Anjos Caídos

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Drama 95 min 1995 M/16 17/12/2020

Título Original

Fallen Angels

Depois do sucesso de "Chungking Express", Wong Kar Wai apresentou "Anjos Caídos" como uma espécie de continuação desse filme. No mesmo ambiente da sua obra anterior, "Anjos Caídos" cruza as histórias de um assassino profissional e de um rapaz solitário em busca da mulher dos seus sonhos. Leon Lai interpreta o papel do assassino profissional desiludido com a vida, com a ideia fixa de superar os sentimentos que nutre pela sua colega (Michelle Reis). No cenário sórdido e surreal da vida nocturna de Hong Kong, cruza-se com um mudo que tenta chamar a atenção de uma forma pouco convencional. Ganhou três prémios em Hong Kong: melhor fotografia (Christopher Doyle), melhor banda sonora (Frankie Chan e Roel A. García) e melhor actriz secundária (Karen Mok). PÚBLICO

Sessões

Críticas dos leitores

Anjos caídos

Fernando Oliveira

Como outros dos primeiros filmes de Wong Kar-wai, “Anjos caídos” de 1995 é um desequilíbrio para os sentidos: uma câmara nervosa, enquadramentos esquisitos, uma montagem vertiginosa, um esboço de uma história, a luz delirante dos néon de Hong Kong a envolver tudo isto, a “encharcar” porque chove muito neste filme. Quase sem nos dar tempo de “ver”, será tanto uma continuação como um reflexo distorcido de “Chungking Express” de 1994, até porque conta uma história que tinha ficado fora desse filme, um cinema contaminado pela memória do Cinema e as estéticas dos videoclips, onde a força visual esmaga o peso melodramático dessa história sem, contudo, lhe retirar o fascínio. <br />Uma viagem, literalmente, pelo labirinto caótico das noites de Hong-Kong: um assassino profissional, a rapariga que lhe arranja os contratos, desejam-se, mas encontram-se apenas uma vez, ele arranja uma namorada, ela masturba-se várias vezes no quarto dele; um rapaz que não quer crescer, que decidiu ser mudo, que se apaixona duas vezes pela mesma mulher que não o quer. Todos eles “passam” uns pelos outros, mas a violenta agitação sentimental que os habita, não lhes permite “pararem”. É a mais trágica das histórias de amor de Wong. <br />Um filme excessivo, de um realizador que gosta de experimentar quase tocando a arbitrariedade formal, há uma ânsia sentida. É uma nova forma de nos pôr a olhar para a alienação como condição do Homem moderno. São personagens quase sem identidade. <br />Uma tragicicidade perturbante. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot. pt")
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