Na Via Láctea

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Drama 125 min 2016 29/12/2016

Título Original

On the Milky Road

Sinopse

<p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt" dir="ltr"> </p>O realizador Emir Kusturica expande o seu segmento do filme de antologia "Words with Gods", de 2014, que não teve estreia em Portugal, para uma longa-metragem passada durante a Guerra da Bósnia. Tem no centro uma história de amor fantasiosa entre um leiteiro – o próprio Kusturica – e uma mulher servo-italiana interpretada por Monica Bellucci, mas atravessa três fases da vida da personagem principal.<br /> O filme inclui o típico realismo mágico do cineasta, com paisagens inacreditáveis, humor, energia, animais, música, diversão e tragédia no mesmo pacote, mas com mais efeitos especiais do que é normal. PÚBLICO<p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt" dir="ltr"> </p>

Realizado por

Emir Kusturica

Elenco

Sergej Trifunovic, Emir Kusturica, Monica Bellucci

Críticas Ípsilon

Kusturica em esforço

Jorge Mourinha

Há, é certo, algo de novo em Na Via Láctea – a presença, generosa e simbólica, de Monica Bellucci. Mas é um filme sempre “em esforço”.

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O último hurrah de Kusturica

Luís Miguel Oliveira

É uma óptima surpresa Na Via Láctea: a gravidade da “auto-consciência”, encenada num tom que tem mais a ver com um “último hurrah” do que com um exercício de auto-plágio.

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O regresso de Emir Kusturica com um cinema que não volta mais

Vasco Câmara

Há uma enorme melancolia, como se toda a promessa de reinvenção de Na Via Láctea não pudesse evitar o horizonte de perda. Está aqui um adeus.

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Críticas dos leitores

Fino Pinho

Gostei mais uma vez, porque é bom, e o que é bom nunca cansa nem é demais.

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Silva

Muito interessante. Um modo de nos dar a conhecer os horrores da guerra Bósnia-Herzegovina, suavizando-a com a história de amor, animais, música... Um filme de cineclube.

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EC

Retiremos toda a tralha pirotécnica dos filmes de Kusturica, marca registada do realizador, como a fauna variada, a música estrambólica e o grotesco até ao extremo. O que sobra é aquela velha formulazinha americana de filmar: as curvas da Monica Belluci, a piadinha idiota, a perseguição diabólica, o suspense de náufragos rumo a uma catarata… A tralha pirotécnica de Kusturica pode encher o olho à primeira, e é verdade que encheu o olhar de muita gente em "Underground", mas a matéria remanescente pouco mais é do que uma estrutura batida até ao tutano.

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Hailé Selassié Gomes da Silva

Incoerência, inverosimilhança, mau gosto, sentimentalismo piroso, uma espécie de delírio falsamente artístico com prazer garantido para quem se pela por tudo o que cheire a metáfora, por muito pateta que seja. Enfim, muito diferente da fórmula feliz (ainda que já gasta) das suas últimas comédias e, sobretudo, nem uma sobra da visão surreal, inteligente, original e honesta de filmes como o 'Underground'. Como conceito é interessante, mas falhado e se, em termos de imagem, tem momentos óptimos, é uma coisa desinspirada, forçada, vazia, com o seu quê de falso...

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JOSÉ MIGUEL COSTA

Kusturica avisa-nos logo nos créditos iniciais que "Na Via Láctea" baseia-se em três histórias reais e muita fantasia. E de facto, o constante delírio humorístico sádico-trágico (condimentado, como é seu apanágio, por um delicioso caos musical sérvio), em tons de realismo mágico, revela-se uma característica transversal do principio ao fim do filme, transformando, deste modo, o seu universo de sempre (a guerra da Bósnia) numa hilariante fábula de amor dos Balcãs. Tão mais encantatória se atendermos que a "princesa de serviço" é a Monica Bellucci, que encarna o papel de uma refufiada servo-italiana (perseguida pelo seu ex-marido) que, apesar de estar prestes a casar-se com um maléfico herói de guerra (que não conhece), se apaixona pelo leiteiro (interpretado pelo próprio Kusturica) que a sua futura cunhada tem debaixo de olho. <br /> <br />E com esta breve descrição espero ter-vos aguçado a curiosidade, pois VOLTÁMOS A TER KUSTURIKA (aquele dos tempos idos do "Underground").

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