Charulata

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Drama, Romance 120 min 1964 M/12 25/09/2014

Título Original

Charulata

Sinopse

<p>Charu (Madhabi Mukherjee) é casada com Bhupati (Sailen Mukherjee), um indiano abastado. Apesar de se considerar uma mulher privilegiada, ela deambula pela casa, sentindo-se profundamente só. Por causa disso, Bhupati pede a Amal (Soumitra Chatterjee), um primo afastado, para fazer companhia à sua esposa e lhe ensinar tudo o que sabe sobre literatura. Com o passar tempo, Charu e Amal vão ficando mais íntimos até perceberem que estão apaixonados. Mas, apesar do desejo intenso que cada um nutre pelo outro, ele é incapaz de trair a confiança do primo.<br />Filmado em 1964 pelo aclamado realizador Satyajit Ray (1921-1992), uma história situada em Calcutá (Índia), nos finais do séc. XIX, que adapta a obra "Nastanirh" escrita por Rabindranath Tagore, em 1901. "Charulata" arrecadou o Urso de Prata para Melhor Realizador e o Prémio OCIC na edição de 1965 do Festival de Cinema de Berlim. Meio século após a sua estreia, a Leopardo Filmes fá-lo regressar ao grande ecrã na versão restaurada. PÚBLICO</p>

Realizado por

Satyajit Ray

Elenco

Madhabi Mukherjee, Shailen Mukherjee, Soumitra Chatterjee

Críticas Ípsilon

Não existem críticas dos nossos críticos.

Críticas dos leitores

Marcela Monte

A infedilidade no casamento é um tema recorrente no cinema quando um dos esposos é um canalha ou, simplesmente, por leviandade. Neste caso, temos um marido relativamente atencioso e muito humano, mas que, por esquecimento, tradição ou educação, não mostra admiração pelas capacidades da mulher... Mas reconhece e pode recomeçar....

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Luís Telles

A universalidade da obra de Satyajit Ray decorre diretamente da autenticidade e da humanidade do seu cinema. Da justa representação dos usos, costumes e tradições indianos e do olhar repleto de sensibilidade para com os seus personagens, como Apu, o mais célebre de entre eles, criança inocente face às adversidades da vida. O seu estilo aparentemente naturalista (houve quem lhe chamasse neo-realismo indiano) é compensado por uma grande riqueza visual e rigor formal, acrescido de uma profunda carga simbólica (podiam escrever-se tratados sobre a relevância da animalística ou a simbologia do comboio na "Trilogia de Apu", por exemplo). Ray é um dos poucos verdadeiros mestres da sétima arte e a sua obra está muito para além do cinema indiano: cada um dos seus filmes tem o mundo todo lá dentro.

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