O Gebo e a Sombra

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Drama 95 min 2012 M/12 11/10/2012

Título Original

Gebo et l'Ombre

Sinopse

Apesar de viver no limiar da pobreza, Gebo continua a sua actividade de contabilista para sustentar Doroteia, a mulher, e Sofia, a nora. A existência daquelas três pessoas é triste e monótona, girando à volta da ausência de João, o filho, que ninguém sabe onde está ou as razões por que partiu. Apesar do velho senhor tentar encontrar maneiras de aliviar o sofrimento das duas mulheres, parece que nada consegue minimizar as suas dores. Até que, sem que já ninguém o esperasse, João regressa. E é a partir daquele momento que o equilíbrio familiar, já de si frágil, se rompe, dando origem a uma catástrofe....<br />Baseado na peça homónima de Raul Brandão (1867-1930), escrita em 1923, a mais recente obra do mestre Manoel de Oliveira é um retrato da pobreza, da honestidade e do sacrifício.<br />O "Gebo e a Sombra" teve a sua estreia mundial no início de Setembro, em dias sucessivos, no Festival de Veneza e na Cinemateca Francesa em Paris - onde a obra do realizador passou numa retrospectiva integral. PÚBLICO

Realizado por

Manoel de Oliveira

Elenco

Jeanne Moreau, Claudia Cardinale, Ricardo Trêpa, Luís Miguel Cintra, Leonor Silveira

Críticas Ípsilon

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Críticas dos leitores

egas branco

De cada nova obra do decano, a nível mundial, dos cineastas (103 anos) espera-se sempre algo de muito pessoal, que ele nos queira transmitir, a nós espectadores mas também provavelmente aos seus pares. <br />Embora esta peça de Raul Brandão, “O Gebo e a Sombra”, contenha algo de contraditório; por um lado um desespero quase niilista (estado de espírito que está a reaparecer entre nós, neste início de século, perante o regresso da exploração mais selvagem, dos mais pobres pelos mais ricos, nesta fase de refluxo dos direitos humanos em mais um episódio da luta de classes, que essa mesma luta se encarregará de corrigir mais cedo ou mais tarde); por outro lado uma exaltação da honestidade (hoje cada vez mais rara entre as classes dominantes. Mas não terá sido sempre assim entre os dessas classes?) e do espírito de sacrifício, apesar da sua aparente inutilidade, já que só isso não chega, porque não elimina as injustiças. Terá sido isso que seduziu Oliveira?<br />De resto é como sempre o primado da voz e dos actores, em longos planos fixos e só por estes actores do nosso contentamento já valeria a pena ver este belo filme, porque eles são magníficos, a interpretar os diálogos da peça de um autor a que já chamaram o mais tchekhoviano dos escritores portugueses. Convém no entanto lembrar outras das suas obras, de “Os Pobres” a “Húmus”, passando pelos livros de viagens – “Os Pescadores”, ele que descendia de homens do mar, até ao teatro, nomeadamente essa famosa tragicomédia “O Doido e a Morte” e relembre-se que, ainda há pouco tempo, Alexandre Delgado, se serviu dela para libreto de uma ópera e Joaquim Benite, encenou-a no teatro, do que resultou um espectáculo conjunto que nos fascinou, até pela modernidade do texto.<br />Para terminar desejava só lembrar uma frase chave no filme, porque Oliveira, e os seus actores, também a sublinharam:<br />“Sofia (como quem fala doutra coisa maior que a subjuga):<br />Mas se essas pessoas ricas lhe perdoassem?<br />Gebo: Perdoar o quê? O dinheiro, filha? O dinheiro nunca se perdoa.”

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Rui Pedrosa Franco

Esta foi a primeira vez em que gostei de um filme de Manoel de Oliveira (e se eu já vi muitos...).<br /><br />Um filme com ambiente, aveludado, confortavelmente escuro, onde os diálogos são (quase) tudo, e sem aqueles artificialismos teatrais que associamos a Oliveira. <br /><br />Aconselha-se mas previne-se de que é necessária alguma paciência.

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Luís Coelho

Considerar o presente filme de "Obra prima" é provavelmente ceder a um certo demagogismo, facilitado naturalmente pela idade cada vez mais avançada do realizador. <br />Não é que tenha desgostado do filme, mas considero-o um pouco pobre nos planos e até no argumento, pelo menos em relação a muitos outros do Oliveira. <br />É, todavia, um filme belo, sob o prisma artístico, principalmente no teor da fotografia.<br />Um último aviso a quem for ver: bebam café, pois que se trata de um filme extraordinariamente lento!

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John Doe

<p>Vá-se lá perceber....</p>

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