Batman - O Início

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Fantasia, Aventura, Thriller, Crime, Acção 134 min 2005 M/12 23/06/2005

Título Original

Sinopse

"Batman, o Início" explora as origens da lenda de Batman, o aparecimento do Cavaleiro das Trevas que surge na noite de Gotham City para defender os indefesos e lutar contra as mentes criminosas. Logo após o assassinato dos pais, era ainda Bruce Wayne uma criança. O herdeiro desiludido do império industrial Wayne, que não teve hipótese de se vingar, viaja pelo mundo, procurando meios para lutar contra as injustiças, decifrar as mentes criminosas e exorcizar os seus próprios fantasmas. Quando regressa a Gotham, Wayne encontra a cidade dominada pelo crime e pela decadência. Com a ajuda do seu dedicado mordomo Alfred, Wayne cria o seu alter-ego: Batman, a nova força do bem da cidade. PÚBLICO

Realizado por

Christopher Nolan

Elenco

Liam Neeson, Christian Bale, Michael Caine

Críticas Ípsilon

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Críticas dos leitores

Gonçalo Sá - http://gonn1000.blogspot.com, http://cine7.blogspot.com

Nos últimos anos, o universo da banda desenhada tem servido de fonte de inspiração para múltiplos filmes, desde mediáticos super-heróis – "Homem-Aranha", "X-Men" – até referências mais marginais – "Sin City – A Cidade do Pecado" ou "Ghost World – Mundo Fantasma". Num período onde adaptações de ícones dos "comics" germinam como cogumelos, uma das personagens essenciais desses domínios teria de ser (re)aproveitada para mais um novo olhar cinematográfico. "Batman: O Início" ("Batman Begins") assinala o regresso do "alter-ego" de Bruce Wayne a territórios da sétima arte depois das visões de Tim Burton (que criou os aclamados "Batman" e "Batman Regressa") e Joel Schumacher (responsável pela ridicularização do defensor de Gotham City em "Batman Para Sempre" e, sobretudo, "Batman e Robin").<BR/><BR/>Tendo em conta os resultados desequilibrados dos filmes anteriores, esta nova aventura do homem-morcego era aguardada com expectativa e alguma relutância, mas as probabilidades do resultado ser competente aumentaram quando Chris Nolan, realizador do interessante filme de culto "Memento" e do curioso, mas mais convencional policial "Insónia", assumiu a direcção do projecto. Embora Nolan não se tivesse responsabilizado por um "blockbuster" até agora, a sua primeira experiência num filme desta dimensão não só é bem sucedida como proporciona o seu melhor filme até à data.<BR/><BR/>Criando uma atmosfera apropriadamente soturna e inquietante, o cineasta oferece em "Batman: O Início" uma obra que, mais uma vez, demonstra o rigor e equilíbrio visual que ajudaram a que os seus títulos anteriores se tornassem tão emblemáticos. Longe da vertente bizarra e onírica de Burton e do desbragamento carnavalesco de Schumacher (que conseguiu ser mais "camp" do que a série televisiva dos anos 60), Nolan origina uma perspectiva densa, crua e mais realista, apostando num registo sóbrio e sofisticado.<BR/><BR/>Mais centrado na dicotomia Bruce Wayne/Batman do que no carácter dos seus antagonistas (contrariando, assim, a tendência das adaptações anteriores), "Batman: O Início" explora o homem por detrás da máscara (ou a máscara por detrás do homem?), debruçando-se sobre as tensões e fragilidades do protagonista e evidenciando os motivos que fizeram com que um "playboy" milionário se tornasse num super-herói repleto de contrariedades.<BR/><BR/>Nolan constrói aqui uma obra inspirada, mas ainda assim irregular, uma vez que o olhar sobre o lado psicológico de Batman nem sempre é convincente (os momentos iniciais, repletos de frases feitas pseudo-profundas da filosofia oriental, são estereotipados e insípidos) e a envolvente aura intimista que o filme vai desenvolvendo é subitamente interrompida quando o argumento cede, nos últimos momentos, aos lugares-comuns de um banal "blockbuster" (não é que Nolan não seja competente nas cenas de acção, mas as doses de adrenalina do desenlance são pouco espontâneas e demasiado formatadas).<BR/><BR/>Mesmo com essas limitações, "Batman: O Início" impõe-se como um filme sólido e adulto, com personagens estimulantes e notáveis interpretações de todo o elenco. De resto, outra coisa não seria de esperar com actores do nível de Christian Bale (que compõe um intrigante e enigmático Batman, provavelmente o melhor que já se viu no grande ecrã), Katie Holmes (segura como advogada idealista, dando continuidade à promissora interpretação de "Pedaços de uma Vida"), Liam Neeson (competente, apesar da personagem mal explorada), Michael Caine (profissionalíssimo como sempre), Morgan Freeman (igual a si próprio, mas irrepreensível) ou Cillian Murphy (arrepiante como Scarecrow, num excelente desempenho que confirma a sua versatilidade ao distanciar-se dos papéis de "28 Dias Depois" ou "Intervalo").<BR/><BR/>Não sendo uma obra-prima, "Batman: O Início" é, contudo, um dos melhores "blockbusters" do Verão de 2005 e vai além dos requisitos mínimos de um filme-pipoca, contendo substrato dramático, intensidade visual e um realizador que soube compreender o universo do protagonista. Espera-se que, na inevitável sequela (que a última cena sugere descaradamente), os resultados sejam igualmente convincentes e estimulantes. 3/5 - Bom.

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Helder Fileno

Sem dúvida o melhor filme sobre a personagem Batman, desde logo porque começa pelo início, algo que foi esquecido em "Batman". Como é que Bruce Wayne se tornou em Batman? Foi preciso existir um quarto filme para podermos responder a esta pergunta. Este é de facto o aspecto mais positivo deste filme, é o que o torna singular.

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Manuel Paiva

Vou ao cinema para que me contem uma história. Não quero que seja verdadeira, mas sim que envolva e não insulte aquela parte do nosso cérebro que diz "Isto é impossível!!", mas que o ponha a pensar "Até podia ser...". Este Batman, não arrancando uivos de satisfação, está muito bem conseguido nesse aspecto. É uma boa história, bem contada e que proporciona um óptimo entretenimento. Ao que se vê fazer com outros filmes de heróis da banda desenhada, este está exemplar!

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pipo

Adorei o filme. Quem já leu a BD, vá ver. Apesar de algumas diferenças, adaptaram muito bem. Efeitos especiais lindos. O Batman e o espantalho ficaram muito bem. Apesar de o segundo não ser exactamente como na BD, fizeram bem em modificá-lo pois senão poderia parecer cómico e irreal. Normalmente os filmes de BD são péssimos, mas este ficou muito bom.

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Paulo

Porque me parece que o filme acertou na apropriação das características mais interessantes da figura nascida nos "comics" e à qual argumentistas como Frank Miller e Jeph Loeb souberam, como ninguém, fazer crescer para além do fato decorativo. Porque os verdadeiros vilões não morrem, ou muito raramente acontece, nos "comics" (como manter "o filão" se os matarem em cada oportunidade?) e Tim Burton e Cia foram incapazes de o compreender, rendidos à oportunidade de acabar, com maior ou menor "mise-en-scène", com personagens que alimentam há tantos anos as páginas daquela que é considerada a 9ª arte. Porque Cristian Bale é o melhor Bruce Wayne/Batman, porque Liam Neeson não comprometeu e até superou as expectativas depois da fraca participação na "Guerra das Estrelas" e porque as pipocas estavam excelentes. No final resta apenas uma desagradável sensação de que alguém queria muito promover a menina Holmes. Para quê tanta exposição?<BR/><BR/>O Batman foi revitalizado com este filme, as péssimas impressões e mesmo mau gosto deixados pelas últimas duas iterações felizmente não aniquilaram as adaptações ao cinema do personagem e resta aguardar as sequelas. Quem sabe, uma adaptação do "Long Halloween", uma das melhores histórias de sempre, no seguimento do clima "noir" de "Batman - Ano Um", de Miller (que rendeu algumas imagens ao filme, como a chuva de morcegos).<BR/><BR/>O que não se percebe muito bem acaba por ser extra-filme: é a crítica de LMO. Ou cortaram o texto da crítica, que ficou sem qualquer fundamento e assim exposta, ou realmente é alguém que não se interessa minimamente pelo universo da BD e que deveria ter ficado em casa a ler a correspondência entre Jung e Freud, preparando-se para a crítica da próxima transcrição do universo DC ou Marvel ao cinema.Talvez para quando alguém se decidir a colocar em filme a mulher-Hulk, que é verde como o Hulk, só que mulher. Aposto que Freud (ou será Jung, neste caso?) ajudaria nessa crítica. Bom, do que me fui lembrar, a mulher-Hulk...

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João Barros

Mais uma desilusão. Depois de algumas críticas que tinha ouvido, sinceramente esperava muito, mas muito mais deste filme. É apenas mais um, com uma má escolha de actores para os papéis que se pretendia. As actuações não convencem nem um pouco, demasiado sérias e plásticas. Um filme comercial, uma amálgama de efeitos especiais (de qualidade notoriamente duvidosa) e uma adenda de fraca qualidade para a série do homem-morcego.

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José Pinto

Este filme, comparado com os outros filmes do homem-morcego, é em tudo muito superior. Os efeitos estão um espectáculo, principalmente o carro, e não foi só isso que adorei neste filme: também porque aborda a parte mais humana do Batman. Não merece voto de 2! Até fico espantado: um filme para ter voto de 5 tem de ser do tipo "E Tudo o Vento Levou"!

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Sophia

Concordo com os críticos que dizem que este filme é um verdadeiro aborrecimento! Para mim foi! Adorei qualquer um dos Batman do Tim Burton e a partir daí tudo o que se faça fica bem aquém das expectativas! Uma perfeita desilusão, mais um filme que não traz, para mim, nada de novo! Aliás posso mesmo acrescentar que em termos de tecnologia e daquilo que normalmente é bastante interessante nos filmes de Hollywood, nas cenas de luta, tudo é muito confuso, não se vê nada com clareza, o que acabou por cansar bastante!

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Aurélio Cotrim

Sem dúvida que se trata de um excelente filme. No entanto não é fiel à imagem dos primeiros filmes do Batman. Quem não tem na memória aquele Batmobile preto com duas carlingas, para Batman e Robin? agora aparece-nos num verdadeiro "panzer lunar". De resto, magnífico pela acção e principalmente pelas técnicas e efeitos especiais usados para colocarem toda essa acção no ecrã. Recomendo a todos.

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David Costa

Como podem os críticos elogiar o péssimo filme "Guerra dos Mundos", resultado da "sickening" parceria Spielberg-Cruise, e ser tão críticos do "Batman", um filme sensacional do Christopher Nolan (director do memoravel "Memento"), com um Christian Bale em topo de forma? É curioso ler as críticas completamente díspares dos críticos do "Público" e de críticos britânicos consagrados como Mark Kermode (do "Guardian"). "Life Aquatic with Steve Zizou" (exactamente o mesmo tipo de estilismo grafico e "quirkiness" revelado em "Royal Tenenbaums" por Wes Anderson) recebeu melhores críticas que o fenomenal e amplamente laudado "Sideways"? O estado da crítica só reflecte o estado do cinema português: lamentável!

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