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La Grazia

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Drama 133 min 2025 M/12 16/04/2026 ITA

Título Original

Mariano De Santis (Toni Servillo), Presidente da República de Itália, encontra-se na recta final do seu mandato. Viúvo, solitário e receoso de colocar em risco a credibilidade tão arduamente conquistada ao longo dos anos, hesita perante a promulgação de uma lei sobre a eutanásia e a concessão de dois indultos presidenciais. Enquanto se confronta com estas questões de forte peso moral e político, tem ainda de lidar com importantes assuntos do seu passado e com a filha Dorotea, também jurista, que o pressiona a tomar decisões.

Filme de abertura do 82.º Festival de Veneza, este drama sobre luto e arrependimento tem a assinatura de Paolo Sorrentino — autor de "Il Divo" (2008), "Este é o Meu Lugar" (2011), "A Grande Beleza" (2013), Óscar de melhor filme internacional, "A Juventude" (2015), "A Mão de Deus" (2021) ou "Parthenope" (2024) — e, para além de Servillo, conta com as interpretações de Anna Ferzetti, Massimo Venturiello, Milvia Marigliano, Orlando Cinque, Giuseppe Gaiani, Giovanna Guida, Alessia Giuliani, Roberto Zibetti e Linda Messerklinger. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

La Grazia, de Paolo Sorrentino: os benefícios da dúvida

Jorge Mourinha

O novo filme de Paolo Sorrentino é um one man show para Toni Servillo que não consegue fazer justiça às fascinantes questões que levanta.

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

A simples menção ao nome do realizador italiano Paolo Sorrentino alude no imediato a festim barroco de imagens estilizadas e garridas, captadas com recurso a vistosos malabarismos técnicos. Todavia, na sua recente obra, "La Grazia", deu uma inesperada "guinada", "cedendo" a um incomum realismo, eminentemente contemplativo (que lhe confere uma certa atmosfera de lirismo sereno), destituído de excessos cromáticos. A Palavra toma a primazia.

Coloca-nos, desse modo, face a um elegante e melancólico drama politico (algo filosófico) com laivos de irónica comédia agridoce que discorre sobre questões existencialistas inerentes ao exercício do poder ao serviço do Estado (até que ponto os pressupostos éticos/morais individuais, as experiências pessoais vivenciadas no passado e/ou as meras estratégias de índole "politiqueira" condicionam as tomadas de decisão?), nomeadamente quando o executor está perante um "fim anunciado" (neste caso, um final de mandato) e, consequentemente, não tem interesse em levantar ondas que manchem o seu curriculum na História.

Ambientado quase integralmente no Palácio Quirinal em Roma, acompanhamos os últimos meses de trabalho de um (fictício) Presidente da Republica de Itália (interpretado pelo actor fetiche do cineasta, Toni Servillo, que sustenta o filme com uma sobriedade e economia expressiva impressionantes). Um democrata cristão humanista e íntegro ex-juiz do tribunal constitucional (pouco dado a rupturas ou a tomadas de decisão potencialmente impopulares - motivo pelo qual é unanimemente aclamado pelo povo), viúvo solitário (incapaz de esquecer a falecida amada, apesar de atormentado por uma infelidade ocorrida há 40 anos) e esfíngico (avesso a extravasar quaisquer emoções, mesmo no seio do seu restrito ciclo relacional), que se vê moralmente confrontado com a "tirania da incerteza".

Estes dilemas ser-nos-ão explanados pela auscultação, em voz off, dos seus monólogos internos. Deverá, como é seu apanágio, não tomar qualquer decisão sobre a lei da eutanásia (refugiando-se nos infinitos meandros da lei), ou não emitir qualquer parecer acerca do indulto a dois detidos, deixando tais "chatices" para o sucessor? @jmikecosta

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La Grazia

Paulo jorge Mendes da Fonseca Furtado Roque

Sublime.

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