Mamã

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Drama 140 min 2014 M/16 18/12/2014 FRA, CAN

Título Original

Mommy

Sinopse

<div>Diane é uma viúva que se esforça por encarar os problemas de frente e aproveitar a vida o melhor possível. A seu cargo tem o filho, Steve, um rapaz inteligente e de bom coração que, devido a um distúrbio de hiperactividade e défice de atenção, tem graves problemas de autocontrolo. Depois de algum tempo internado numa instituição mental, Steve tem alta e volta a casa. Apesar de consciente do desafio que tem pela frente, Diane sente-se feliz e motivada com o seu regresso e com a perspectiva de alterar a dinâmica entre eles. É então que conhecem Kyla (Suzanne Clément), uma professora tímida, a recuperar de um esgotamento, que se mudou recentemente para o bairro. Entre os três nasce uma relação especial que vai equilibrar – e compensar – as fragilidades de cada um.</div><div>Depois do sucesso de "Como Matei a Minha Mãe" (2009), "Amores Imaginários" (2010), "Laurence para Sempre" (2012) e "Tom na Quinta" (2013)  o jovem realizador-prodígio Xavier Dolan regressa com "Mamã", um melodrama sobre as desventuras de amor de uma mãe, do seu filho problemático e da vizinha de ambos.<br />Nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, o filme recebeu o Prémio do Júri. PÚBLICO</div>

Críticas Ípsilon

Promessa adiada

Jorge Mourinha

Xavier Dolan continua a adiar a sua confirmação

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Tour de force

Vasco Câmara

É a conquista de Mamã: transcender o narcisismo, abrir-se aos outros

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Críticas dos leitores

Do melhor que se pode ver em drama

Nazaré

Sejam amigos de vocês mesmos e não deixem de ver esta preciosidade que vem do país da Céline Dion.
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Apenas Genial

MDF

Mamã (Mommy), o novo filme Xavier Dolan, vencedor do Prémio do Júri do Festival de Cannes é, mais uma vez, uma magnífica obra deste genial Realizador que, do alto dos seus vinte cinco anos, volta a apresentar uma obra intensa, comovente e arrebatadora. Nesta obra Dolan explora o amor incondicional de uma mãe (Anne Dorval) por um filho que sofre de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, em contraponto com a obsessão edipiana que este exacerba (Antoine-Olivier Pilon). Contudo, o enredo só se completa num triângulo cujo último vértice é ocupado pela nova vizinha da frente (Suzanne Clément) que se oferece para ajudar esta relação complexa e juntos encontram um novo sentido de equilíbrio e esperança nas suas vidas. <br />A história desenvolve-se num Canadá imaginário onde, com a aprovação de uma nova Lei, permite aos pais de famílias com filhos problemáticos interna-los em hospitais psiquiátricos, sem a aprovação das entidades judiciárias. É com esta ameaça como pano de fundo que Diane e Steve vivem uma relação de amor e dependência, até que a morte os separe. Nada nem ninguém consegue alterar esta ligação, a não ser Kyla, a nova vizinha da frente, que, entrando devagar nas suas vidas, consegue repor algum equilíbrio, renovando alguma esperança perdida, incluindo na sua própria vida. Juntos inventam momentos fugazes de alguma felicidade que quase fazem esquecer o passado desajustado e violento de Steve. <br />Escrito e realizado por Xavier Dolan, Mamã é um redentor elogio à figura da Mãe que merece um enorme aplauso por parte de todos os que admiram o Cinema. Mais uma vez Dolan cria uma oportunidade de introspecção que não podemos deixar abraçar com uma intensidade dolorosamente real. Sendo o fulcro desta narrativa a Mãe de Steve, Dolan permite-nos mergulhar nestas três vidas onde a loucura, a felicidade, a mágoa e até a esperança andam de mãos dadas, misturando-se umas nas outras, de forma constante e permanente. <br />Reduzindo maioritariamente o formato da imagem a uma pequena faixa no centro do ecrã, Xavier Dolan foca a atenção do espectador nas emoções e sentimentos dos personagens, cujas representações sublimes e arrebatadoras são uma constante nesta obra. Estas imagens, quase retratos íntimos destas vidas, são apenas interrompidos em breves situações redentoras, em que renasce por breves instantes na narrativa alguma esperança, através da abertura da imagem para um formato alargado da imagem. <br />Esta obra de Xavier Dolan é apenas emoção pura, caos, alegria, ternura, desespero, transcendência, amor, esperança, loucura, e a redenção que só a morte permite. Apenas numa palavra, genial.
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Muito bom

Rui

Uma lição de representação (o rapaz tem cada momento!...) e de composição de uma película. O recurso ao ecrã quadrado e ao grande plano constante é magnífico.
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5 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

Xavier Dolan é um jovem realizador prodígio que, com apenas 25 anos, já vai no seu 5º filme, e tal como no caso deste "Mamã" todos os seus anteriores projectos foram calorosamente aclamados pela generalidade da crítica especializada (e multipremiados nos principais festivais de cinema), embora seja, igualmente verdade, que alimenta alguns odiozinhos de estimação devido ao seu estilo arrojado, histérico, excessivo e pop tanto ao nível do formato/aparato visual quanto do conteúdo (mas o engraçado é que estas mesmas características - também identificáveis nesta obra - são apontadas pelos seus defensores como sendo algumas das suas maiores virtudes - o que subscrevo e assino por baixo). No que a mim respeita, refira-se que este arrebatou-me logo aos 19 anos com o magnifico "Amores Imaginários" e conquistou-me em definitivo com "Tom na Quinta" - que estreou entre nós já no decorrer do presente ano. <p> A acção tem lugar num futuro próximo, ano 2015 (data em que entrou em vigor a "lei S-14", que estipula que os progenitores têm plenos poderes para, sem necessidade de recurso a qualquer decisão de índole judicial, institucionalizar crianças ou jovens com os quais tenham dificuldade em coabitar devido à sua natureza hiperactiva e/ou violenta), e inicia-se com uma "jovem" mãe viúva, que percebemos de imediato ser desestruturada, a ir buscar, contra a sua vontade (com a justificação de alegada falta de condições financeiras), o seu filho problemático a uma instituição psiquiátrica, da qual este acaba de ser expulso por mau comportamento. A partir desse momento entramos na espiral sem limites de um (des)amor atípico que caracteriza o quotidiano esquizóide/intimista de ambos, com oscilações entre o humor e o drama puro e duro (misturados com uma mestria tal que se num determinado momento estamos a rir no minuto seguinte damos connosco a sentir um forte nó na garganta). E no final acabamos sem conseguir emitir quaisquer juízos de valor em relação ao comportamento que virá a ser adoptado pela mãe, na medida em que tudo pode ser "relativo e questionável sobre diversificados prismas", o mundo não é "preto e branco", mas antes uma grande "área cinzenta" ... no entanto, algo é inquestionável, o amor/afecto que os une é algo de visceral! </p><p> Tal como em todos os filmes do Dolan, a música é uma das personagens principais (sempre um autêntico festival pop), todavia, neste caso em concreto, infelizmente, a banda sonora não é completamente arrebatadora (ou pode dar-se apenas o caso da expectativa ser demasiado elevada a este nível), o que não implica que não seja excelente. </p>
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Poderoso

L Cardoso

Filme duro, poderoso e tocante. Performances dignas de Óscar. <br />Condimentos para um bom filme!
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Eterno retorno

Luís Coelho

Acabei de o ver e adorei. O realizador trabalha, mais uma vez, a questão do conflito edipiano, e a "professora" que chega vem criar contenção onde parece só haver o "selvagem": resta o equilíbrio, que nao demorará muito até conhecer o seu estertor. O filme tem algumas imagens que roçam a perfeição "estética" e, de acordo com o ambiente do filme - os momentos de elevação vs. momentos de "queda" - o plano/ecrã vai aumentando ou diminuindo, coisa suprema que, confesso, nunca tinha visto ser feita da maneira como é feita neste filme.
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Mamã

Ana C

O realizador tem 25 anos e promete. A musica é actual, acompanha o argumento, as personagens são contagiantes. O enredo é pertinente. Muito bom.
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