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Digger

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Negro, Comédia 128 min 2026 M/14 01/10/2026 EUA, MEX, GB

Título Original

Com um Tom Cruise transfigurado a dar vida a Digger Rockwell, um bilionário autocentrado e pouco escrupuloso, o realizador mexicano Alejandro G. Iñárritu — responsável por "Amor Cão", "21 Gramas", "Babel", "Biutiful", "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)" e "The Revenant: O Renascido" — constrói uma sátira sobre o poder e a ambição desmedida.

Quando uma operação de perfuração de petróleo das empresas de Rockwell na Gronelândia provoca o desprendimento de uma enorme massa de gelo, dando origem a um desastre ambiental sem precedentes, o magnata vê-se obrigado a enfrentar as consequências da tragédia. Mas, por detrás do aparente empenho em controlar os danos, está sobretudo a vontade de transformar a crise numa oportunidade para se afirmar aos olhos do mundo como o grande salvador da Humanidade.

Reflectindo sobre a progressiva concentração do poder económico nas mãos de alguns e a fragilidade das estruturas que sustentam a sociedade de hoje, este filme parte de um argumento assinado por Iñárritu, Alexander Dinelaris, Nicolás Giacobone e Sabina Berman. Para além de Cruise, o elenco conta com Riz Ahmed, Sandra Hüller, John Goodman, Michael Stuhlbarg, Robert John Burke e Jesse Plemons. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Digger: um Iñárritu histérico e um Tom Cruise envelhecido

Luís Miguel Oliveira

Um filme tão histérico e tão gritado como a norma de Alejandro González Iñárritu.

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Sessões

Críticas dos leitores

Mais um filme a demonstrar a estupidez dos críticos

Pedro Ferreira

Que há críticos de cinema que têm um ódiozinho de estimação a Iñarritú já eu sabia desde o belíssimo "Babel", mas com este incrível "Digger" entraram na embirração pura. Este é um filme Exagerado, Grandioso, Alucinado, Irrealista, numa palavra (heh), Teatral.

É esquisito, ridículo, uma sátira empolada e pouco subtil... E tudo isso faz parte do filme, tem uma razão de ser. Não se guiem pelos críticos, vão ver este Ovni de filme, deslumbrante nos seus visuais, espantoso nas suas interpretações (raios, o Cruise faz um (na verdade dois...) papelão!), apreciem a originalidade, a estranheza, a mordacidade.

Vão vê-lo, vale MUITO a pena.

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3 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Digger", realizado e co-escrito pelo mexicano Alexandro G. Iñárritu, é uma comédia negra que se constitui como uma parábola politica sobre o desinteresse dos decisores mundiais em mitigar as consequências das alterações climáticas provocadas pelo egoísmo do neoliberalismo selvagem apenas focado em aumentar os lucros das grandes corporações económicas (nomeadamente, as petrolíferas, que controlam os fantoches que o povo julga ter escolhido por via de eleições).

Massa humana essa que se deixa seduzir acriticamente contra os seus próprios interesses, por narrativas paralelas/fake news, conscientemente criadas, de cariz religioso e negacionista da ciência (que transferem as culpas dos males do mundo para "bodes expiatórios", gerando estéreis conflitos inter-pares).

O mal surge-nos sob a forma de um bimbo e autoritário magnata do petróleo (um irreconhecível Tom Cruise com uma performance excessivamente grotesca, a roçar o ridículo), que se vê confrontado com uma crise global (há muito anunciada e deliberadamente ignorada) quando uma das suas (irregulares) explorações de ouro negro na Groenlândia explode, gerando a ruptura de um iceberg que irá provocar uma destruição massiva na Europa.

Qual a solução perante tal cenário dantesco? Tentar lucrar com a adversidade e, em simultâneo, convencer a humanidade de que a culpa é (obviamente) da Rússia (e ainda apresentar-se como Messias). Tenho pena de não amar devidamente esta obra (ou não fosse o Iñárritu o progenitor dos geniais "Amor Cão", "Babel", "Biutiful" e "Birdman"), mas, por mais que tente, é difícil abstrair-me do seu estridente registo descontrolado e excessivamente teatralizado, pouco subtil na transmissão das mensagens (demasiado discursivas).

Para além de que, se atentarmos a anedóticas personagens não ficcionais como Trump ou Milei, o Digger é "um menino de coro". Esteticamente é imponente, fruto do recurso ao formato VistaVision e ecrã panorâmico (imprimindo uma monumentalidade estilizada e sombria a espaços "sem alma").

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Será um filme de culto!

Bernardino

A crítica especializada derrete este filme. Tal como derreteu "Blade Runner", "Shinning" ou "The thing", hoje são filmes de culto! Vejam o filme. Sem spoillers!

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