A Origem

Votos do leitores
média de votos
Policial, Ficção Científica, Acção 147 min 2010 M/12 22/07/2010

Título Original

Inception

Sinopse

Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um ladrão de ideias: entra na mente das pessoas e extrai-lhes, durante o sono, os seus mais profundos segredos. Esta é uma técnica complexa e ele e a sua equipa são tidos como especialistas de topo na área da espionagem e extracção. Mas ele é, acima de tudo, um homem profundamente amargurado e alguns erros do passado fizeram com que se tornasse num dos homens mais procurados pela polícia, o que o impede de regressar aos EUA.<br /> Agora, de forma a resgatar a sua vida, é-lhe proposta uma missão ainda mais complexa: implantar uma ideia na mente de alguém. Com o pensamento focado em recuperar o passado e, dessa forma regressar para perto dos seus filhos, ele reúne a sua equipa e delineia o impossível.<br /> Com argumento e realização de Christopher Nolan ("Memento", "Insónia", "Batman - O Início" ou "O Cavaleiro das Trevas"), um "thriller" de acção que conta ainda com a participação de Michael Caine, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Marion Cotillard e Ken Watanabe. PÚBLICO

Realizado por

Christopher Nolan

Elenco

Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Leonardo DiCaprio, Michael Caine, Tom Hardy, Tom Berenger, Marion Cotillard

Críticas Ípsilon

A Origem

Vasco Câmara

Ler mais

A Origem

Mário Jorge Torres

Ler mais

A Origem

Luís Miguel Oliveira

Ler mais

O sonho comanda a vida

Jorge Mourinha

Ler mais

Críticas dos leitores

Fernando Oliveira

ESCRITO NA ALTURA DA ESTREIA: <br />“Inception” tem um argumento demasiado complexo. Tão complexo que acaba por retirar muito do prazer, da fruição, que deveria transmitir. <br />É fácil aceitar a ideia que o filme nos conta; acreditando que durante o período do sono em que sonhamos, toda a nossa vida – a real, a fantasiada, a imaginada e a que apreendemos em ficções, a desejada – está disponível em simultâneo para o nosso subconsciente utilizar em infinitos sonhos; aceita-se a possibilidade de criar um que permitisse aos criadores participarem nele e manipularem o sonhador para desvendar os segredos que eles quisessem. Como os sonhos não podem, é óbvio, ser definidos por limites de espaço e tempo, tudo pode ser criado (as possibilidades são inúmeras, e a razão por que a tecnologia foi desenvolvida nunca é explicada no filme: para prazer pessoal, como Cobb a utilizou com a falecida esposa, ou para fins de espionagem). <br />Ora em “Inception”, Cobb forma uma equipa para fazer o contrário: criar um sonho para implementar uma ideia na cabeça da vítima. Durante o “golpe” a história é contada em cinco níveis de realidade diferente: a realidade (a viagem de avião de Sydney para LA); o sonho que todos partilham (numa LA chuvosa, e na carrinha em perseguição); o sonho dentro do sonho, que todos sonham menos Yusuf (no hotel); o terceiro nível de sonho, Arthur está de fora (na paisagem gelada); e o final, sonhado por Cobb, Ariadne e Fischer (a vida criada por Cobb e Mal). E um sexto sonho: o limbo para onde Saito caiu depois de ter morrido no terceiro sonho. Complicado? <br />O problema é que para manter a coerência e a lógica na narrativa, o realizador fez um filme demasiado cerebral, friamente matemático, e esqueceu a emoção. A vertigem que os “viajantes” nos sonhos deveriam sentir, não a sentem. Nem eles, nem nós. A necessidade de pôr os personagens a explicar a arquitectura dos sonhos serve de motor para nos pôr a questionar a razoabilidade daquilo tudo. Não que haja muitas incoerências formais graves na narrativa (que também as há), é a soma de todos os detalhes que não convence. Duas questões: Como é que Cobb sai do seu sonho com Mal e vai sonhar com Saito no limbo onde este caiu? Se o pião é a âncora que prova a realidade a Cobb, como é que essa realidade é igual à sua memória? <br />Nada disto desmente o facto de “Inception” ser um filme bem realizado por Christopher Nolan, que lhe dá um cunho muito pessoal de autor, com excelente música de Hans Zimmer, notáveis efeitos visuais, e com representações aceitáveis (gostei bastante da Ariadne de Ellen Page). Como em quase todos os filmes de Nolan, é a história de um homem corroído pela culpa, em busca de um qualquer tipo de redenção. Mas um filme que precisava de unificar como que a leitura de uma pauta, com a audição da música descrita nessa pauta. Ficou-se quase sempre pela leitura da pauta. <br />Sem confusões: era muito bom que grande parte dos filmes chegassem ao nível deste, mas para o esperado é uma desilusão. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

Continuar a ler

Virgílio Ribeiro

Uma salada russa, mas pessimamente confeccionada, quer no que diz respeito aos ingredientes, quer aos temperos. Em suma: intragável. Sonhos, sonhos dentro de sonhos(!), extrações, atenção que ele é real, mas ela é uma projeção, enfim, uma salganhada para qual, quase que falta pachorra para ver esta espécie de filme até ao fim! Lamento o tempo perdido, muito mais do que o preço do ingresso. Salva-se a trilha sonora, o que, convenhamos, é muito pouco ou quase nada. E quantos milhões (mal gastos) de dólares gastos neste triste espetáculo!

Continuar a ler

Os Filmes de Frederico Daniel

É uma obra-prima...

Continuar a ler

João rodrigues

Gostei bastante do filme “Inception” e decidi ir à procura de críticas sobre o filme e deparo-me com centenas de elogios como nunca antes tinha visto e agradecimentos por C.Nolan nos ter brindado novamente com outro grande filme. Pode-se gostar ou não, tal como a comida, se não se gosta, não se come. Mas o que eu não esperava era ler uma VERGONHA de comentários proferidos por dois ou três críticos de cinema. Isso nem são comentários... Eu não gosto de chocolate, no entanto quase toda a gente gosta, o que não me permite ofender o gosto dos outros, se comentar tenho de ter respeito nem dizer que sabe mal quando sou eu o "anormal". Aqui acho que já descobri que há mais casos anormais, mas cinematográficos. De facto, em milhões de pessoas, se calhar há 10 que não gostaram... e 3 que odiaram... raridade.

Continuar a ler

Miguel

Caro Manuel, agradeço a sua resposta. Sei que fui algo agressivo (até mesmo indelicado), mas se o fui foi porque muitos críticos portugueses também tendem a o ser, aproveitando o espaço que ocupam para denegrir alguns filmes de que não gostam, mas que sabem que são de qualidade, quando o que deviam fazer é dar uma opinião que auxilie o público a decidir se deve ou não ir ver determinado filme.

Continuar a ler

Bernardo Mascarenhas de Lemos

A falar primeiro do grande desempenho por parte do actor Leonardo DiCaprio que tem crescido bastante como actor. Este é um filme que nos leva para lá do imaginável. Entra na inconsciência que por vezes é a nossa vida explicando também como esta pode ser manipulada. É um filme bastante bem feito e com um argumento de grande imaginação. Recomendo especialmente a todos os curiosos que questionam o nosso mundo e as nossas vivências e incertezas sobre aquilo que é realmente um sonho e o nosso subconsciente.

Continuar a ler

Ana Monteiro

Gostei do filme, é muito complexo, admito que só alguns o consigam perceber! Está muito bem elaborado, é fantástico alguém ter a capacidade de escrever guião para uma obra deste nível! Gostei da forma como os actores deram vida a esta história, que ao invés de muitas outras termina a deixar-nos sonhar!!!! BOM, gostei

Continuar a ler

Emanuel

Vim aqui por mero acaso e, sem esperar, eis que me deparo com uma mensagem dirigida a mim próprio e fiquei objectivamente sem perceber se valeria a pena responder... Pronto, cá vai: Caro Miguel, que apresente e fundamente as suas opiniões sobre Cinema é uma coisa e é interessante que as pessoas apresentem as suas opiniões, ainda que contraditórias, porque pontos de vista diferentes enriquecem uma discussão, desde que bem defendidos e argumentados. Penso que é para isso que existe aqui a possibilidade de se comentar os filmes. Respeitar a opinião dos outros é uma virtude que o Miguel parece não ter porque obstinadamente utiliza este espaço para concordar ou atacar os restantes comentadores e isso é que é estranho. Reservo-me o direito de concordar com os críticos que aqui apresentaram as suas opiniões, da mesma forma que o Miguel entende que os pode acusar de não saberem do que falam ou não serem especialistas de modo, diria, até deselegante. Relativamente aos filmes norte-americanos, evidentemente que há muitos bons filmes e estranho seria que os EUA, com o monopólio que parecem ter sobre o cinema a nível mundial, não tivessem bons filmes para apresentar. Claro que têm e muito bons. Mas a verdade é que, talvez por isso mesmo, isto é, pela quantidade de filmes que produzem dos mesmos géneros, muitos acabem por parecer melhores na forma do que no conteúdo e muitos comecem a ser tão previsíveis que se tornam aborrecidos antes de começar. Na Europa há muito bom cinema também, na minha opinião até melhor, porque um filme para ser bom e ter um bom argumento, não precisa obrigatoriamente de ter uma máquina de produção gigantesca por detrás, nem uma injecção de dinheiro avassaladora, para ter um efeito interessante e surpreendente. Com menos recursos, muitas vezes produz-se melhor cinema europeu do que norte-americano, E se isso não acontece em Portugal ou na Roménia, acontece por exemplo na França, em Itália, em Espanha e nos países nórdicos. O único problema é muitas vezes a falta de divulgação do bom cinema europeu.

Continuar a ler

Miguel

Caro Emanuel, que emita a sua opinião até aceito e agradeço, mas que elogie as criticas de VC e LMO ??? Isso acho estranho. Não recorro a esses senhores, nem aos outros que dizem bem deste filme, até porque não os considero especialista de coisa nenhuma, muito menos de Cinema. Quanto ao seu comentário final «É mais um filme à boa maneira americana, "muita parra mas pouca uva".» só demonstra um preconceito típico que muita gente tem como o povo dos USA, e que me desculpem, mas os melhores filmes vêm mesmo do Oeste Americano e não de países como Portugal ou por exemplo e, perdoem-me a graça, da Roménia.

Continuar a ler

Emanuel

Depois de ter visto o filme tão aclamado pela crítica que me criou as melhores expectativas, a verdade é que "soube-me a pouco". Saí com muitas dúvidas sobre se o considerei um bom filme ou não, algo que pelo menos é suficiente para que esteja longe de ser um filme extraordinário como me fizeram crer que era. Na verdade, quanto mais penso no filme mais concluo que foi um filme mau, por demais cansativo, embora a ideia por detrás deste até seja interessante. Quando li as críticas, vejo-me obrigado a concordar em absoluto com o que dizem VC e LMO acerca deste filme. É mais um filme à boa maneira americana, "muita parra mas pouca uva".

Continuar a ler

Envie-nos a sua crítica

Preencha todos os dados

Submissão feita com sucesso!