O Homem Demasiado Amado

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Drama 116 min 2014 M/12 25/06/2015 FRA

Título Original

L'Homme qu'on Aimait Trop

Sinopse

<div>Nice, Riviera francesa, 1976. Renée Le Roux (Catherine Deneuve), dona do famoso casino Palais de la Méditerranée, é uma mulher carismática e cheia de personalidade que conseguiu aguentar o negócio do marido após a sua morte. Mas a sua ruína – financeira e, acima de tudo, pessoal – está a aproximar-se. Agnès (Adèle Haenel), a sua única filha, deixa-se envolver com Maurice Agnelet (Guillaume Canet), advogado e consultor de Renée. Quando o casino sofre um duro golpe de apostadores profissionais que quase o levam à falência, Renée vê-se nas mãos de Jean-Dominique Fratoni, seu rival no negócio, que oferece uma fortuna pelo estabelecimento. Maurice convence Agnès a votar contra a sua própria mãe, que perde o poder de decisão da empresa, o que leva ao encerramento do casino. O advogado termina a relação com Agnès, que fica ressentida com a traição e tenta acabar com a própria vida. Depois de uma aparente recuperação, desaparece sem deixar rasto, com apenas 29 anos. Renée convence-se que Maurice assassinou a filha mas, após uma curta investigação, o caso é encerrado por falta de provas. E assim fica durante décadas…</div><div>Seleccionado para integrar a Selecção Oficial do Festival de Cinema de Cannes, um filme dramático que conta com a assinatura de André Téchiné ("Os Juncos Silvestres", "A Minha Estação Preferida") e que tem por base a verdadeira história de Renée Le Roux, relatada no seu livro de memórias, "Une Femme Face à la Mafia".</div><div>O "Caso Le Roux", como ficou conhecido na altura, chocou a opinião pública e mereceu uma enorme cobertura da imprensa internacional. Apesar de o corpo de Agnès le Roux nunca ter sido encontrado, Renée sempre se recusou a desistir da investigação. Em 2014, com o testemunho de Guillaume Agnelet, filho de Maurice, a verdade veio finalmente a público e Maurice foi condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio de Agnès. PÚBLICO</div><div><br /></div>

Críticas Ípsilon

A desaparecida

Luís Miguel Oliveira

André Téchiné continua a trabalhar com os mesmos elementos, mas as coisas já não funcionam da mesma maneira. O cineasta já fez muito melhor.

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Críticas dos leitores

Microeconomia

Nelson Faria

Todos os seres humanos, enquanto seres racionais e inteligentes, tomam decisões racionais. <br /> <br />Este é um filme que nos ensina que cada humano toma decisões racionais tendo em vista a maximização da sua utilidade. <br /> <br />Um obscuro jovem advogado maximiza o valor actual dos seus proveitos futuros: para isso, mata, engana e seduz. É o predador. <br /> <br />A mãe, Deneuve, e a sua filha são as presas. <br /> <br />É um filme educativo e educado. Mostra a natureza economicista da vida. É preciso optimizar a nossa função objectivo para podermos sacar o máximo. É preciso maximizar a nossa função utilidade, por cada indivíduo. <br /> <br />É isso que a Alemanha faz hoje, embora estupidamente: repete os mesmos erros, a Hitler sucede um ministro das Finanças com problemas de mobilidade. A Alemanha já provou historicamente que não sabe fazer contas, não sabe calcular o valor actual dos seus benefícios futuros. O que nos legou? Dachau, Treblinka, etc... <br /> <br />Já fui a Dachau. Ao concentration camp. De visita ao horror, claro, quarenta anos depois. Nenhum alemão, a quem me dirigi na altura nas imediações do camp, me soube dar indicações precisas sobre a localização do referido concentration camp. Sabem a razão? Têm vergonha do seu passado!!! <br /> <br />Adorei a Deneuve, embora tenha consciência que já não é a "Belle de Jour". Bunuel também já não filma. E a Deneuve ainda me inspira... <br /> <br />Parabéns Téchiné. <br /> <br />4 estrelas.
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Fotonovela

Marcela Monte

Apesar de baseado em fatos reais, assinado por um realizador de renome e bem interpretado pela Catherine Deneuve, fez-me lembrar os romances de cordel da Corín Tellado ou as fotonovelas de antigamente!
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3 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

"O Homem Demasiado Amado" (baseado numa história verídica) é mais um dos filmes que "não aquece nem arrefece" do realizador que outrora ("a long, long time ago") conseguiu encantar-nos (e de que maneira!) com "Juncos Silvestres". E, desta vez, a coisa até não começa nada mal, muito graças à performance/quimica da excelente dupla de actores, Adèle Haenel e Guillaume Canet (a Catherine "Denova" também lá está a "fazer de si própria" ... e a servir de "isco"), que dá "corpo e alma" à história de (des)amor que está condenada ao "unHappy End". Todavia, a pouco e pouco, vai perdendo ritmo e tensão/interesse, quiçá, devido ao facto da narrativa "deambular", de modo algo incompetente, entre diferentes géneros cinematográficos (drama familiar e passional -registo do qual nunca deveria ter saído-, triller e, no final ,"filme de tribunal" - "a cereja no topo do bolo" que não resultou minimamente). <br /> <br />E pronto, Téchiné ... cá ficamos à espera que um dia volte a ter aquela "centelha"!
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