A Grande Cidade

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Drama 130 min 1963 M/12 25/09/2014 Índia

Título Original

Mahanagar

Sinopse

Subrata e Arati são casados e têm um filho pequeno. A seu cargo estão também os pais dele e a irmã mais nova. Com seis bocas para alimentar e um só ordenado, depressa o casal se vê em graves dificuldades económicas. Quando Subrata perde o emprego, Arati encontra uma única solução: desafiar os costumes da época, que não permitem à mulher a independência económica, e arranjar um trabalho que lhe permita sustentar a família. Porém, apesar da sua alegria em poder ajudar e da satisfação pessoal de receber um salário, não vai ser fácil para os outros aceitar que seja ela a sustentá-los...
Realizado por Satyajit Ray em 1963, um drama familiar sobre as mudanças de costumes e o papel da mulher na Índia em meados do séc. XX. "A Grande Cidade" recebeu o Urso de Prata na edição de 1964 do Festival de Cinema de Berlim. Mais de meio século após a sua estreia, a Leopardo Filmes fá-lo regressar ao grande ecrã na versão restaurada. PÚBLICO

Críticas dos leitores

Dignidade e Preconceito

Marcela Monte

É impressionante a força com que Satyajit Ray defende valores universais e, neste filme, faz a distinção (muito ténue) entre o preconceito e a dignidade. Como sempre a fotografia é ótima assim como as interpretações e os diálogos. Talvez um bocadinho longo, mas muito bom.
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Autenticidade e humanidade

Luís Telles

A universalidade da obra de Satyajit Ray decorre diretamente da autenticidade e da humanidade do seu cinema. Da justa representação dos usos, costumes e tradições indianos e do olhar repleto de sensibilidade para com os seus personagens, como Apu, o mais célebre de entre eles, criança inocente face às adversidades da vida. O seu estilo aparentemente naturalista (houve quem lhe chamasse neo-realismo indiano) é compensado por uma grande riqueza visual e rigor formal, acrescido de uma profunda carga simbólica (podiam escrever-se tratados sobre a relevância da animalística ou a simbologia do comboio na Trilogia de Apu, por exemplo). Ray é um dos poucos verdadeiros mestres da sétima arte e a sua obra está muito para além do cinema indiano: cada um dos seus filmes tem o mundo todo lá dentro.
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