Sombras da Escuridão

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Comédia 113 min 2012 M/12 10/05/2012

Título Original

Dark Shadows

Sinopse

Nos finais do séc. XVIII, Barnabas Collings era um jovem aristocrata rico e atraente que julgava ter o mundo aos seus pés. Até conhecer Angelique e desprezar o seu amor. É então que os poderes ocultos da rapariga se revelarão fatais. Ela, que não é mais do que uma poderosa feiticeira negra, transforma-o num vampiro e enterra-o vivo. Duzentos anos volvidos, ele é inesperadamente libertado do seu túmulo, acordando na mansão familiar, no espantoso mundo do séc. XX. Agora, vai conhecer a sua excêntrica linhagem e reaprender a lidar com o génio de Angelique que, ao regressar com ele, fez ressuscitar o seu amor obsessivo.<br />Realizado por Tim Burton e abrilhantado por Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Michelle Pfeiffer, Eva Green, Christopher Lee e Chloë Grace Moretz, o filme é uma adaptação da série homónima que, entre 1966 a 1971, foi transmitida pelo canal americano ABC e que contava as aventuras da família Collins. PÚBLICO

Realizado por

Tim Burton

Elenco

Johnny Depp, Chloë Grace Moretz, Christopher Lee, Helena Bonham Carter, Eva Green, Michelle Pfeiffer

Críticas Ípsilon

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Jorge Mourinha

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O vampiro, o vermelho e a Green

Luís Miguel Oliveira

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Críticas dos leitores

Fernando Oliveira

Há uma contradição importante entre o Cinema de Tim Burton e a história contada em “Dark shadows”: o realizador quase nunca foi capaz de transmitir qualquer romantismo (de romance, amor e paixão entre dois personagens) nos seus filmes, mesmo quando eles o pedem, e o contado neste filme são essencialmente duas grandes histórias de amor. Basta lembrar-nos de “Dracula” de Coppola, filme cuja narrativa tem muitos pontos de contacto com este (também aqui alguém que perde o seu grande amor, atravessa os séculos para o reencontrar personificado noutra), e percebemos que o lirismo apaixonado, o fôlego quase operático e os estremecimentos emocionais e eroticamente febris das personagens de Vlad e Mirna desse filme não encontram qualquer paralelo neste filme de Burton – não acreditamos na paixão entre Josette/Victoria e Barnabas, e Burton diverte-se demasiado com a relação deste com Angelique para a levarmos a sério. <br />Mas também é verdade que, como em muitos filmes do realizador, este contorna esta fuga ao romantismo com uma mistura magnífica entre o negrume do seu mundo de fantasia, e o riso transmitido pelo absurdo das situações e das inacreditáveis personagens. Baseado numa série televisiva criada por Dan Curtis e transmitida nos finais dos anos 60, “Dark shadows” é assim um fabuloso divertimento, um prodígio de invenção visual que se aproveita de todo o imaginário criado pelo autor, mas onde já se começava a sentir que essas semelhanças e citações a outros filmes do realizador espelhavam algum cansaço (parece-me ser esta a palavra). Há ideias extraordinárias – o psicadelismo tardio da Collinsport de 72 e o M de McDonalds a significar, para Barnabas, Mefistófeles; há a sexualidade da personagem de Angelique e a raridade do erotismo no cinema de Burton (Angelique a despir as cuecas vermelhas para a deixar sobre a cara de Barnabas na sua prisão de séculos, ou mesmo a forma como filma Carolyn, uma espécie de Lolita burtoniana); o filme é artisticamente extraordinário – a arte de Burton, a fotografia; os cenários e o guarda-roupa; a música de Danny Elfman; há desempenhos extraordinários – Johnny Depp como Barnabas, Eva Green e Michelle Pfeiffer, Jackie Earle Harley, ou a magnífica Chloë Grace Moretz; continua a ser um filme que alimenta de forma notável a nossa imaginação e a nossa capacidade de nos maravilharmos. Poderia ter sido uma visão de Tim Burton duma mistura do citado “Dracula” com, (sei lá?), talvez o “Ai no korîda” do Ôshima (a vertigem do sexo, do amor e da morte) mas não deixa de nos fazer sentir que é mais do mesmo, admirável, mas mais do mesmo. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt"

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Bárbara Pimenta

<p>Queria muito ir ver este filme mas só esta disponível em Lisboa e Caldas da Rainha... Nem acredito.</p>

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Nazaré

É um filme giro, 100% no estilo fantasista de Tim Burton. E, em contraste com a moda de vampiros que para aí anda, é uma história com nível e que entra pouco em superpoderes da treta (excepção para a "batalha" final, um deslize muito lamentável onde nem faltam lobisomens temporários). A personagem de Johnny Depp, anacrónica no comportamento e na linguagem, mas lúcida e apaixonada, presta-se a momentos de humor deliciosos nas cenas com Michelle Pfeiffer ou Helena Bonham Carter, excelentes actrizes. Eva Green é a "bruxa" que o herdeiro do potentado Collins em tempos rejeitou, com consequências um bocado... pesadas para os Collins, e a etérea Bella Heathcote é o "anjo" que teve o condão de o cativar. Com estas duas o protagonista é bem mais convencional, mas a arte de Burton traz momentos adoráveis, por exemplo o coração partido e a cena na varanda.<br />Mas quem passa pelo tempo sem que o tempo passe por ele é, muito apropriadamente, Alice Cooper. Realmente, em 1972-3 ele parecia igualzinho. Vamos lá a ver quem é que aparece na sequela deste filme (Madonna?).

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Morticia

<p>Sempre considerei o Tim Burton um excelente realizador, dos meus favoritos... até hoje... a fugir a todos os registos já conhecidos, conseguiu alcançar uma comédia sustentada num argumento comum, o que salvou o filme foi a produção e o trabalho de ator.<br />Posso dizer que fui ao engano, e como tal as minhas expectativas caíram por terra, se fosse preparada para ver a "Família Adams" ou um filme Disney, possivelmente teria gostado ou melhor... teria visto em casa.</p>

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S.M

Apesar de não achar que é o melhor trabalho do realizador, é um bom filme. É algo que tem de ser visto tendo em conta a sua "visão", da qual já nos tem vindo a habituar.

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Francisco Zuzarte

<p>Tim Burton. Ou se gosta ou se detesta. Eu gosto. Não de todos os filmes que fez mas a grande maioria. Este será porventura o que, sendo "louco" como todos ou quase todos, lhe falta uma pitada de loucura, compensada, entre outras, pela cena de amor, acreditem que sim, onde se destrói um escritório. Se ficaram curiosos não percam, senão vejam com o espirito Tim Burton.</p>

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Mariana Viegas

<p>Quem ainda não foi ver, vá. Este é daqueles filmes que temos de tirar as nossas próprias conclusões para saber se é bom ou mau. No meu caso adorei, pois fui com o objectivo de tentar perceber a visão de Tim Burton. Adorei os cenários e o Johnny Depp foi brilhante desde o princípio ao fim, também adorei a prestação das actrizes Eva Green e Bella Heathcote. Não liguem às críticas e vão ver com os próprios olhos.<br /><br />"Dark Shadows" é melhor do que "Alice in Wonderland".</p>

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MIGUEL COSTA

<p>O filme, que é uma adaptação de uma série televisiva norte-americana dos anos 60 (que tem por base a história de um jovem abastado do séc. XVIII, cuja vida sofre uma reviravolta de 180º graus, devido à maldição lançada por uma bruxa ciumenta que o transforma num vampiro e provoca a morte daqueles que este mais amava - por não suportar que o seu coração pertencesse a outra) não consegue assombrar (embora seja suposto ser um conto de terror gótico) nem deslumbrar (o realizador opta por um humor ligeiro, deixando de parte a comédia absurda, registo no qual costuma "dar cartas"). <br />De facto, "Sombras da Escuridão" tem uma história algo simplória e sofre de uma falta de foco na narrativa (explora pouco os "temas", nomeadamente, as diferenças culturais, que poderiam dar excelentes gags, resultantes do hiato de 2 séculos em que o personagem principal esteve fechado num caixão sete palmos abaixo de terra - dado que este apenas retornou ao contacto com o mundo dos vivos em 1970) e não surpreende (falhando sobretudo no final, que parece ter sido "cozinhado à pressa e com poucos temperos"), dando origem a um produto morno, que poderia até pender para a categoria B se não fosse o toque à la Burton.<br />Resta-lhe o esplendor visual (todo o universo mágico de Tim Burton está lá) e o seu actor fetiche, Johnny Depp (que, como sempre, está deslumbrante, desta feita no papel de um sedutor vampiro pop).<br />Em suma estamos em presença de um filme menor de um realizador que nos habituou a "grandes clássicos". Espero que o seu próximo "Franklesteen" nos faça esquecer este seu "tropeção".</p>

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Rui Pedrosa Franco

<p>Não sendo um filme que fique para a posteridade como um clássico do mestre Burton é, todavia, uma ótima fita, plena de cor, ação e diversão. Burton é um "autor" mas, felizmente para todos nós, é americano. Ufa...</p>

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