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Adeus à Linguagem

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Drama 70 min 2014 M/12 08/01/2015 FRA

Título Original

Adieu au langage

Sinopse

"A ideia é simples: uma mulher casada e um homem solteiro encontram-se. Amam-se, discutem, separam-se. Um cão erra entre a cidade e o campo. As estações passam. O homem e a mulher encontram-se outra vez. O cão entre eles. O outro é um. Um é o outro. São três..." É com estas palavras que Jean-Luc Godard descreve "Adeus à Linguagem", um trabalho que consiste, acima de tudo, numa experiência visual. 
Um filme dramático, escrito e realizado pelo iconoclasta cineasta de culto francês ("O Desprezo", "Eu Vos Saúdo, Maria", "Filme Socialismo"). Versa sobre uma relação amorosa e os seus ciclos de encontros, paixões e conflitos, sob a forma de uma narrativa visual intrigante e experimental. Para a construir, Godard recorreu pela primeira vez à tecnologia 3D numa longa-metragem. "Adeus à Linguagem" foi apresentado em competição no Festival de Cannes, em 2014, onde recebeu o prémio do júri, "ex aequo" com "Mamã", de Xavier Dolan.
PÚBLICO

Críticas Ípsilon

A linguagem é um vírus

Jorge Mourinha

Jean-Luc Godard continua a fazer o cinema cerebral que mais ninguém seria capaz de fazer.

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O melhor que tivemos

Luís Miguel Oliveira

Adeus à Linguagem, como todo o Godard de há pelo menos vinte anos, coloca-se num tempo “depois”, num tempo do fim, num tempo em que, definitivamente, já passou o que “tivemos de melhor”.

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Críticas dos leitores

Quem faz as sinopses?

Adriana S

Alguém que faz uma sinopse desse filme, se é que se pode chamar de filme, é um herói. Não é um filme. É uma zueira do Godard. Perda de tempo.
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Péssimo

Viktor

A melhor crítica desse filme é o número de pessoas que saem do cinema no meio da sessão. <br />Se cinema é obra de arte, Godard demonstra na prática que como toda regra, essa é uma exceção: <br />Trata-se de um deboche ou escárnio aos que gostam de cinema.
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Visualmente Instigante

Fabio Assis

O filme é um exercício estético em fotografia, uso de cores e, claro, a técnica do 3D. Não vá esperando nenhum formato convencional de história ou arcos com começo meio e fim, mas se você (como eu) se interessa bastante pelo aspecto técnico da arte do cinema, vai sair no mínimo intrigado. É incrível ver um diretor octogenário propondo novas ideias e formas de contar histórias com o uso do 3D de formas absolutamente diferentes de tudo que já foi visto. As cenas que dividem a "ação" na tela para cada um dos olhos é incrível, uma coisa que vai fazer muita gente pensar "como ninguém nunca pensou nisso???"... E o uso de camadas em alguns planos mostram de fato como 3D deveria sempre ser filmado. Como disse, é um exercício estético que já durante a projeção só conseguia pensar em uma classificação: "3D PORN" e No bom sentido! <p> Além do óbvio aspecto visual, Godard tb "brinca" com os sons em cada uma das cenas, dividindo-os somente para os canais frontais, traseiros, de esquerda ou direita talvez de forma a colocar o espectador mais "dentro" da ação cotidiana. Vale ver como ele foi concebido, em uma tela grande, em 3D (se possível em um framerate mais alto do que o normal) e em uma sala com excelente sistema de som, pra terem a "experiência" por completo. </p><p> De novo, recomendo muito, mas como exercício estético. "Adeus à Linguagem" não é um filme pra todos e é extremamente difícil já que a sua narrativa é praticamente inexistente. Mas certamente você não vai ver um filme em 3D da mesma forma de novo, e isso é uma coisa boa. </p>
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para sempre Godard

Vicente Franz Cecim

Adeus à linguagem: não ê só o título deste novo filme de 2014 do sempre jovem e luminoso no crepúsculo dos seus 84 anos Jean-Luc Godard. É também o que nos diz, desde o seu primeiro: A bout de soufle/Sem fôlego uma Voz interior silenciosa: - Sobre Godard, nada a dizer, calar - apenas agradecer por ele ter existido.
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Adeus à linguagem

Maria

O título tinha tudo para ser acutilaste e fértil em ideias mas, infelizmente, além do 3D que cansa, o filme torna-se uma manta de retalhos de ideias pouco inovadoras. Dar-lhe-ia uma estrela.
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Vago (para não dizer vazio)

Miguel Manso

O filme, a julgar pelo número de estrelas dos críticos, deve de ser muito bom, mas deve ser só para especialistas em cinema, porque o leigo que vá ver este filme sai de lá com a sensação de que assistiu a uma instalação bastante estranha e sem nexo.
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Adeus à Linguagem de Jean-Luc Godard

Vasco Mósa

Nesta sociedade de metáforas e consumo imediato, o ser humano já não consegue exprimir aquilo que sente, sendo necessário em breve, um interprete para conseguir comunicar. Com a escassez de tempo,perdemos também a capacidade de observar e refletir sobre aquilo que nos rodeia, restando-nos apenas ser autómatos e deixar-nos arrastar pela corrente.
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