O Escritor-Fantasma

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Policial, Suspense 128 min 2009 M/12 15/07/2010

Título Original

The Ghost Writer

Sinopse

<p>Um escritor-fantasma bem sucedido (Ewan Mcgregor) é contratado para concluir a autobiografia de Adam Lang, ex-primeiro ministro britânico, iniciada por um outro escritor que morreu acidentalmente. O projecto é de carácter urgente e presume a sua ida para uma ilha próxima da Costa Este dos Estados Unidos onde Lang vive, em quase total isolamento, com Ruth (Olivia Williams), a sua mulher, e Amelia (Kim Cattrall), sua assistente e amante. Mas, o que à primeira vista parece a oportunidade de uma vida, revela-se muito mais complexo. Para começar, quando o escritor chega à ilha, um escândalo rebenta sobre o suposto envolvimento do ex-primeiro ministro com crimes de guerra e espionagem para a CIA. À medida que o seu trabalho na escrita vai avançando, ele compreende que algo de sinistro existe em toda aquela história e uma suspeição paira sobre a morte, supostamente acidental, do seu predecessor e sobre as mensagens crípticas que um manuscrito por ele deixado possa conter.</p><p> Com realização de Roman Polanski, é baseado no livro "The Gost" escrito por Robert Harris que, juntamente com o realizador, desenvolveu o argumento. PÚBLICO</p>

Realizado por

Roman Polanski

Elenco

Olivia Williams, Jon Bernthal, Kim Cattrall, Pierce Brosnan, Ewan McGregor

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Críticas dos leitores

O escritor fantasma

Fernando Oliveira

TEXTO ESCRITO AQUANDO DA ESTREIA DO FILME: <br />“O escritor fantasma” é na essência um thriller político de Roman Polanski. Um filme extraordinariamente realizado, onde o prazer de ver cinema, de percebemos a capacidade do realizador nos contar uma história, tendo a sabedoria de arquitectar as imagens do filme para que o todo seja uma forma superior da arte narrativa e cinematográfica, é o sentimento que nos envolve depois de o vermos. <br />Como em quase todos os filmes do realizador polaco, é aquela sensação de que os personagens estão a ser engolidos por acontecimentos que eles não compreendem totalmente, que os ultrapassam, e que os vão levando para estados próximos da paranóia e de medos irracionais, que vai definindo o filme. Uma inquietude que toma conta da história, aqui ajudada pela atenção que, como sempre, Polanski dá a todos os pormenores (veja-se como as cenas do empregado asiático a lutar com os elementos para manter a varanda limpa adensam o sentimento de estranheza ameaçadora da situação), e pela espantosa fotografia de Pawel Edelman. <br />De um grafismo cinematográfico espantoso (a arquitectura da casa da praia, a chuva e o cinzento na paisagem agreste da ilha), num filme que deve muito a Hitchcock (o bilhete a passar de mão em mão até chegar a Ruth Lang, por exemplo), “O escritor fantasma”; muito mais que um filme que conta como um escritor contratado para dar credibilidade à autobiografia de um ex-primeiro ministro britânico acusado de ordenar a tortura a Árabes suspeitos de terrorismo se vê envolvido num caso espionagem (Hitchcock, outra vez); é um inteligente estudo sobre o que é ou não verdade, e de como a dificuldade de o percebermos torna ameaçadoras as realidades em que vivemos. Grande interpretação de Ewan McGregor, o escritor, projectando um notável desprendimento, quase cínico, na sua personagem (veja-se como decide envolver-se com a esposa do politico), que pouco a pouco vai sendo substituído por uma insegurança causada pela falta de referências. Pierce Brosnan é um delicioso boneco de Tony Blair, e Olivia Williams (actriz de que gosto muito) e Kim Cattrall são excelentes a adensarem a atmosfera de encenação que envolve toda a história. <br />Chamo a atenção para dois pontos que considero negativos na narrativa (por razões óbvias, não vou entrar em pormenores): <br />Não percebo a necessidade da mensagem encriptada, muito menos daquela maneira…; <br />E incredibilidade daquele final: se é uma consequência, não se percebe o que leva a ela; se é um acidente, embora sublinhe o sentir transmitido pelo filme, é demasiado estranho…. <br />Mas não deixa de ser um grande filme. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

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A ver vamos

ai

Vou hoje ver com o meu amor para poder criticar. Até já.

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PARA QUEM GOSTA DE BOM CINEMA!

paulo

Interessante do princípio ao fim... Um bom filme que eu acho indispensável para qualquer cinéfilo.

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Interessante e Admirável

Henrique Monteiro

Já fazia algum tempo que não estreava no cinema um thriller que conseguisse suscitar o interesse do público e criar uma história original que lhe fizesse desejar tanto saber o seu final. Achei muito interessante Polanski trazer Tony Blair e a guerra do Iraque a este filme, pois ainda actualmente surgem muitas questões relacionadas com a guerra do Iraque e todos os seus protagonistas e, ao mesmo tempo, achei admirável que este grande realizador tenha construído um thriller ao estilo de Hitchcock: personagens com vidas simples (o escritor-fantasma) a serem introduzidos num círculo de pessoas importantes (os Langs) e que acabam por estar todos envolvidos num esquema onde vários interesses estão em causa. Apesar do filme não trazer assim nada de novo inovador, acho que o filme está bem feito, o enredo é original e as interpretações são impressionantes, apesar do fim não me parecer o mais correcto, que até não corresponde a um final de Hitchcock.

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Interessante e Admirável

Henrique Monteiro

Já fazia algum tempo que não estreava no cinema um thriller que conseguisse suscitar o interesse do público e criar uma história original que lhe fizesse desejar tanto saber o seu final. Achei muito interessante Polanski trazer Tony Blair e a guerra do Iraque a este filme, pois ainda actualmente surgem muitas questões relacionadas com a guerra do Iraque e todos os seus protagonistas e, ao mesmo tempo, achei admirável que este grande realizador tenha construído um thriller ao estilo de Hitchcock: personagens com vidas simples (o escritor-fantasma) a serem introduzidos num círculo de pessoas importantes (os Langs) e que acabam por estar todos envolvidos num esquema onde vários interesses estão em causa. Apesar do filme não trazer assim nada de novo inovador, acho que o filme está bem feito, o enredo é original e as interpretações são impressionantes, apesar do fim não me parecer o mais correcto, que até não corresponde a um final de Hitchcock.

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Líderes políticos pré-fabricados

Nazaré

Qualquer semelhança da personagem Adam Lang (Pierce Brosnan) com os Blair, os José Manuel Barroso, os Aznar ou tantos outros meteóricos líderes de governos europeus (e não só), que parecem telecomandados pelos States... é mera advertência. O que poderiam ser anónimos membros de alguma corporação profissional vêem-se um dia, sem terem noção que é por um agente da CIA que o fazem, a passarem a ter a ambição de chegarem a líderes políticos. Gente muito especial, vocacionada para captar as atenções da opinião pública enquanto o "resto" se desenrola nas suas costas, quantas vezes sem eles próprios terem noção do que lá se passa. E sempre sem problemas, "alguém" se encarrega sempre de velar por eles. É o que este filme de Polanski se dedica a mostrar-nos. Polanski tem o condão de ser inimitável. Nem sequer a si próprio ele imita, e no entanto há em cada filme que ele faz uma marca de mestre, algo de único, que nos leva a perguntar: quem é o realizador? O papel de ghostwriter é algo de ingrato, na vida real como em Ewan MacGregor. É um peão obscuro, para ser ignorado ou aniquilado. A ele não compete de todo desvendar a verdade. As folhas espalhadas, a rematar o final, são a metáfora do esforço em vão. Bem, este filme faz divagar, mas só depois de acabar, até lá agarra-nos implacavelmente. É de mestre!

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Belo Filme

AMFC

Um filme de qualidade sustentado por um bom argumento que nos transporta a um crescente suspense e que nos leva a questionar sobre a autenticidade e real papel de cada um dos personagens. Destaco o excelente desempenho do Ewan McGregor, um actor cada vez mais refinado.

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O Escritor-Fantasma

João Pedro Eugénio

Ewan McGregor consegue o emprego da sua vida, ele é o novo escritor fantasma que vai escrever as memórias de Adam Lang, antigo primeiro-ministro britânico, substituindo o seu antecessor que se suicidou sob condições misteriosas. Ao chegar à pequena ilha nos Estados Unidos onde se encontra exilado Lang e a sua mulher mais um conjunto de secretárias e seguranças, e à medida que explodem na comunicação social os escândalos que envolvem o político em crimes de guerra, o nosso protagonista cedo percebe, a partir do que já estava escrito, que o desaparecimento do primeiro fantasma poderá não ser tão linear como um simples suicídio e que a causa poderá estar presa com revelações no âmbito de promiscuidades internacionais e abusos de poder. Este filme poderia ser analisado por dois prismas. Se tivermos em conta que o realizador se chama Roman Polanski, recentemente preso e já libertado após anos com mandado internacional de captura por parte do governo dos Estados Unidos, são evidentes as inúmeras alfinetadas infligidas à coligação dos países em causa, dada por diversos códigos de linguagem e simbolismos deliciosos, embora não seja uma enorme metáfora pois é evidentemente objectivo e directo, o filme aponta a hipocrisia reinante em alguns poderes desta sociedade ocidental, que insistem em maquilhar os podres de decisões e acções que aparentemente abominariam, se tomarmos a obra com sentido político. Por outro lado poder-se-ia dizer que é um thriller de tons cinzentos, nevoeiro abundante e chuva fria e cortante, em que há um jogo de transparências de espelhos invisíveis que se revelam barreiras opacas, de timbre nervoso e ansioso. O filme não atingirá a perfeição porque nos dá sinais desde o início, e diga-se que propositadamente, que nos levam a perceber o destino dos fantasmas, colocando-nos numa posição sempre mais esclarecida e conhecedora do que o protagonista que se apresenta algo "naive" (até se perceberia se a acção não estivesse sempre centrada em McGregor), colocando-o numa posição forçosamente difícil e delicada. Não deixa no entanto de se assemelhar a clássicos de Hitchcock (nesta obra sim, encontro semelhanças com "Intriga Internacional") e a outros policiais e "film noir" do antigamente. Com uma realização mais que competente, estética que acompanha a narrativa coerente e interpretações que vão para além do sóbrio, isto é cinema no seu estado puro.

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Desilusão

renas

Se fosse um realizador desconhecido estes críticos nem 3 estrelas davam!

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O regresso de Polanski... 4*

Diogo Esteves

Após um par de anos afastado dos ecrãs Polanski regressa com mais um bom filme... Claramente um thriller bem conseguido durante a primeira hora de filme, pois após os primeiros 60 minutos o espectador facilmente tira conclusões que vão ser reveladas apenas no final do filme. Apesar de tudo o filme é muito bem representado e a meu ver, uma mistura de Polanski com Ewan McGregor e Pierce Brosnan é absolutamente imperdível.

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