The Revenant: O Renascido

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Western, Acção 156 min 2015 M/12 21/01/2016 EUA

Título Original

Sinopse

Década de 1820. Durante uma expedição pelo interior do território americano, ainda habitado por tribos indígenas, o caçador e explorador Hugh Glass é atacado por um urso, que o deixa à beira da morte. Ao perceberem a gravidade do ataque, os seus companheiros abandonam-no à sua sorte e levam os seus pertences. Assim, gravemente ferido, sem armas, equipamentos ou mantimentos, ele vê-se numa luta desesperada por se manter vivo. Porém, sustentado por uma extraordinária força interior e desejo de vingança, acorda em cada dia determinado a voltar a casa…
Um drama biográfico realizado pelo oscarizado Alejandro González Iñárritu (“Amor Cão”, “21 Gramas”, “Biutiful”, “Babel”, “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”) que adapta a história do norte-americano Hugh Glass, relatada na obra “The Revenant: A Novel of Revenge”, escrita por Michael Punke em 2002. Nomeado para 12 Óscares, arrecadou três: Melhor Realizador, Actor (DiCaprio) e Fotografia (Emmanuel Lubezki). PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Figura de urso

Vasco Câmara

Se Leonardo diCaprio em O Renascido tem lá dentro personagem à espera de ser descoberta, então o urso que o ataca também. É tudo “efeito especial” no cinema de Iñárritu.

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Olha que bem que eu filmo

Jorge Mourinha

O novo filme de Alejandro Iñárritu sucumbe rapidamente à demonstração de virtuosismo formal e calculista.

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Críticas dos leitores

Uma Obra-prima!

Manuela Ferreira

Acho estranho que sendo a média das críticas dos leitores 4 estrelas,todas as que vejo publicadas,são críticas más, em linha com as dos críticos do Público. As grandes revistas de referência de cinema dão entre 4 e 5 estrelas, o que corresponde aos inúmeros prémios arrecadados pelo filme. Àparte isto, da minha parte senti que é raro sentir uma experiência de cinema tão abrangente como a a que tive com este filme. Fotografia excelente, música que nos coloca dentro do espírito das personagens, excelentes interpretações.È preciso dizer muitas palavras para exprimir sentimentos ? Ou não é isso a capacidade de um actor para nos fazer entender o que pretende ,só com a expressão do olhar ou a expressão corporal?Provávelmente estamos demasiadamente habituados a que nos expliquem tudo por miúdos. Também faz falta ver alguns dos grandes filmes mudos da historia do cinema como Fritz Lang ou Charlot para não estranhar que uma história possa ser bem contada com menos palavras. Quanto a mim, vou continuar a basear-me nas críticas da Empire,Total Film ,Studio/Cinelive e outras revistas de referência para comparar a minha opinião
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Renascido

Maria

Achei o filme uma "seca". Monótono, cruel, bárbaro em excesso, sem diálogo, sem princípio, meio e fim, em que em vez de nos proporcionar uma tarde agradável, sai-se de lá saturada. Extenso, inóspito e o protagonista sobrevive como se alguém fosse capaz de resistir a tamanhas intempéries!...
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Renascido

Graça

Vale a pena ver mas considero demasiado longo, algumas cenas poderiam ser encurtadas sem que o filme perdesse qualidade. Uma história de sobrevivência e vingança com uma dureza extrema. <br />Excelente fotografia e interpretação embora o Leonardo DiCaprio tenha outras igualmente excelentes como em "Diamantes de Sangue".
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Critérios dos criticos

Mário Bastos

Continuem a ter os críticos do Público como referencia para vos ajudar a escolher os filmes que merecem ser vistos e podem ter a certeza que nunca vão deixar de perder os mais importantes da temporada.
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A "mediania" de Iñarritú

Manuel da Cerveira Pinto

A mediania de Iñarritu Confesso que os primeiros filmes que vi de Iñarritú me marcaram bastante. Ficou-me dele uma imagem de realizador sério, intenso, sem contemplações nem concessões, duro quando havia que ser duro e a caminhar “no limite” na abordagem dos temas sociais e humanos. Penso que o primeiro que vi foi o já notável “21 gramas”, ao qual se seguiu o magnífico “Babel” e que me levaram a ter curiosidade por outros filmes dele, tendo visto então “Amor cão”. Instalou-se então uma aura de realizador notável e impoluto que segui com interesse crescente até ver o lamentavelmente triste “Biutiful”…que me decepcionou deveras. Desfez-se a aura quase mítica e já não tive sequer coragem de ver o seguinte “Birdman”. A visualização do “thrailer” desfez qualquer curiosidade ainda remanescente. É então que surge este “O renascido” e a curiosidade volta a reacender-se. O tema, a época e até o facto de ser protagonizado pelo (cada vez mais) brilhante Leonardo DiCaprio levaram a isso. No entanto, ainda assim, o filme fica aquém do expectável. A realização é interessante, mas sem rasgo. Nem as paisagens magníficas conseguem tirar o filme de uma mediania confrangedora. A história, baseada em factos reais, de sobrevivência e vingança é um exagero de “torturas” e sofrimento, num misto de drama e “hiper-realismo” que parecem ser feitos à medida do gosto (e dos Óscares) de Hollywood… O maior interesse do filme que reside na ambivalência da relação/oposição entre homem e natureza, em que o sagrado parece estar sempre presente num mundo completamente selvagem e cruel, não chega a ser suficientemente credível nem devidamente explorado, chegando a ser, inclusive, por vezes ridícula a forma como o realizador intenta de tornar essa vertente mais presente, nomeadamente nas “aparições” da figura amada que vão surgindo ao protagonista. À história, que tinha todos os ingredientes para poder ser apelativa, falta subtileza e emoção, a qual é substituída por uma tensão, gerada pelo rol infindável de dificuldades que o personagem principal tem que ultrapassar e nem mesmo DiCaprio salva o filme desta mediania. Um actor pleno, em fase de maturidade, de escola teatral e clássica, quase não fala, nem contracena, o que nitidamente prejudica a sua (ainda assim notável) prestação. Não é o papel da vida dele, porque já o vimos fazer melhor, mas seguramente é um papel “à Hollywood” e não nos surpreenderá se for este o filme que lhe dará, finalmente, um óscar. Aquele que era um realizador intenso, no limite, afirmativo e agitador de “consciências”, com preocupações sociais e de classe, caminha agora isento, na “medianiazinha” inócua, tranquila e confortável de Holywood. Já pode levar o óscar… Cerveira Pinto 24-02-2016
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Bom filme mas não deslubra

Paulo Lisboa

Fui ver o filme porque achei o argumento muito interessante, afinal de certa forma trata da colonização do Oeste americano. Também me despertou a atenção o facto deste filme ser um dos favoritos aos óscares. <br /> <br />Gostei do filme, as interpretações de Leonardo DiCaprio e de Tom Hardy são boas, a realização é competente, a fotografia e alguns efeitos especiais são de boa qualidade. O argumento do filme, embora simples, prende o espectador até ao fim, já que revela qualidade. <br /> <br />Estamos perante um bom filme, que embora esteja bem realizado e globalmente seja bom, não chega verdadeiramente a deslumbrar. <br /> <br />Numa escala de 0 a 20 valores, dou 15 valores a este filme.
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Podia ser melhor? Pode sempre...

Tarcísio Pacheco

Podia ser melhor? Pode sempre ser melhor. E aqui entramos no campo pessoal em que cada um quereria ter visto introduzida a sua perspetiva. Tento sempre avaliar um filme pelo que é e não pelo que eu desejaria que fosse. Há falhas evidentes neste filme mas também há muito mérito. Luz, beleza natural, hiper realismo, fluxo dramático, desempenho dos dois actores principais. Não faço ideia como foi feita a cena do ataque da ursa mas é isso que eu designo por hiper realismo. É preciso não esquecer que o grizzly é um animal imprevisível e muito perigoso, que todos os anos mata seres humanos nos EUA. A reacção da ursa, para mais com crias, é perfeitamente credível (ao contrário de outros momentos do filme). Há cenas lindíssimas, quase sobrenaturais, como o cenário no encontro de Glass com o índio que o ajuda. E há muitos elementos que introduzem profundidade e consistência psicológica na personagem de DiCaprio como o amor pelo filho e a história familiar subjacente, que nos é trazida por via onírica, com um toque sobrenatural. <br />Devo dizer que escrevi este texto porque, de uma forma geral, achei as críticas que li aqui um pouco pretensiosas e superficiais.
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O renascido

Teresa Pais

Em resumo... que seca !! <br />Cansativo, mesmo chato. As cenas sucedem-se e o espectador prevê o que vai suceder... Monótono, falta de inspiração... <br /> A interpretação de L. DiCaprio é boa, mas é prejudicada pelo filme em si.
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Que decepção!

Ana

Filme extenso, violento, com boa fotografia e sem substancia. Um filme muito aborrecido. Não entendo como pode ter sido nomeado para melhor filme.
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A corrida desenfreada ao óscar

Pedro Ribeiro

Depois de ter chegado ao Óscar de melhor filme no ano passado com "Birdman", Alejandro G. Iñárritu apresenta uma nova obra que, por sinal, não é nada mais nada menos que uma tentativa de chegar novamente à estatueta dourada. <br />O realizador mexicano apresenta uma capacidade de filmagem anormal, é certo, mas "O Renascido" não passa disso. Um filme monótono, que se torna dependente dos papeis de Di Caprio e Tom Hardy. Chamativo mas que acaba por desvanecer na sua própria longevidade. <br />A peça até começa bem, dando-nos a entender, desde logo, as diferenças ideológicas da personagem principal, Hugh Glass (Di Caprio) e John Fitzgerald (Tom Hardy), no entanto, a partir desse ponto, esta não passa do monótono e de amostras de técnicas de sobrevivência. Passa a ser um filme comprometido com a academia, que prova, mais uma vez, que quanto maior o compromisso, pior o resultado. <br />Di Caprio merece o Óscar? Talvez seja melhor entregar-lhe desta vez. Tom Hardy, por sua vez, parece que terá grandes possibilidades de o levar para casa (não descartando Stallone com o papel em "Creed"). <br />Se este filme não é um ataque ao Óscar, então não serverá de quase nada para a indústria da sétima arte. Se assistirmos a uma esmagadora vitória de "O Renascido" será, com toda a certeza, por falta de concorrência, ou então sinónimo de um ano muito fraquinho em termos cinematográficos.
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