Cinecartaz

José Miguel Costa

INCLASSIFICÁVEL

Com "O Livro de Imagem" Jean-Luc Godard tenta mostrar que aos 88 anos ainda consegue "filosofar cinema". Todavia, limitou-se a parir algo que, honestamente, mais não é que "anti-cinema" sem qualquer nexo (pura demência!).

Para dar corpo à sua premissa de que "o Homem pensa com as mãos", recorre exclusivamente à manipulação estética de dezenas de imagens do YouTube e pequenos fragmentos de filmes (saturados de cor, descolorados, deformados ou bruscamente interrompidos - "colados", sem qualquer lógica perceptível, numa amálgama visual grotesta) "comentados", em voz-off, com frases soltas (tanto básicas/ridículas como, alternadamente, intelectualmente pretensiosas) aparentemente sem sentido e interligação.
E no meio de tudo isto lá vai dissertando, igualmente, sobre os fundamentalismos e as guerras dos tempos modernos. "Dizem", que eu cá não "atingi tal não linguagem"... Até porque abandonei a sala ao fim de 40 minutos de projecção.

Publicada a 12-12-2018 por José Miguel Costa