Blade Runner 2049

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Thriller 163 min 2017 M/16 05/10/2017 EUA, GB, CAN

Título Original

Blade Runner 2049

Sinopse

<div>A acção decorre na Califórnia (EUA), em 2046. Neste mundo existem "blade runners", agentes da Polícia especializados em distinguir e capturar replicantes – humanóides criados artificialmente para serem usados como escravos – dos verdadeiros seres humanos. Quando o agente 'K' descobre um segredo que poderá levar à destruição da Humanidade, resolve procurar Rick Deckard, um antigo "blade runner" que há três décadas se encontra desaparecido e que parece ser a única pessoa capaz de o ajudar a encontrar as respostas de que necessita…</div><div>Realizado por Denis Villeneuve ("Raptadas", "O Homem Duplicado", "Sicário - Infiltrado", "O Primeiro Encontro") e escrito por Hampton Fancher e Michael Green, é o filme-sequela de um dos mais importantes títulos de ficção científica de todos os tempos. Lançado pela Warner Bros e realizado por Ridley Scott, "Blade Runner: Perigo Iminente" (1982) adaptou ao grande ecrã o romance "Do Androids Dream of Electric Sheep?", da autoria de Philip K. Dick. Esta nova história, com Harrison Ford de novo na pele da personagem que encarnou em 1982, conta também com a participação dos actores Ryan Gosling, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Carla Juri, Mackenzie Davis, Barkhad Abdi, David Dastmalchian, Hiam Abbass e Jared Leto. PÚBLICO</div><div><br /></div>

Críticas Ípsilon

Blade Runner 2049: ainda mais dependente do look

Luís Miguel Oliveira

Blade Runner 2049 é a re-ilustração do original, ainda mais dependente do look mas com uso menos imaginativo do cenário (e com muito menos noir), e os “temas” colocados como campaínhas que tocam periodicamente,

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Blade Runner só há um, o original e mais nenhum

Jorge Mourinha

Por mais que quiséssemos gostar desta sequela tardia e supérflua, ela sucumbe sem apelo nem agravo ao peso das expectativas.

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Críticas dos leitores

Blade runner 2049

Fernando Oliveira

“Blade runner 2049”, tal como o filme de 1982, é uma reflexão sobre o esbatimento das fronteiras entre o humano e o artificial. Como seres biomecânicos, digitais ou virtuais ao integrarem aquilo que define o que é ser humano, a capacidade de sentir, se tornam em algo novo, tão fascinante como indistinto daquilo que é ser homem ou mulher. Mas são, também, filmes atravessados por histórias de amor tão intensas como trágicas. Neste filme há uma história de amor entre Joi (Ana De Armas, muito bela) e Joe (nome que é também uma prova desse amor, foi-lhe dado por Joi; a personagem interpretada por Ryan Gosling tem um nome tão mecânico como ele: K), um holograma e um andróide. <br />Há neste filme uma cena tão bela como triste: já depois da “morte” de Joi, enquanto caminha numa rua deserta, Joe é abordado por uma outra Joi gigante, projectada da parede de um edifício, publicidade ao produto que Joi também é; quando ela lhe diz as mesmas palavras que a sua Joi lhe dizia ao dizer-lhe que o amava. Esta cena sublinha o essencial da narrativa dos dois filmes: já nada separa o que é humano e o que é digital, Joi utiliza a sua programação para verbalizar um sentimento genuíno. Entre seres artificiais. Antes há outro momento lindíssimo quando Joi contrata um andróide, uma prostituta, para tornar física a sua paixão por Joe, quando a sua imagem holográfica se sobrepõe ao corpo do andróide, Joe toca neste mas vê Joi. Se aqui se quer espelhar os medos do nosso presente, a caminhada trágica para a desumanização das relações entre os humanos, não sei. Um futuro em que as relações entre máquinas serão mais intensas que as nossas. A nossa trágica vulnerabilidade descrita nesta troca. <br />A história contada em “Blade runner 2049” leva ao limite o fim dessa divisão entre o que humano e o que é artificial (são até muito poucas as personagens humanas deste filme, um filme que retrata como poucos aquilo que define o humanismo, tão desesperado que chega a doer). K é um polícia que captura ou destrói replicantes rebeldes e que descobre que houve uma criança que nasceu de Rachael, a mulher que amou e foi amada por Deckard no filme de 1982, uma esperança simbólica para todos os replicantes, que como todos os outro seres artificiais nesta sociedade distópica, são usados e abusados pelos humanos, e que querem apenas “ser” (até Luv que mesmo na sua cruel qualidade mecânica chora quando inflige o mal nos outros). Uma criança que cresceu e que é uma ameaça. A demanda de Joe balança entre a procura, a sua relação com Joi, e a certeza que vai adquirindo que ele foi essa criança. E embora o filme seja uma tragédia, acaba a voltar de forma feliz a “Blade runner”, Deckard encontra o fruto do seu amor por Rachael. <br />Denis Villeneuve depois do magnífico “Arrival” dá-nos mais um excelente filme sobre os conflitos do humano com o que lhe é estranho; onde as espantosas proezas técnicas não anulam a história Hampton Fancher, que tinha escrito o do filme de 1982, desta vez com a colaboração de Michael Greene, a assumpção de uma herança pesada resolvida de forma inteligente; onde os cenários deixam de ser apenas verticais, nocturnos, envolvidos por chuva constante, agora as cidades são intermináveis blocos sempre iguais, interrompidos pelos poucos arranha-céus que são as sedes das corporações, agora as cores são também os laranjas e os amarelos doentios, o nevoeiro cinzento, um mundo coberto pela poluição (é notável a fotografia de Roger Deakins). E gosto dos actores: Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Sylvia Hoeks e Ana De Armas. <br />Tal como o filme de Ridley Scott, não é um filme para amarmos incondicionalmente, mas é um filme bastante perturbante, um filme que gosta de contar uma história. Um filme com uma história triste, mas que nesta tristeza é também muito belo.
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Extraordinário!

Pedro Constantino

A melhor experiência de sempre que tive no cinema! Se gostaste do primeiro vais adorar este. Para apreciar este filme é necessária uma consciência estética, um lado direito do cérebro desenvolvido e uma sólida capacidade contemplativa (coisa que certos críticos e grande parte do público não tem). Imperdível pela sua beleza, significado e música, entre outras razões.
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Chato, politicamente correto e chato

Kristen

Mulheres crueis, poderosas, sem alma, homens obedientes, quando não inexistentes, computação gráfica de montao, acabou a imaginação - boooooring to death.
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Hollywood sério

Rui

Se vão à espera de cenas de ação com naves e tiros, escolham outro filme. Se vão à espera de serem transportados para uma distopia estranhamente familair e de embrenharem nos dilemas morais que um possível futuro noss criará (a semente dos quais parece estar a germinar nos dias que correm), então instalem-se confortavelmente e deliciem-se.
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Fraquinho

JR

Sequela com 35 anos de atraso só podia dar nisto. Filme demasiado longo de argumento confuso. Salvam-se o ambiente cáustico, o acompanhamento musical e o desempenho profissional de Ryan Gosling. Harrison Ford já devia ter pedido a reforma
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Muito bom

Elisa

O filme é óptimo, gosto impecável, e o Ryan Goslyn está muito bem. Excelente.. superou as expectativas. Eu sou fã incondicional do Blade Runner clássico. Quando ainda nem se levava a sério o filme. E neste sentido sou insuspeita ao dizer que este BR é óptimo. Não sou crítica, felizmente, mas sei ver quando uma coisa vale a pena e é um must. Dentro do género, claro. <br />Não apreciei a banda sonora. Gostei do som. Mas faltou música. E acho que a última cena - que é lindíssima - lucrou imenso com a inclusão de uma música da BS do BR anterior. <br /> <br />Sinceramente, não atinjo as percepções que leio aqui de alguns espectadores e dos críticos - estes últimos já nos habituaram a não valorizar as suas críticas. Há um lugar para este filme e para muitos outros que são mal vistos ou são vistos com preconceito, ideias feitas, etc.<br />Não há pachorra para essa mentalidade.<br />Vejam..! <br />E*
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Um dos piores filmes deste ano

Eduardo Lopes

Este filme é um dos piores filmes de ficção científica que alguma vez vi. Muito parado, muito insignificante, muito demorado. Bom para dormir. Já nem me lembro da história, mas lamento o dinheiro que gastei no bilhete.
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Excelente filme

Wilson Assis

Melhor que o primeiro... <br />Vale a pena assistir. Extraordinário
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Lindo

Paula

Quanta ironia o senhor LMO vir criticar Vileneuve por supostamente fazer questão de realçar a sua erudição cinematográfica e as suas referências, quando LMO não sabe fazer outra coisa nas suas críticas, muitas delas totalmente a despropósito (estou-me a lembrar de referir Straub na crítica a "Dunkirk"). No fundo, LMO está ao nível de Vileneuve. A diferença é que só um deles (o tal dos filmes "péssimos" e "assim assim" como "Sicario") será recordado.
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A ironia....

JL

A frase "mesmo a pedir para que se veja que ele viu, por exemplo, o seu Tarkovski" podia ser um resumo de toda e qualquer crítica do Luís Miguel Oliveira. Fazer referências A Jean Marie Straub, Griffith ou qualquer outro vulto do panteão costumeiro tudo bem, que um realizador o faça e apanhe o crítico sobranceiro de surpresa, alto lá com o charuto.
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