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Inimigos Públicos

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Drama, Acção 141 min 2009 M/16 06/08/2009 EUA

Título Original

Sinopse

Durante os anos da Grande Depressão, existia em toda a população norte-americana, uma revolta generalizada contra os bancos por serem a causa da crise resultante da quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929. Apareceu então um grupo de gangsters, liderado por John Dillinger (Johnny Depp). Dillinger rapidamente conquistou a simpatia do público, tanto pelos seus assaltos a bancos como pelas épicas evasões da prisão, sendo considerado uma espécie de Robin dos Bosques da época. Depois de várias tentativas do Governo para o deter, J. Edgar Hoover (Billy Crudup), chefe do departamento do FBI que mais tarde se viria a tornar uma das maiores organizações de investigação do mundo, atribui a Dillinger a designação de Inimigo Público Número Um, entregando a Melvin Purvis (Christian Bale) a árdua tarefa de o deter. A perseguição, com vários sucessos e fracassos, terminaria com a morte de Dillinger, em 1934. <br />Michael Mann ("Heat - Cidade Sob Pressão", "Miami Vice", "Colateral") foi buscar inspiração ao livro do historiador e jornalista Bryan Burrough: "America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI". Fica a curiosidade: Johnny Depp e restante elenco usam chapéus feitos com feltro da fábrica Fepsa, de São João da Madeira. PÚBLICO

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Críticas dos leitores

Inimigo de si mesmo

Tony Montana

Que desilusão... quando finalmente achei que ia poder desfrutar de um bom "neo-clássico" dum género que tanto me atrai e que está sem dúvida em extinção (ou adormecido se preferirem)... Apanho com uma estucha descomunal de não sei quando tempo (não sei mesmo, saí a meio...) que o senhor Antony Mann - de quem eu já vi umas boas fitas - realizou encima de uma estória que até tem o seu interesse e com certeza muito sumo para espremer. Senhor Tony, que ideia é essa de querer filmar um clássico do filme noir em câmara digital? Foi o Budget que estava apertado? okok ...e o argumento? Podia ter caprichado um bocado mais, principalmente no que toca a diálogos... A montagem??? Sim, está horrível, desconexa e desinteressante... as personagens? Bem, pode se dizer que nem essa grande dupla Deep/ Bale consegue fazer o que quer que seja pelo seu filme... Obrigado Sr. Mann, por me encher de falsas expectativas e me defraudar dessa maneira. Os meus ricos cinco euros... Tsc Tsc
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E fez-se FBI

Nazaré

Pelo trailer andava desconfiado desta fita, cheirava a banalidades. Mas acabo por considerá-la boa, não tanto pelo duelo entre "inimigos públicos" que nos vendem nesse trailer, nem pela figura de John Dillinger, mas pelo contexto histórico da guerra ao "inimigo público" durante a Grande Depressão, com o FBI a tratar de eliminar o famoso assaltante de bancos (e, de caminho, Baby Face Nelson) como primeira missão. Para isso recorrendo ao agente todo-especial Melvin Purvis, e seus métodos científicos (incluindo um novo critério de recrutamento). E até podemos ver como o crime mais lucrativo afinal andava (como sempre andará) um passo à frente, dando-se até ao luxo de ajudar o FBI para se livrar do incómodo Dillinger, bem como certamente obter contrapartidas! Não é historicamente exacto em muitas coisas, mas no essencial é excelente pretexto para visitar estas realidades do "berço" do FBI. Também é interessante o tema do remorso sobre a morte de amigos nas batalhas que se vão sucedendo. John diz até a Melvin para mudar de carreira, como se de algum modo soubesse ler nos seus olhos o remorso. Noutro polícia (Charles Winstead, uma impressionante presença de Stephen Lang) não há nada disso, e se se julga que ele foi passar uma mensagem humanitária à namorada de Dillinger, pense-se antes que foi um meio de aniquilar-lhe as esperanças. Cruel como real. Embora as personagens tenham todas existido, e os locais referidos sejam reais, a "dramatização" faz uma série de barbaridades, pois o FBI só começou oficialmente depois de 1934, Melvin Purvis saiu do FBI (e também deste mundo) por razões diferentes do que é afirmado (o dedo de Hoover ainda hoje se faz sentir?), e brinca-se com a cronologia à vontade do freguês. Mas há compensações para isto tudo, felizmente. Johnny Depp adequa-se muito bem à personagem de Dillinger, geralmente cortês, geralmente galante, geralmente aprumado, dir-se-ia um quase aristocrata, e só às vezes -- só o necessário - brutal e impiedoso. Acima de tudo ele é o herói popular por quem as multidões se deixaram fascinar (há um momento delicioso do filme a mostrá-lo). Fascínio tal que, dizem as crónicas, terá havido pessoas a ensoparem lenços e barras de saia no sangue dele como recordação! Ele não era o primeiro inimigo público, mas era na altura o nº 1 em boa parte por esta popularidade. A popularidade de Purvis também o transformou em inimigo "privado" de Hoover, diga-se... Marion Cottillard está igualmente bem como namorada exótica, a quem o mesmo fascínio toca tão mais de perto, e pelo qual tudo vale a pena. Grande actriz, grande direcção! E Christian Bale, nesta versão de Purvis é uma máscara com um homem escondido, superpolícia, supereficiente, e no entanto perseguido pela ideia de descobrirem como é o homem. Hierático. Notável reconstituição da época, consegue ir mais longe neste aspecto do que “Road to Perdition” ou “Cinderella Man”. Há um gosto pelos detalhes, desde o vestuário aos comportamentos, um ar de documentário (onde se intercalam dramas individuais, mas na essência um documentário), tudo respira autenticidade, também por isso e apesar das "liberdades" históricas dá gosto ver.
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Inimigos, sim! Mas de quem?

Demanjo

Já vi filme com melhor carga histórica do que este. Mas simplesmente achei que era fraco, mesmo fraco.
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Fraco filme

Fernando Forte

Lamento ter que o dizer, pois criara grandes expectativas relativamente a este filme, desde os já mais do que famosos chapéus fabricados em Portugal, até à presença de vários grandes actores, começando desde logo por Depp, Bale e Marion Cottillard. Mas infelizmente o filme foi uma enorme decepção, que me fez dormir grande parte do tempo, de meio do filme para a frente. De facto, é certo que a história de Dillinger é feita de tiros e escapadelas até à estocada final, mas como já aqui li escrito - ainda bem que não sou o único a dizê-lo - o filme fica-se por isso mesmo: um aglomerado de tiroteios permanentes, entre os quais as personagens se perdem, sem qualquer vislumbre de argumento base que não mesmo o barulho dos tiros. Há alguns resquícios de intenção em produzir e criar verdadeiras personagens, assentes nos protagonistas, que, coitados, fazem o que podem no meio de tanto tirinho, mas não chega a haver a criação de uma história propriamente dita, e essa sim passaria se se tivesse querido pelo posicionamento ético ou moral, dilemático e de atitude dos vários personagens, aquilo que poderíamos chamar um pouco a sua natureza e profundidades psicológicas que justificassem as atitudes que vão tomando ao longo do filme, com comportamentos, aliás, mal explicados e interligados. Assim, ficamos pelos tirinhos, que, na cadência do seu trorarzinho me embalaram num sono profundo à espera que Dillinger fosse apanhado no final, como reza a história. De resto fica a cinematografia, adequada aos tiros, e aquilo que podem fazer os vários actores, com um Depp ajustado às circunstâncias - escapando aqui e ali mas não se percebendo porque o faz, Bale cada vez e infelizmente mais canastrão, e Marion dando-nos algumas luzes sobre como fazer muito com pouco. Onde não deveria atalhar o argumento e a realização atalham, onde deviam atalhar prolongam-se numa salva permanente de tiros por todo o lado.
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Andreia Mandim

Em resposta a alguns comentários, aqui feitos, sinto-me um pouco na obrigação de chamar a atenção de alguns dos últimos comentadores. Dizer que o filme fica aquém das expectativas e fundamentar isso é algo que considero a chamada crítica construtiva, agora sem querer basear em dados concretos, dizer que é mau por 'antipatia' ao actor é um pouco incorrecto. Um dos críticos diz que o actor, Johnny Depp, normalmente integra filmes sem grande interesse, mas o critico esquece-se que o actor é inclusivamente conhecido por escolher a dedo os seus filmes, e ser destacado como um dos mais bem-sucedidos nesse tipo de escolhas. O caso de “Eduardo Mãos de Tesoura”, “Piratas das Caraíbas”, “A mulher do Astraunauta” ou o tão aclamado “À Procura da Terra do Nunca” são o exemplo disso. O filme, “Inimigos Públicos”, concordo que não tenha sido o seu melhor papel, mas devo salientar que mesmo assim, o actor saiu-se bastante bem.
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Sobrevalorização

João Marques

Este é um dos maiores flops que já tive oportunidade de ver... Creio que o substrato argumental poderia ter sido brilhantemente explorado, mas ao invés de desenharem personagens dinâmicas com conflitos interiores (e o argumento dava pano para mangas), focaram-se em corriqueiras (ainda que muito bem construídas) cenas de tiroteios. Pelo meio sente-se um certo vazio, alguma previsibilidade e sobretudo muitas conexões forçadas... Infelizmente parece ser este mais um daqueles exemplos típicos do "poderia ter sido um clássico".
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Cinema amador?

Pedro Silva

Não tinha grande expectativa quando fui ver este filme por duas razões, a saber: não me sinto particularmente entusiasmado pelo tipo de história em que o argumento desta composição se enquadra (fora-da-lei apresentados como estrelas "glamoureuses" de uma história com introdução e conclusão necessária, mas com desenvolvimento insípido); tenho por experiência, que os filmes em que o senhor Johnny Deep entra não são, perdoem-me os fãs, grande coisa; sofrem de uma exposição mediática violenta, febril, quase histérica, sempre sensacionalista, de quando em vez com um argumento linear. Bom, mas cingindo-me ao filme em questão, a primeira coisa que me assustou foi a maneira estranha como a câmara tremia descontroladamente, pensei que estava diante de uma curta-metragem amadora; a segunda coisa foi o argumento: há um homem que parece ser um criminoso perigoso, assalta bancos, apaixona-se por uma mulher, tem um despique com um determinado polícia, há um conjunto de peripécias até ser apanhado, é apanhado, o filme acaba. Pelo meio não há espaço para uma reflexão, para uma questão polémica, para alguma coisa intelectualmente estimulante. O filme é 'oco', não tem significado e vive famoso por causa de um actor importante do elenco. Vivemos dias negros no cinema, mas isso é outra história.
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