a história deslize para o ridículo, o filme é muito bom nas suas formas; e os actores são magníficos: James McAvoy evita sempre no limite o excesso interpretativo que uma personagem como esta quase exige; Anya Taylor-Joy (que nos tinha surpreendido em “A Bruxa”, um razoável filme de terror) é notável a mostrar aquele medo controlado à beira do descontrolo, a força que nasce do sofrimento que já experimentou; e Betty Buckley. No final de “Fragmentado” a palavra “broken” faz a ligação a “Unbreakable”, o filme que M. Night Shyamalan fez em 2000 sobre uma personagem que não adoecia ou feria. Tal e qual como a Besta. Vamos esperar pelo próximo filme de Shyamalan: “David contra a Besta”. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")

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1 estrela

Miguel

Aparvalharam o filme... Pouco real.
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Shyamalan back on track!

Rui Plácido

Adereça o diferente da condição mental (whatelse by M. Night S.), mas num bom ritmo. Inquietante e verosimilhante q.b., 5* nesta escala.
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1 estrela

Isabel

O filme desiludiu-me e muito, esperava muito mais tendo em conta aquilo que vi do trailer...<br />Esta muito confuso o filme...<br />Sinceramente, uma perda de tempo.
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1 estrela

JOSÉ MIGUEL COSTA

Ao assistir ao video promocional de "Fragmentado" fiquei manifestamente siderado. Um tipo (protagonizado por James McAvoy) que padece de transtorno dissociativo da personalidade (com 23 identidades diferenciadas na sua cabeça a lutar entre si para assumir o controlo do seu consciente) que rapta 3 adolescentes, mantendo-as cativas numa qualquer cave? Epá a coisa prometia! E, como tal, lá fui todo feliz e contente para o cinema na expectativa de assistir a um sofucante triller psicológico. Todavia, aquilo que poderia revelar-se um interessante estudo de personagem acaba por transformar-se abruptamente, pela emergência de uma 24ª personalidade ultra-vilã com caracteristicas sobrenaturais, num hibrido e patético filme de (pseudo) terror. <br /> <br />Metaforicamente, senti-me como se estivesse a saborear um cozido à portuguesa (que até nem estava nada de especial, devido a um McAvoy com insuficiente carga dramática e a soar a falso - tendo, inclusive, não raras vezes, aquando da transição entre personalidades, roçado humoristicamente o ridiculo) e me trouxessem como segundo prato (que não estava anunciado na ementa) um chao min com galinha requentado. É que não havia  necessidade!! Mesmo sabendo de antemão que o M. Night Shyamalan tem a mania de querer surpreender-nos a toda a força com finais inesperados ...
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3*- Dupla Personalidade...

Luis

...foi sempre um tema que me fascinou e que, no meu entender, este filme aborda de forma muito interessante, com interpretações condizentes. O "transtorno dissociativo de identidade", mais conhecido por "dupla personalidade", reflecte a incapacidade do indivíduo em integrar vários aspectos da sua identidade, memória e consciência (a que é dado destaque). É pois uma condição mental em que um indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio (ao sofrer essa "dissociação" um indivíduo pode aparentar ter múltiplas personalidades para lidar com diferentes situações - escrever em simultâneo com as duas mãos assuntos diferentes; questionar-se a si próprio - uma identidade a questionar a outra - obre quem está no controlo - a entidade dominante, a tal "besta" que é referida... <br />Concluindo: um filme que reúne os condimentos básicos e essenciais para a abordagem deste tema, muito bem elaborado - a não perder portanto.
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