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O Salão de Jimmy

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Histórico, Drama 109 min 2014 M/12 21/08/2014 GB, IRL, FRA

Título Original

Jimmy's Hall

Sinopse

Década de 1930. Após dez anos emigrado nos EUA, onde obteve a cidadania, o irlandês Jimmy Gralton regressa a Leitrim, sua terra natal. O país, anos depois da terrível Guerra Civil, respira esperança e promessas de mudança. Autodidacta e de personalidade carismática, Jimmy quer dedicar a sua vida à família e à comunidade que o viu nascer. Assim, depressa cede às pressões dos jovens da zona e abre o seu salão de baile, um lugar onde todos são bem-vindos e onde é possível dançar, estudar e debater ideias livremente. O sucesso é instantâneo, mas a sua influência sobre a população trabalhadora não tarda a ser encarada como uma ameaça pelos membros da Igreja Católica e pelos latifundiários da zona, que o vêem como dissidente.<br /> Com realização do aclamado Ken Loach ("Brisa de Mudança", Palma de Ouro em Cannes em 2006), segundo um argumento de Paul Laverty, seu colaborador habitual, um filme que adapta uma peça de Donal O'Kelly. A história retrata a verdadeira luta de James Gralton (1886-1945), figura-chave do Grupo de Trabalhadores Revolucionários que deu origem ao actual Partido Comunista Irlandês. Apresentado em 2014 no Festival de Cinema de Cannes, o filme conta com Barry Ward, Simone Kirby e Andrew Scott nos principais papéis. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

O savoir faire não serve de remédio

Luís Miguel Oliveira

O cinema de Loach é uma coisa cada vez mais mole. Sobra-lhe um savoir faire que não serve de remédio.

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Críticas dos leitores

"É pouco...mas antes assim"

NF

Claro que Loach é um realizador de cariz marxista. Claro que a análise de Loach é pouco fina - dirão, grosseira - enfim, pouco aplicável ao complexo mundo de hoje, com cambiantes novos na estrutura das classes sociais. A revisão de L.Althusser só tem cerca de 40 anos... mas, a Estatística continua a dizer que a concentração da riqueza é o que é... coisas da quantificação: Curva de Lorenz, Indíce de Gini... enfim, um mundo de desigualdades. <br />Mas é agradável ver filmes assim. Têm alguma força e são, à sua maneira, transmissores de confiança. Não é tempo perdido, em comparação com o que nos é fornecido actualmente, aliás, a maioria do que nos é oferecido actualmente. <br />Então, devemos agradecer ao veterano Loach pela feitura deste cinema mole e semelhante a um telefilme(LMO dixit). Antes assim. Assim fosse tudo. <br />Como LMO disse a propósito de "O homem mais procurado", direi: <br />"É pouco, mas é o que há, e face à paisagem, antes assim." <br /> <br />4****, claro. <br /> <br />
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Uma Biografia Interessante

Marcela Monte

Não será dos melhores filmes deste realizador, mas nunca é de mais mostrar a vida de um líder que, por "não ser egoísta nem ganancioso é difícil de corromper" (palavras do padre).
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Altamente recomendável

Paulo Rodrigues

Espero que aproveitem e vejam esta obra enquanto é possível. Um bom exemplo sobre as inúmeras formas em que os poderes instituídos (proprietários e Igreja) compatibilizam a violência física com a violência simbólica, com o intuito de manterem os seus monopólios: o monopólio do poder económico, que garante a perpetuação das desigualdades sociais, e o monopólio do poder sobre a consciência dos indivíduos, que garante a fidelidade e a lealdade das grandes massas à esfera religiosa. <br /> <br />Abram os olhos! Hoje passa-se o mesmo mas anda tudo com palas.
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uma casa do povo

Helena Amaro

Excepto uma ou outra deixa que podia ter ficado em silêncio, que a imagem era eloquente o bastante, e uma direcção de actores que não terá ficado à altura do argumento, o filme fala (também) da luta entre os que têm e os que não, com a ajuda de quem veio dos Estados Unidos com uma consciência de classe acrescida, após a crise de 1929, para uma Irlanda subjugada pelas suas senhorias, estas por sua vezes obedientes à igreja. Ficam do filme as discussões sobre o "das kapital" e sobre o jazz enquanto música maldita (dois brilhantes diálogos entre um padre velho e outro novo); uma confissão que é uma denúncia para o confessor; a (re)ocupação de uma casa depois de um despejo ilegal, em que os fracos se defendem entre si de um sistema ainda feudal; e a história de um espaço motriz, onde todos partilham a paixão pelos livros, pela música, pela dança, pelo desenho, uma verdadeira "casa do povo", promovida e usada por todos, sem distinção. Uma casa que serve para pensar - e isso era sempre, sempre, o mais temido, gente pobre que pensa e que se associa. Algumas revoluções começaram por menos. Muitas vezes me lembrei de "a cidade dos prodígios", de Eduardo Mendonza. Não terá sido por acaso, que Gralton também andou pela estiva, pelas minas, pelas fábricas e talvez por isso, no regresso à Irlanda, se tenta fazer ouvir sem se pôr de joelhos, antes de pé (como, aliás, diz e se nota). <br />A ver, mesmo não sendo arrebatador nem épico, mostra gente de todos os dias a fazer coisas por dias melhores. https://www.youtube.com/watch?v=e7adFDo1Dyw
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