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Pai Mãe Irmã Irmão

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Comédia Dramática 110 min 2026 M/12 08/01/2026 FRA, EUA, ITA, ALE, IRL

Título Original

Leão de Ouro na 82.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, este filme realizado e escrito por Jim Jarmusch divide-se em três partes — Pai, Mãe e Irmã, Irmão — e fala-nos sobre os laços que resistem à distância e ao passar do tempo. Ao longo das três histórias, acompanhamos breves encontros entre pais, filhos e irmãos, em diferentes contextos e lugares. As situações são simples, por vezes banais, e o seu sentido é construído a partir de pequenos gestos e do muito que fica por dizer. Como nos relembra uma das personagens a propósito das dificuldades de relacionamento e comunicação entre familiares, “podemos escolher os nossos amigos e amantes, mas não a família”.

Em termos geográficos, "Pai" decorre em New Jersey; "Mãe", em Dublin; e "Irmã, Irmão", em Paris. O elenco reúne Tom Waits, Adam Driver, Mayim Bialik, Charlotte Rampling, Cate Blanchett, Vicky Krieps, Indya Moore e Luca Sabbat. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Tudo em família: Pai Mãe Irmã Irmão

Jorge Mourinha

Apesar do Leão de Ouro de Veneza, Pai Mãe Irmã Irmão é um Jarmusch “menor” que só na recta final revela aquilo de que o cineasta americano é capaz no seu melhor.

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

O filme “Pai Mãe Irmão Irmã” (vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza) marca o regresso de um dos Mestres do cinema indie norte-americano, Jim Jarmusch (que neste caso acumula os papéis de realizador, argumentista e co-autor da excelente banda sonora), acompanhado por uma constelação de estrelas (Adam Driver, Cate Blanchett, Tom Waits, Charlotte Ramplingt, Luca Sabbat e Vichy Krieps).

Uma subtil e minimalista comédia dramática, num registo de “realismo lírico” impregnado de uma elegante dose de humor melancólico, sobre as dinâmicas relacionais “postiças” (in)existentes no seio familiar. A sua narrativa simples e pausada (quase “anti-acção”) estrutura-se em três actos, cada um dos quais com três histórias distintas (que ocorrem no espaço privado de uma família nuclear) sem qualquer relação entre si, a não ser pela temática (a afectividade – ou falta dela – entre elementos que apenas continuam conectados devido aos laços de sanguinidade que os unem) e por deliciosos pequenos pormenores estilísticos (propositadamente insignificantes) que se repetem (por ex, a passagem fugaz de skaters em câmara lenta ou um dos personagens possuir um relógio Rolex – e tal ser alvo de discussão).

Cada capítulo decorre num país diferente: “Pai” (que coloca em interacção um excêntrico progenitor idoso isolado com os seus dois filhos, após 2 anos sem qualquer contacto) tem lugar no nordeste dos EUA; “Mãe” (que nos insere no seio do ritual de chá que marca a reunião anual entre uma fria mãe famosa e as respectivas filhas) em Dublin; e “Irmã Irmão” (dois gémeos que se reúnem para dividir os despojos dos “desconhecidos” pais falecidos) em Paris. @jmikecosta

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