Happy End
Título Original
Happy End
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Sinopse
Disponível na plataforma Filmin
Encontro de várias gerações de uma família burguesa em Calais, França. George Laurent, o ancião, sofre de demência progressiva; Thomas, o filho, depois da notícia do envenenamento da ex-mulher, é obrigado a viver com a sua filha, Ève, que por sua vez tem tendências suicidas; Anne, a filha, tem em mãos o negócio de construção civil da família e tem de lidar com o trauma de um acidente de trabalho causado pelo seu filho, que sofre de desequilíbrios mentais.
Um filme sobre dramas e segredos familiares, com a crise de refugiados e da Europa contemporânea como pano de fundo. Depois de "Amor", Isabelle Huppert ("A Pianista", "Ela", "Marvin") e Jean-Louis Trintignant ("Janis e John"), voltam a contracenar num filme de Michael Haneke ("O Laço Branco", "Brincadeiras Perigosas") que conta ainda com Mathieu Kassovitz ("Uma Traição Fatal", "A Vida de Outra Mulher", "Valerian e a Cidade dos Mil Planetas"). PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Sob o signo do ansiolítico
O novo filme do autor de Amor e O Laço Branco é uma angustiante câmara lenta dos nossos dias mas que nada traz de novo ao seu cinema.
Ler maisCríticas dos leitores
Sociedade
Antonio
Filme fraco e aborrecido
Hélio
O Compromisso
Nelson Faria
Haneke
Nelson Faria
Excelente
Isabel Rodrigues
3 estrelas
José Miguel Costa
Sociopatia europeia
Leonor
Tardou mas lá chegou a Lisboa este filme de Michael Haneke que estreou no ano passado e dividiu de imediato as opiniões em Cannes. A colagem da narrativa, feita através de informação, fornecida a espaços, por dispositivos modernos como o telemóvel de Eve ou o portátil de Thomas, mostra-nos o quão distantes nos tornámos uns dos outros no mundo material e sensitivo, enquanto procuramos alternativas emotivas no mundo virtual. Sobra em todas as personagens uma sensação de vazio, à qual reagem as mais temerárias procurando a morte (desempenhos extraordinários de Fantine Harduin e Jean-Louis Trintignant) ou expondo ao ridículo a sociopatia europeia, diante por exemplo do drama dos imigrantes em Calais (caso da tentativa de boicote do noivado interpretada por Franz Rogowski). Um filme que nos revela a frio o retrato de uma sociedade e de uma família sem empatia nem amor pelo próximo. A não perder.
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