Cinecartaz

Gato

Verdade sobre um dogma familiar…

“Black Swan” revelou-se uma verdadeira surpresa face à imagem dogmática por mim criada, de acordo com as várias opiniões que me transmitiram sobre o filme. Sem dúvida que a Natalie Portman desempenha muito bem o papel de uma personagem propícia a excelentes desempenhos. Nunca tendo sido uma actriz fabulosa, consegue passar enorme intensidade e emoção, em especial nos momentos finais do filme. Houve instantes em que o visível desespero em busca da perfeição é o desepero de quem assiste deste lado. Esta éi uma das melhores visões cinematográficas sobre a alienação e desorganização física e emocional provocada por aquele que é um dos maiores dogmas da nossa sociedade. O papel de Mãe. Em Black Swan, o realizador Darren Aronnofsky, conseguiu conduzir-me pela desorientação e enleamento entre realidade e ficção que vitimizava a bailarina Nina Sayers, uma personagem presa e pressionada no seu viver. E somos mentes confusas e amonitadas neste violento desencontro. Excelente reinvenção da obra de Tchaikovsky, naquilo que é exteriorizar o nosso lado obscuro. A luta pela entre o Bem e o Mal. Este é um filme que incondicionalmente roda à volta da imposição do Mal perante o Bem, e vice-versa. O Branco e o Negro. Duvidamos sobre o que é o Bem. Por mim, classifico o “Black Swan” com um Muito Bem.

Publicada a 07-03-2011 por Gato