Olhos Grandes

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Drama 106 min 2014 M/12 26/02/2015

Título Original

Big Eyes

Sinopse

<div>Margaret (Amy Adams) era uma mãe solteira tímida e insegura que se exprimia através de pinturas de crianças com olhos tristes e exageradamente grandes. Em 1955, casou-se com Walter (Christoph Waltz), um homem ambicioso que lhe prometia uma vida tranquila. Quando ele se apercebeu das potencialidades artísticas da sua jovem mulher, decidiu dedicar-se de corpo e alma à venda dos quadros dela, publicitando-os como se fossem criações suas. Margaret, em nome de Walter Keane, tornou-se assim uma das artistas mais populares das décadas de 1950 e 60, com retratos encomendados por famosos do mundo inteiro, como Natalie Wood, Robert Wagner, Kim Novak, Liberace, Zsa Zsa Gabor, Joan Crawford, Jerry Lewis, Dean Martin, Helena Bonham Carter, Adlai Stevenson ou o casal John e Carolyn Kennedy. Até que a chocante verdade acaba por vir a público: o mérito de todo aquele sucesso não pertencia a Walter, mas à tímida Margaret, que durante todos aqueles anos se tinha escondido na sombra de um marido autoritário…</div><div>Com argumento de Scott Alexander e Larry Karaszewski, e realização de Tim Burton, um filme inspirado na verdadeira história de Margaret Keane.  PÚBLICO</div>

Realizado por

Tim Burton

Elenco

Christoph Waltz, Jason Schwartzman, Krysten Ritter, Amy Adams

Críticas Ípsilon

O infinite Burton

Vasco Câmara

Este Burton sotto voce consegue falar mais do que os últimos filmes do cineasta, que se limitaram a reproduzir a imagem de marca.

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Sem identidade

Jorge Mourinha

O novo filme de Tim Burton desbarata uma história intrigante num objecto anónimo e funcional.

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Críticas dos leitores

Mike

Em “Big Eyes” Burton homenageia a sua amiga pintora, sem ofender ninguém, nem esmiuçando as profundezas da sua personalidade (provavelmente para não a ofender também a ela!). É um tributo simpático que tenho a certeza que a própria gostará, bem como os fãs da sua arte e um público ou mais infantil, ou que esteja numa noite de semana no sofá em casa à procura de uma drama de vida despreocupado na TV, para ver sem grande atenção e adormecer no final, para nunca mais recordar. “Big Eyes” é desse tipo de filmes. Suponho que também tenha que haver desses. Senão ao som de quê adormeceríamos no sofá? <br /> Mais sobre o filme em: <br /> eusoucinemapt.blogspot.pt/2015/03/big-eyes.html

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Nazaré

<p>Esta fita abre logo a falar daquele que é o seu verdadeiro tema: a condição da mulher não há muitas décadas atrás. Casar era, na prática, aceitar uma servidão ao marido para o resto da vida... a não ser que houvesse divórcio. Curioso como teve de ser com Tim Burton a pegar na realização que o projecto finalmente foi para a frente, e com ele veio a actriz principal, Amy Adams, uma artista cheia de talento que consegue, com o seu olhar sempre expressivo, impressionar ainda mais que os olhos enormes dos bonecos que Keane pintava. </p><p>E esses, se eram expressivos por sua conta! (Temos oportunidade de ver no filme as variações dum mesmo tema que são sempre tão interessantes e tocantes, independemente do que o establishment da crítica achasse na altura). E não pode deixar de referir-se Christof Waltz, um actor de rara capacidade (lembra-me tanto Geoffrey Rush!), que faz um contraponto sublime com Adams. Só para ver os dois actuar já merece a pena ir ver.</p>

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Francisco Zuzarte

Para se ver Amy Adams está-se sempre pré disposto. Para ver um trabalho de Tim Burton. Para se ouvir a musica da Danny Elfman sempre presente também. Só que há trabalhos que quando querem fugir a uma "formula" nem sempre resultam. "Big Eyes" não desilude mas não convence.

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Pedro Brás Marques

«Os olhos são o espelho da alma» dizem. «When I look into your eyes I swear I can see your soul», cantavam os James. «Olhos que não vêm, coração que não sente», sentencia o povo. A verdade é que não faltam máximas sobre os olhos, porque, realmente, não mentem. <br /> <br />Em «Olhos Grandes», Tim Burton foi recuperar uma história em que os olhos são fundamentais. Porque se eles transmitem a verdade, o casal Walter e Margaret não tinha passado pelo calvário de sofrimento e mentira que passou. Porque se ele, um burlão, teve a fama e a exposição pública pelos quadros que dizia serem seus mas que, afinal, eram obra da sua mulher, ela pagou caro por essa submissão ao marido e à monstruosa mentira por ele montada. Não é que aquelas pinturas fossem realmente arte, aproximando-se perigosamente do “kitsch”, mas lá se aguentam acima da mediocridade geral e os olhos das crianças são do mais manipulador que pode haver. Mas, de tão grandes que eram, ninguém conseguiu perceber que não eram os olhos de Walter, mas de Margaret… <br /> <br />Este é um filme algo atípico na carreira dum dos últimos criadores de Hollywood, Tim Burton. O tema da dupla vida já tinha sido aflorado em alguns filmes, nomeadamente na sua obra-prima “Eduardo Mãos de Tesoura” e, claro, nos “Batman”, sem esquecer “Sweeny Todd”. A revelação da verdade pode ser trágica, é verdade, mas em “Olhos Grandes” é a salvação, a única saída possível perante a ganância e a obsessão de Walter. Até por isto, este é um filme algo singular na obra de Burton, sem esquecer que falta aqui muito da sua imagem de marca decorrente duma imaginação singular e do apreço por temáticas negras e fantásticas. Se Amy Wood mostra-se excelente no papel da sofrida, arrependida, frágil e delicada Margaret, já Christoph Waltz está insuportável no papel de Walter. Cabotino, excessivo, sem graça alguma, atingindo o ridículo na sua prestação final no Tribunal. <br /> <br />Salva-se, ainda, o genérico, mais um brilhante exercício de coreografia mecânica, a sequência do supermercado (Burton em estado “puro”!) e o bairro onde Margaret reside no início do filme que nos faz suspirar por “Eduardo Mãos de Tesoura”. Tirando isso, pouca mais merecerá referência. O que não torna mau “Olhos Grandes”, mas nada acrescenta, nem à carreira de Burton e muito menos ao espectador.

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Luís Telles

O tema da relação entre a “arte” e as “massas” tinha “pano para mangas”, mas o saloio do Tim Burton veste a pele da indefensável Margaret Keane, autora de pavorosas pinturas de criancinhas de olhos gelatinosos com cãezinhos e gatinhos ao colo, reduzindo-o a um assunto mesquinho e doméstico. Christoph Waltz é, uma vez mais, insuportável.

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JOSÉ MIGUEL COSTA

"Olhos Grandes", que considero uma das grandes decepções cinematográficas do ano, é um drama inspirado em factos reais (sobre uma grande mulher por trás de um pequeno homem), simples (por vezes, a roçar o simplório), naturalista, convencional (embora se note um certo esforço, que resulta infrutífero, para mascará-lo numa fábula sobre o valor da verdade), linear (quase esquemático), previsível e, o mais grave, impessoal (poucas são as cenas em que faz o favor de nos brindar com o seu cunho pessoal inimitável). De facto, este Tim não é nada Burton (infelizmente, pois "o outro" é tão somente um dos meus realizadores fetiche)! Onde está o seu universo fantástico de estética "gótica fofinha"? E os líricos e metafóricos "contos de fadas do subúrbio" povoados por encantadores personagens bizarros? E o humor negro e irónico? E o Johnny Depp ou a Helena Bonham Carter? Como se não nos bastasse o pai natal não existir, ainda levamos com mais esta facada no nosso "imaginário de criança"! <br /> Que ideia foi esta de fazer cinema de "gente grande"? Estará a tentar renegar o seu complexo de Peter Pan? <p> </p> Eu sou completamente liberal, mas há coisas em que a tradição tem que continuar a "ser o que era", por isso afirmo: "Volta Burton, (ainda) não estás perdoado"!

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