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Crime em Directo

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Negro, Comédia 105 min 2025 M/14 26/02/2026 EUA

Título Original

No dia 8 de Fevereiro de 1977, Tony Kiritsis (1932-2005) dirigiu-se à Meridian Mortgage Company, em Indianápolis (EUA), para se reunir com M.L. Hall, o presidente da empresa. À chegada, encontrou Richard Hall, o filho do empresário, que o informou que o pai estava de férias. Sentindo-se vítima de fraude na compra de terrenos, Kiritsis tomou Richard como refém, prendeu-lhe uma caçadeira ao pescoço e montou um mecanismo de “dead man’s switch”, pronto a disparar caso alguém decidisse intervir. Alegando ter sido enganado pela família Hall, exigiu um pedido público de desculpas, cinco milhões de dólares para cobrir os prejuízos e total imunidade pelo seu acto. O que começou como um gesto de puro desespero transformou-se num verdadeiro caso de polícia, acompanhado em directo pelos média durante quase três dias, numa escalada de tensão que lançou o debate sobre as leis criadas para beneficiar os mais ricos e poderosos.

Realizado por Gus Van Sant e escrito por Austin Kolodney, com consultoria histórica de Alan Berry e Mark Enochs — que colaboraram no documentário “Dead Man’s Line” (2018) sobre os mesmos acontecimentos —, o filme é protagonizado por Bill Skarsgård no papel de Kiritsis, ao lado de Dacre Montgomery, Cary Elwes, Myha'la, Colman Domingo e Al Pacino. PÚBLIC

 

Críticas Ípsilon

Crime em Directo, de Gus Van Sant: a energia do ressentimento, noutro tempo

Luís Miguel Oliveira

É contra o pano de fundo de um país tomado pela violência política do ressentimento que o filme de Gus Van Sant se recorta.

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Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

O mestre norte-americano Gus Van Sant está de volta, após 10 longos anos de ausência, com "Dead Man's Wire - Crime em Direto", um thriller narrativo estrutural e dramaturgicamente clássico (que o afasta do registo das suas inesquecíveis obras-primas "Elephant", "Last Days, "Paranoid Park" e "Restless"), baseado numa história verídica ocorrida em Indianópolis no ano de 1977 (o mediático sequestro do vice-presidente de uma empresa de crédito levado a cabo por um desequilibrado homem solitário que acusava a vítima de tê-lo enganado e arruinado).

O filme, para além de reconstruir toda a caricata operação policial e a trôpega cobertura televisiva do primeiro crime transmitido em directo pelas TVs, constitui-se como uma óbvia crítica ao sistema capitalista que despreza/explora sem escrúpulos os mais vulneráveis da Sociedade e, simultaneamente, expõe a influência dos meios de comunicação social na formação da opinião pública (que à época quase transformou o sequestrador no herói nacional representante do povo na luta de "um David contra um Golias").

Esta obra abrilhantada por um genial Bill Skarsgård, apesar de revelar-se um regalo para os tímpanos (com uma banda sonora de excepção) e olhos (devido à competente reconstituição de época, filmada de modo a reproduzir a icónica estética dos anos 70 - não lhe faltando sequer a fotografia granulada), não acrescenta nada de novo ao tradicional formato deste género cinematográfico, ficando-se por um "mera" espreitadela a um "fait divers". @jmikecosta

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