Presos no Tempo

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Thriller 108 min 2021 29/07/2021

Título Original

Old

Sinopse

<p>Gael García Bernal e Vicky Krieps são Guy e Prisca, os cabecilhas de uma família que vai de férias para uma praia remota. Não demora muito até perceberam que a tal praia os faz envelhecer rapidamente, transformando a vida inteira deles num só dia. A eles, aos filhos e aos outros banhistas. Um filme de M. Night Shyamalan, o mestre do terror e das reviravoltas que se fez notar nos anos 1990 com “O Sexto Sentido”, inspirado na novela gráfica Sandcastle, de Pierre Oscar Levy e Frederik Peeters. Além de Bernal e Krieps, o elenco inclui também Rufus Sewell, Ken Leung, Nikki Amuka-Bird e Alex Wolf. PÚBLICO</p>

Realizado por

M. Night Shyamalan

Elenco

Thomasin McKenzie, Embeth Davidtz, Gael García Bernal, Vicky Krieps

Críticas Ípsilon

Night de um dia difícil

Luís Miguel Oliveira

Um problema que se arrasta de filme para filme e chateia bastante, desde o início: a incapacidade de Shyamalan para pressupor que o espectador é uma criatura dotada de inteligência.

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Críticas dos leitores

Pedro Bras Marques

Uma praia. Treze personagens. Inexplicavelmente, no espaço de horas, os velhos morrem, os adultos envelhecem e as crianças amadurecem. A existência humana reduzida de décadas a pouco mais de um dia… <br />M. Night Shyamalan, o realizador e argumentista que adora histórias onde o estranho e o sobrenatural são regra, capaz do melhor (“O Sexto Sentido”, “A Senhora da Água”) e do pior (“After Earth”, “O Último Airbender”) voltou-se para um livro de banda desenhada e adaptou-o ao cinema, em "Old". Trata-se de “Château de Sable” desenhado por Freederik Peeters e escrito por Pierre Oscar Levy, um livro de 2010 que passou despercebido fora do mundo da BD francófona. Infelizmente, o realizador não teve a coragem necessária para fechar a história da forma lógica, consequencial e natural que ela merecia, como aconteceu no livro, antes optando por um desenlace redondo e “justo”. O castelo de areia do título é muito mais simbólico que o desengraçado “old”, mas, claro, é preciso ler a história para o perceber… A simbólica também é forte em ambas as versões, como serem 13 personagens; tudo se passar na praia, um local que nem é terra nem é mar; e, no caso do livro, a opção pelo preto e branco, dualiza ainda mais a dimensão existencial da história. <br />A questão dos efeitos da passagem do tempo, em velocidades diferentes, para diversas personagens, é um clássico da ficção científica muito centrado na Teoria da Relatividade de Albert Einstein, ao estabelecer que o decurso do tempo não será uniforme no Universo, mas antes relativo, dependendo das condições físicas do sujeito e do espaço-tempo à sua volta. Uma das melhores materializações do conceito aconteceu em “Interstellar”, em que um astronauta fica na nave enquanto outros dois desceram a um planeta próximo, onde cada hora equivalia a sete anos em tempo da Terra. Pouco mais de três horas depois, regressam à nave, para encontrarem o companheiro… vinte e três anos mais velho. Em “Old” algo de semelhante acontece, porque o fluxo de tempo só está acelerado naquela praia, da qual é impossível fugir, face a uma força invisível que impede qualquer contacto. Quem está fora da zona de influência, nada lhe acontece. Outra referência que parece incontornável é a de “O Anjo Exterminador”, de Luis Buñuel, onde se conta a história de várias pessoas que se reúnem para jantar mas, no final, nenhuma delas consegue inexplicavelmente dali sair durante dias, apesar de todas as portas estarem abertas e a passagem completamente desimpedida… <br />Claro que a proposta narrativa é a de nos questionar sobre o tempo e aquilo que dele fazemos, como dizia a Swatch há uns anos. Ao contrário do que intuímos, a verdade é que não temos qualquer "direito adquirido" a viver muito ou pouco tempo. A Natureza é soberana e tanto podemos estar vivos 1 dia, como 100 anos. Mas e se o tempo correr de forma diferente para vários indivíduos? Ou seja, a normal expectativa de vida de oitenta anos baixar para um dia? E se, inversamente, se entender para 200 anos? Como é que articularmos a nossa graça/maldição com quem nos rodeia? Porque tudo acontece de forma impiedosa, imparável e neutra, tal como a Natureza sempre actua. Não há culpados, não há escape, não há salvação. É assim e ponto final. É esta problemática que torna interessante o filme e, principalmente, o livro. <br />Na melhor tradição de Hitchcock, do poder da sugestão sobre o da exposição, Shyamalan não mostra tudo, focando-se muito – e bem – nas reacções faciais perante o rápido evoluir dos acontecimentos e da sua inevitabilidade e incompreensão. Com excepção do britânico Rufus Swell e do mexicano Gael Garcia Bernal, os restantes actores são de segunda linha, mas, de forma geral, todos eles se mostraram à altura. <br />Já a opção por alterar o fim é altamente discutível. Percebe-se que o público destinatário é diferente, não gosta de questões em aberto, muito menos se forem dramáticas, mas talvez tivesse valido a pena arriscar… Foi pena.

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Rui

Foi talvez o pior filme que já vi no cinema... <br />Cai no ridículo.

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Christiana Martins

Flme absoultamente fantástico, não fosse o realizador indiano. Criatividade e enredo surpreendentes. Personagens muito bem escolhidos e de várias faixas etárias. É verade que tem cenas mesmo muito violentas, mas devem-se exclusivamente ao magnetismo que as rochas da praia irradiam. Assim estão muito bem feitas. Parabéns.

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Nelson Garcia

Há filmes maus e filmes muito maus e este é um deles! Só não fui embora por respeito à pessoa que estava comigo. <br />Elenco muito fraco. Não existe ligação entre cenas. Há coisas que acontecem e ficamos sem saber como e porquê. Ideia do filme interessante mas muito mal concebida. Não recomendo de todo. É mais um daqueles filmes que nos cativa pelo trailer mas depois desilude.

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Leonor

Não sei se o título em português é adequado. Na minha opinião, não é. Desvirtua a mensagem e o conteúdo do filme, cuja realização, não deslumbrante, consegue salvar-se no fim por todos sabermos que o preço de uma vacina/medicamento para salvar muitos será sempre a morte de alguns e naturalmente que temos pena. Em termos de atuações, nenhum destaque positivo, apenas um mais negativo que respeita à falta de brilho de Gael García Bernal no filme, quase como quem não acredita no que está a fazer... foi uma hora e tal de sacríficio a ver (riso perante o ridículo de algumas cenas) e um final expectável de dez minutos de razoável cinema. Duas estrelas apenas.

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