A Favorita

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Drama, Comédia, Biografia 119 min 2018 M/16 07/02/2019

Título Original

The Favourite

Sinopse

<p>Século XVIII. Inglaterra está em conflito com França. Anne, a rainha inglesa, é uma mulher doente e frágil que, apesar de se assumir como governante, deixa todas as decisões nas mãos de Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough, sua amiga e amante. Quando Abigail, uma aristocrata caída em desgraça, chega ao palácio, torna-se próxima de Sarah. À medida que os assuntos de estado começam a exigir cada vez mais tempo e esforço de Sarah, Abigail encontra aí a oportunidade que esperava para se aproximar da monarca e cair nas suas boas graças.<br /> Com argumento de Deborah Davis e Tony McNamara, e realização do grego Yorgos Lanthimos, uma tragicomédia com Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz nos principais papéis. Estreado no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o Prémio do Júri e o Coppa Volpi de Melhor Actriz (Colman), o filme foi nomeado para dez Óscares, entre eles o de Melhor Filme, Melhor Argumento Original, Melhor Actriz Principal (novamente Colman, que acabaria por ganhar a estatueta) e Secundária (Weisz e Stone). PÚBLICO</p>

Realizado por

Yorgos Lanthimos

Elenco

James Smith, Rachel Weisz , Emma Stone, Olivia Colman

Críticas Ípsilon

Damas da corte desesperadas: quem já gostava vai gostar, quem não gostava não vai passar a gostar

Jorge Mourinha

O autor de Canino e A Lagosta não se vendeu ao prestígio BBC, A Favorita é tão singular como os seus filmes anteriores; quem já gostava vai gostar, quem não gostava não vai passar a gostar.

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Críticas dos leitores

Mafalda

Uma amostra de vários dramas reais e tipos de pessoas que não olham a meios para atingir fins. Excelente leque de actores, adoro a escolha de lentes e ângulos das filmagens. A interpretação da Rainha é extraordinária. Era o meu preferido para melhor filme nos Óscares, mas será um filme que nunca esquecerei.

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Fernando Oliveira

É uma história sobre jogos de poder, amores e enganos, traições, passada na corte inglesa no inicio do século XVIII, onde a decadência moral e o deboche que por lá habitavam são sublinhadas por Lanthimos a traço grosso. Tudo envolvido naquela ambiência malsã que caracteriza o cinema do realizador grego. Junta-se a isto alguns malabarismos visuais bastante irritantes e até grotescos (o abaulamento dos espaços, artificio ainda exagerado porque a câmara não pára quieta) e escancaramos a entrada para a normalidade do Cinema de Yorgos Lanthimos. Mas a verdade é que ao contrário dos três filmes anteriores (exercícios estéreis e bizarros, onde qualquer inteligência formal era esmagada pelo ridículo) este “A favorita”, e porque conta o absurdo pelo lado da farsa, acaba por ser, e por razões que até nem consigo explicar convenientemente, um filme com uma grande capacidade de sedução. <br />Talvez por causa da estória: de Anne, rainha de uma Inglaterra em guerra com a França, mulher debilitada pela doença; das duas mulheres que se destroem entre elas para serem as favoritas da rainha; da politica do reino decidida por qual das duas dorme com a rainha; tudo isto contado a golpes de um humor muito negro e corrosivo, aonde o fausto da corte convive com a sujidade (faz lembrar “Adeus, minha rainha” do Benoît Jacquot); mas neste, Lanthimos evita aquilo que definia os seus outro filmes: as personagens como “cobaias” do seu olhar. <br />Talvez mesmo por isso, a força das suas personagens, e as actrizes que as interpretam: se Olivia Colman é extraordinária com rainha Anne, Rachel Weisz e Emma Stone são também magnificas como as duas mulheres que querem ser as favoritas da rainha. <br />E depois há aquele incómodo que se instala, um perturbante aperto no estômago. Aquela cena final é absolutamente atordoante. <br />Assim, se o olhar de Lanthimos é sempre “frio”, o filme não deixa de cativar. Uma boa surpresa. <br />(em o "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

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Maria Susete Marques

Não considero este um belo filme. Contudo, é seguramente, um excelente filme. E não é, para mim, um belo filme porque nos revela o lado msis perverso e grotesco do ser humano. E sinceramente, este tipo de película não é o que mais aprecio, embora, como disse, não possa deixar de considerar que é um excelente filme

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JC

Ponto prévio: há quem vá ver certos filmes sem perceber nada de cinema (seja em termos narrativos, seja em termos técnico-formais, estéticos e semióticos) e depois se presta a fazer comentários (figuras) tristes em público, quando mais valia estar calado. <br />Quem não viu três actrizes em estado de graça, o que viu? <br />Quem não viu uma rainha na sua mais profunda intimidade, o que viu? <br />Quem não viu um complexo jogo de perversões, o que viu? <br />Quem não viu uma expressiva distorção do espaço (e do som) em correlação com a distorção/dissolução da moral e dos costumes, o que viu (e ouviu)? <br />Enfim, para sorte dos desiludidos, não faltam filmes medíocres (provavelmente 99% dos que são distribuídos e exibidos em Portugal) para se consolarem...

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MS

Uma desilusão total! Pensei ir ver a intriga pelo poder das duas favoritas da rainha Ana, mas não. Cenas de lesbianismo da duquesa de Malrborough com a rainha, o que é falso, uma vez que é conhecida a paixão do 1º Duque pela mulher e a dela por ele. Seria interessante ver a luta entre uma mulher arrogante e atrevida (a duquesa) e a Mansa e calada Abigail Hiil. As duas desejosas de poder político através do apoio aos dois partidos, Tory e Whig. O que vi foi um filme pornográfico, com péssima música.

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Pedro Brás Marques

Sexo, intriga e mentira. Uma tenebrosa trindade capaz de elevar ao céu quem arrisque cozinhar a vida com estes três ingredientes. A História, verdadeira ou mais ou menos ficcionada, está cheia de exemplos que confirmam a virtualidade daquele triunvirato, como acontece aqui, n' “A Favorita”. <br /> <br />A trama passa-se no século XVIII, durante o reinado da rainha Anna, sendo os dois restantes pontos do triângulo ocupados por Lady Sarah e pela recém-chegada Abigail. A primeira é a “favorita” em exercício, exercendo a sua preponderância na débil e influenciável rainha. Com a chegada de Abigail, o equilíbrio de forças altera-se, subindo esta a escada de acesso aos favores da monarca. É claro que se trata dum caminho “sujo”, onde vale tudo para se chegar ao topo. A falta de escrúpulos de ambas é percepcionada e até anunciada, algo que passa incógnito à rainha, ocupada com as suas dores e maleitas. <br /><br />O trio é interpretado por grandes actrizes, em especial Olívia Colman que embora seja a menos conhecida, tem uma carreira brilhante nos palcos, na tela e na televisão, tendo sido nomeada para tudo o que é prémio de interpretação na Velha Albion. É ela a grande alma do filme, interpretando uma personagem perturbada, infantilmente caprichosa, hesitante nas decisões e inconstante nos humores. A lutar pelos seus favores, estão as duas damas a que Rachel Weisz e Emma Stone dão vida. São actrizes que dispensam encómios, sempre seguras, apesar da difícil interpretação de personagens que estão continuamente a lidar tanto com o sucesso como com a frustração. Lady Sarah mostra mais berço, mais sentido de Estado, sagacidade política e exibe o peso da sua influência na reverência que quase impõe a todos que a rodeiam. Já Abigail vive muito do espírito vivo e divertido que Emma Stone lhe incute, dando uma nova luz à corte e à própria rainha, escondendo habilmente as fatais astúcia e hipocrisia. <br /> <br />Colman e Weisz já eram conhecidas do realizador Yorgos Lanthimos, nomeadamente do seu filme “A Lagosta”, de 2015. Mas o realizador grego tomou algumas liberdades criativas que deixam um sabor agri-doce ao espectador. Por um lado, foi buscar inspiração a Stanley Kubrick e ao seu fabuloso “Barry Lindon”, igualmente um filme de época, gravado inteiramente com luz natural. Em “A Favorita”, o recurso a esta opção proporciona um resultado fantástico, lançando um véu de antiguidade e, por consequência, de verosimilhança com a verdade histórica que o espectador ficciona. Mas, ao mesmo tempo, insiste no uso de grandes angulares que, em espaços pequenos, têm a particularidade de deformarem a imagem, os rostos e todas as linhas rectas. Excepcionando um ou outro plano onde se percebe que a ideia é sublinhar a loucura ou a vertigem das personagens, nos demais não passa de pura ostentação técnica. É sabido que os filmes de cariz histórico tendem a um certo classicismo inerente ao tema, pelo que até seria salutar recorrer a alguma criatividade estética. <br /><br />Mas a verdade é que o resultado é algo supérfluo e, por vezes, até chega a ser perturbador e irritante, roubando a hipótese de “A Favorita” atingir um patamar de excelência. Criando uma “família” de actores que são presença habitual, somando-se a homenagem estética a um mestre, torna-se evidente que Lanthimos quer ser mais do quem mero realizador, almejando o estatuto de “auteur”. Esquece é que os que tal conseguiram o alcançaram porque tinham uma visão única e própria, não necessitando de “homenagear” ninguém…

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AQ

Uma desilusão de filme. Não de percebe as nomeações para óscares, as interpretações são vulgares e sem convicção. Há muito tempo que não via um filme que desiludisse tanto.

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JR

Este é um filme que, sem dúvida, merece óscares mas apenas os de interpretação. Tanto Olivia Colman como Emma Stone ou Rachel Weisz estão soberbas nos seus desempenhos. Já a fotografia e o guarda roupa são esmerados mas nada de especial. Nem todos podem ser Kubrick e atingirem a beleza de Barry Lyndon. Mas ser o melhor filme ou melhor argumento original será um exagero para uma fita que é desconexa, vivendo de cenas de masturbação embrulhadas numa música enervantemente repetitiva (como o ato em si). Vivemos o tempo de se apostar na diferença e o filme sai realmente do contexto mas isso só por si não justifica tanto encómio dos habituais iluminados.

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Ana

Filme péssimo, sem história,sem interesse, sem nexo. Nem as actrizes o salvam. Perda de tempo e dinheiro. Só mesmo a critica estará do seu lado...

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Ana Morgado

Tempo e dinheiro perdidos. Não saí no intervalo porque nem sequer teve. Pensei que ia aprender um pouco de História e só vi um filme de lésbicas. Nojento!

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