O Terceiro Passo

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Drama, Thriller 128 min 2006 M/12 28/12/2006

Título Original

The Prestige

Sinopse

Durante a época vitoriana, em Londres, dois mágicos desenvolvem uma terrível rivalidade, que se alimenta de truques e de uma vontade insaciável de desvendar os segredos um do outro. Robert é sofisticado e tem o dom do espectáculo, enquanto que Alfred Borden, apesar de ser genial na criação, não tem os mesmos dotes da apresentação dos truques. Os dois começam por colaborar, mas truque após truque a concorrência entre os dois aumenta e, entre ciência e espectáculo, trilham-se caminhos cujos resultados só podem ser fatais e enganadores. "O Terceiro Passo" é realizado por Christopher Nolan ("Memento," "Batman - O Início"). PÚBLICO

Realizado por

Christopher Nolan

Elenco

Michael Caine, Hugh Jackman, David Bowie, Christian Bale, Scarlett Johansson, Rebecca Hall

Críticas Ípsilon

O Terceiro Passo

Mário Jorge Torres

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A grande ilusão

Jorge Mourinha

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Abracadabra

Ana Dias Ferreira

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Críticas dos leitores

Marina Flora

Adorei o filme... Simplesmente a ver!

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Rita (http://cinerama.blogs.sapo.pt/)

"The Prestige", baseado no livro homónimo de Christopher Priest, está construído como os golpes de magia de que fala. Também ele dividido em três partes: "The Pledge", "The Turn" e "The Prestige" – a preparação, o truque, e a revelação. Rupert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) são dois ilusionistas em início de carreira, o primeiro um tradicionalista, o segundo um inovador. O trágico desfecho de um número marca o início de uma rivalidade na qual, durante anos, eles se debatem pelo melhor truque de magia. O desafio final chega quando Borden cria "O Homem Transportado" e Angiers fica obcecado por descobrir o seu método. Num argumento partilhado com o seu irmão Jonathan, Christopher Nolan, realizador dos inesquecíveis "Memento" (2000), "Insomnia" (2002), "Batman Begins" (2005) – e da sua sequela "The Dark Knight" (2008) –, conta uma história de ciúme profissional e de vingança, e da capacidade de dois homens fazerem coisas horríveis em nome de ambos. Algumas das concepções mais irreais deste filme fazem-nos pensar sobre questões verdadeiramente perturbantes.<BR/><BR/>Naquele que pode ser considerado o irmão erudito do anterior "The Illusionist", Nolan manipula-nos. Como num golpe de magia, ele diz-nos para onde olhar, com cada viragem tentamos decifrar o enigma que temos entre mãos, e a cada nova informação revemos as nossas percepções anteriores. "The Prestige" é um filme que puxa pelo espectador, e isso também devido às difíceis escolhas de estrutura de Nolan, como é o caso de "flashbacks" dentro de "flashbacks".<BR/><BR/>Um filme de época, "The Prestige" foca as inovações técnicas do final do século XIX, e aquela que é a "magia real": a ciência. Para o efeito, faz uso de uma personagem real, o físico sérvio Nikola Tesla (um impressionante David Bowie, cuja voz – Zeus! – nem um sotaque sérvio consegue esconder). O filme explora em particular a sua rivalidade com Thomas Edison e as suas investigações sobre geração e transmissão eléctrica em Colorado Springs. Como seu assistente, Mr. Alley, está o actor Andy Serkis, mais famoso por "não ser visto" no ecrã em papéis como Gollum ou King Kong.<BR/><BR/>Christian Bale e Hugh Jackman protagonizam um grande duelo de forças, o primeiro com a intensidade e versatilidade à qual nos tem vindo a habituar, o segundo com uma solidez cada vez mais interessante. A escolha menos acertada foi a de Scarlett Johansson, relegada para um papel quase só meramente decorativo. E "The Prestige" é, de facto, esteticamente deslumbrante: um fabuloso design de produção, um guarda-roupa delicioso (ainda estou a sonhar com aquele corpete-ligas de Johansson...) e a fotografia luxuriante de Wally Pfister (colaborador habitual de Nolan).<BR/><BR/>Alguns ficarão desiludidos quando este filme chegar ao fim. Perceber "The Prestige" é, no limite, a mesma sensação de perda que se tem quando se entende como funciona o truque, um misto de alívio e desencanto. Porque, na verdade, nós não queremos saber. Nós queremos ser enganados, bem enganados.<BR/><BR/>Este filme é para aqueles que sabem que o maior gozo do mistério é o processo de ir construindo a solução e não a solução em si mesma. Afinal de contas, magia é apenas desviar a nossa atenção de um ágil movimento da mão. E Nolan tem uma mão verdadeiramente ágil. "Are you watching closely?" Nota: 7,5/10.

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António Cunha

O novo filme do fabuloso Chris Nolan é notável. Pela sua realização e pelas interpretações. No meu ponto de vista é mesmo um dos melhores que vi em 2006. O período nebuloso pós–revolução industrial pressente–se na realização de Nolan, o qual consegue, quase "maliciosamente", tirar partido dessa mística e densa época do século XIX. Comprovo que, efectivamente, Christian Bale é um dos melhores actores da actualidade. Excelente, embora em menor escala, é também Hugh Jackman e os dois formam um par de rivais absolutamente incrível. Em destaque estão também todos os actores secundários, nomeadamente Michael Caine, David Bowie e Andy Serkis. Denso, tenso, perigoso, místico, este novo "thriller" do realizador, sempre a procurar novas temáticas, é mais uma excelente prova do seu apurado sentido estético. Nota: 3,5/5.

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Pedro Guilherme G. D. Ramalhete

Não é o melhor filme de Nolan, mas se compararmos a outros filmes de mágicos como "O Ilusionista", este filme é uma obra de arte. A rivalidade entre o Batman (Bale) e Wolverine (Jackman) é simplesmente incrivel, Bale é um grande actor, Jackman não é tão bom mas interpreta muito bem a sua personagem (Angier). Com um enredo magnífico e uma soberba realização, este filme ainda vai dar que falar. Christopher Nolan continua a fazer grandes filmes, e se continuar assim vai ter um grande futuro. "The Prestige" é um filme notável e no fim um estrondoso "abracadabra".

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Rui Silvares

Um argumento ardiloso como truque de magia, um elenco quase de luxo, uma produção bastante razoável. Tudo limpo e potencialmente eficaz, só que... o terceiro passo do filme não saiu bem. Há falhas narrativas provocadas por uma certa urgência em contar muitos pormenores em pouco tempo (principalmente no início) e a montagem não colou bem certas cenas. Daí resulta alguma falta de "espessura" dramática de todas as personagens. Depois o filme lá vai avançando um pouco aos tropeções, mas capaz de surpreender ao virar de cada página. Resumindo e concluindo.: vê-se bem se estivermos com atenção. A cena do "climax", a confrontação final entre os dois antagonistas, merecia outra leitura. A solução adoptada é próxima do lamentável e quase borra a escrita toda.

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