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A Noiva Cadáver

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Animação, Comédia 76 min 2024 M/12 22/12/2005 GB

Sinopse

Numa pequena vila vitoriana, reprimida e melancólica, no século XIX, prepara-se o casamento de dois jovens tímidos que ainda nem se conhecem. Victor (voz de Johnny Depp) é filho de Nell e William Dort, um casal que enriqueceu com a indústria das conservas de peixe e aspira a ascender, apesar da sua falta de classe, à alta sociedade. Victoria (voz de Emily Watson) é filha de Mandeline e Finis Everglot, aristocratas de boas famílias, cheios de classe, bom nome e posição social, mas sem um tusto. Para contentar ambos os casais, os Dort e os Everglot resolvem casar Victor e Victoria. E apesar da timidez e contra todas as expectativas, Victor e Victoria apaixonam-se. Mas no ensaio do casamento, Victor atrapalha-se durante os votos e o padre manda-o decorar o texto. Victor embrenha-se então na floresta enquanto vai ensaiando os votos e quando já sabe tudo de cor enfia a aliança numa raiz de árvore. É então que uma bela noiva cadáver (voz de Helena Bonham-Carter) assassinada surge da terra para reclamar o seu noivo e arrasta Victor para a Terra dos Mortos. No entanto, apesar dos mortos serem bem mais divertidos e animados que os vivos, Victor só pensa em fugir da Terra dos Mortos e voltar para os braços da sua noiva Victoria. Depois de nos ter posto a todos a cantar com os Oompa-Loompas em "Charlie e a Fábrica de Chocolate", Tim Burton volta à animação com esta "Noiva Cadáver" (quem não se lembra de "O Estranho Mundo de Jack" que já encantara outros Natais?).

 

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Críticas dos leitores

A Noiva Cadáver | 4*

Frederico Daniel

<br /> <br />Eu gostei bastante da sua história e recomendo vivamente, é um filme para rever um dia. <br />
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Tim Burton rulez

Luzi0

Este filme é sem dúvida um dos melhores de Tim Burton... Toda a sua imaginação e criatividade estão bem presentes nesta encantadora história. De facto, chegamos ao fim do filme e pensamos: "Ohhhh, já acabou! :( ". Adorei!
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E foram felizes para sempre

Fernanda Lamy

Confesso que sou fã do Tim Burton, devo ter visto quase todos os seus filmes. O modo como apresenta (satiriza, mais concretamente) a realidade e as relações humanas é muito seu e quase sempre surpreendente, fazendo-me continuar a achar que o génio humano é pura e simplesmente ... fabuloso. Após a espantosa metáfora caricaturada da vida actual, extremamente real, mordaz, subversiva até, que foi o delicioso "Charlie e a Fábrica de Chocolate", este "A Noiva Cadáver" é, além de um encanto para os olhos e os ouvidos, um fabuloso regresso ao mundo encantado dos contos maravilhosos e neste ponto ambos os filmes se juntam, provando, se necessário fosse, o interesse de Tim Burton pelos topoi do imaginário tradicional (relembre-se o já clássico "Eduardo, Mãos de Tesoura").<BR/><BR/>Assim, não será Charlie o arquétipo do menino ideal (que já não existe, obviamente, irreal como toda a sua vida e família), entrando, por isso, para o leque das personagens míticas: bom filho, bom neto, sensato, demasiado maduro para a idade, obediente, altruísta, generoso, sincero, digno e, claro, pobre, um dos típicos heróis dos contos de fadas (aliás, toda a história é apresentada como tal: o incipit "Era uma vez..."; o protagonista (Charlie) é um ser dotado de características que se apresentam excepcionais se tivermos em conta a realidade que o filme pretende satirizar, tem uma vida miserável, passa por uma série de privações e provas ultrapassando-as – todas as tentações apresentadas por Willie Wonka, grande oponente, sobretudo a final, ser o herdeiro da sua fabulosa fábrica – o "happy end" e a moral da história, com a recompensa do herói, por se ter mantido firme nos seus objectivos e demonstrado carácter digno.<BR/><BR/>Do mesmo modo, também a fábula narrativa de "A Noiva Cadáver" se constrói com base na típica estrutura dos contos tradicionais enunciada acima, embora com algumas inversões/subversões, ou não fosse este mais um produto da "mazinha" e fértil imaginação de Burton. Ao contrário de "Charlie...", não há n'"A Noiva..." um núcleo familiar protector e seguro, bem pelo contrário. É assim que nos aparecem as feias e distorcidas figuras dos pais de Victor e Victoria, cujo aspecto acompanha o intelecto, desprovidos de qualquer sentimento paternal e, sobretudo, maternal, castradores até ao âmago, verdadeiros "maus da fita", que queremos ver castigados sem perdão. (Digam lá se isto não é subversivo?)<BR/><BR/>Aliás, de toda a família presente na boda de casamento de Victoria com o execrável conde Barkis, não há ninguém que não seja fisicamente disforme, o que não é nada abonador dos "belos laços familiares", que são cada vez menos o suporte da sociedade (des)humana em que vivemos. É que são eles que estragam tudo, ao contrário dos mortos, que se divertem "à grande e à francesa", com uma boa disposição hilariante e contagiante, cantando a plenos pulmões (salvo seja) e "cheios de ...vida" que "se os vivos soubessem como é a morte, não quereriam estar vivos". É este "mundo às avessas" paralelo mas espantosamente ético, este Além metamorfoseado em cabaret dos anos 20, que apanha o espectador desprevenido e o prende irremediavelmente ao écran.<BR/><BR/>Presos também foram os nossos heróis, Victor e Victoria (duas faces da mesma moeda, duplos um do outro, embora de sexo inverso), numa teia de negros acontecimentos (mais negros do que a noite em que tudo se passa - não temos um "Sonho de uma Noite de Verão", mas antes um terrível pesadelo). Contudo, à semelhança de Charlie, o par heróico a tudo consegue sobreviver, ultrapassando as dificuldades que vão surgindo, mantendo-se firme, digno e autêntico nos seus sonhos (o seu aspecto físico é bem mais agradável do que o dos outros, embora aqueles olhos... enfim...), conquistando o merecido "happy end" (até o necessário desaparecimento de Emily é tranquilamente poético e lindíssimo), deixando-nos com um sorriso nos lábios e, quiçá, uma lagrimazita no canto do olho, as estereotipadas reacções a uma história como esta (mas as mais genuínas, não?).<BR/><BR/>Laços familiares completamente corrompidos e deturpados, um mundo cinzentão e aterrador, um sobrenatural espectacularmente colorido, vivo e alegre... é caso para dizer: e agora, quando será o próximo filme? Fico ansiosamente à espera.
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Óscar

Duarte Lima

Sem dúvida que vai ganhar o Óscar de melhor filme animado!
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As arestas polidas do analógico

kalash (pontasemno.blogspot.com)

o idiossincrático universo de Burton numa animação de base "analógica", onde os meios superam os fins. Um mimo, mais para os olhos do que para a mente.
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Gostei mas non troppo

Hugo Char

Bom filme, mas as apresentações prometiam mais. "O Estranho Mundo de Jack" continua a ser melhor. Falta, talvez, um maior envolvimento das personagens com o espectador. Assim, o filme torna-se um pouco cru, muito rápido e simplista.
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Não gostei

Andreia Rocha

Pois é: não gostei das músicas, o filme era muito "negro" e sinceramente não gostei de nada. Não digo que algumas partes não foram fixes porque até foram, mas houve muita parte que não gostei. A história em si era fixe mas o filme mesmo, não gostei. É o meu comentário. E um conselho, se estiverem em dúvida entre um filme muito fixe e este: escolham o fixe porque este, fiquei arrependida de o escolher.
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Magnífico

Joana Mendes

A grandeza de Tim Burton regressa! A noção mais pura de animação... A não perder!!
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Não gostei

n.d.

Eu sinceramente não gostei, li muitos comentários e a sipnose do filme e parecia fixe, mas afinal não é nada daquilo que eu estava à espera. Mas se quiserem ver vejam, há sempre gostos diferentes.
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Excelente

João Salvado

Um grande filme do "génio", Tim Burton, recomendo mesmo muito.
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