A Criada

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Romance, Drama, Thriller 144 min 2016 M/18 30/03/2017 Coreia do Sul

Título Original

Ah-ga-ssi

<div>Década de 1930. A Coreia encontra-se subjugada ao Japão. Sook-Hee é contratada como empregada de Hideko, uma jovem órfã japonesa que é a única herdeira de uma grande fortuna. Desde a tragédia da morte dos mais que tem como tutor Kouzuki, um tio autoritário e dominador. Mas Sook-Hee não está ali por acaso. Ela é aliada de Fujiwara, um vigarista que tem um plano malicioso: conquistar o coração de Hideko, casar-se com ela e colocá-la num hospício. Mas tudo muda quando uma amizade inesperada surge entre as duas raparigas, que rapidamente se transforma em algo mais…</div> <div>Um "thriller" erótico, realizado pelo sul-coreano Park Chan-wook ("Oldboy - Velho Amigo", "Vingança Planeada", "Thirst - Este É o Meu Sangue..."), que se baseia no romance "Fingersmith", da britância Sarah Waters. O elenco inclui Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo e Cho Jin-woong. PÚBLICO</div>

Críticas Ípsilon

O conto da vigária

Jorge Mourinha

A Criada é uma história passional de vigaristas que é também um ensaio sobre a narrativa e prova da maturidade do coreano Park Chan-wook.

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Sessões

Críticas dos leitores

5 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

Do realizador Park Chan-wook (do qual apenas visionei o excelente "Old Boy") espera-se violência sádica a rodos e, consequentemente, litros de sangue a esguichar por tudo quanto é sitio, mas eis que com o seu mais recente filme ("A Criada") consegue surpreender ao brindar-nos com um lírico triller/romance de época erótico (lésbico) – não totalmente isento de violência, como seria expectável. <br /> <br />A acção decorre na Coreia ocupada pelo Japão nos anos 30 do século XX e tem por base a história de amor entre a solitária sobrinha de um autoritário milionário burguês e sua criada (uma vigarista recém-contratada que tem por objectivo inicial convencer a patroa a casar com um alegado conde). Esta síntese, à partida, poderá até nem ser apelativa e, inclusive, soar a algo telenovelesco e cliché, todavia, tal pressuposto não pode estar mais longe da realidade, e isto porque que a narrativa não é desenvolvida de modo linear, vai sendo desconstruida e (re-)montada conforme os diferentes períodos do tempo (o filme está dividido em 3 actos) e mediante as perspectivas das diferentes personagens (e entrando no seu intimo através de inúmeros retornos ao passado), pelo que existem inesperadas reviravoltas no enredo (num constante jogo de espelhos, que nos mantém em suspense até ao desfecho, afinal tudo é uma eterna mentira...aparentemente!). <br /> <br />A película é esteticamente deslumbrante (combinando na perfeição a sublime estética nipónica com os estilos gótico e barroco), constituindo-se como uma sucessão de "autênticos quadros vivos". A fotografia merece todos os elogios possíveis, e, curiosamente, a ambiência que cria vai-se alterando ao longo dos 3 capítulos (à medida que evolui de um registo idílico para o bizarro).
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5 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

Do realizador Park Chan-wook (do qual apenas visionei o excelente "Old Boy") espera-se violência sádica a rodos e, consequentemente, litros de sangue a esguichar por tudo quanto é sítio, mas eis que com o seu mais recente filme ("A Criada") consegue surpreender ao brindar-nos com um lírico thriller/romance de época erótico (lésbico) - não totalmente isento de violência, como seria expectável. <p> A acção decorre na Coreia ocupada pelo Japão nos anos 30 do século XX e tem por base a história de amor entre a solitária sobrinha de um autoritário milionário burguês e sua criada (uma vigarista recém contratada que tem por objectivo inicial convencer a patroa a casar com um alegado conde). Esta síntese, à partida, poderá até nem ser apelativa e, inclusive, soar a algo novelesco e cliché. Todavia, tal pressuposto não pode estar mais longe da realidade, e isto porque que a narrativa não é desenvolvida de modo linear, vai sendo desconstruída e (re)montada conforme os diferentes períodos do tempo (o filme está dividido em 3 actos) e mediante as perspectivas das diferentes personagens (e entrando no seu íntimo através de inúmeros retornos ao passado), pelo que existem inesperadas reviravoltas no enredo (num constante jogo de espelhos, que nos mantém em suspense até ao desfecho, afinal tudo é uma eterna mentira ... aparentemente!). </p><p> A película é esteticamente deslumbrante (combinando na perfeição a sublime estética nipónica com os estilos gótico e barroco), constituindo-se como uma sucessão de "autênticos quadros vivos". A fotografia merece todos os elogios possíveis, e, curiosamente, a ambiência que cria vai-se alterando ao longo dos 3 capítulos (à medida que evolui de um registo idílico para o bizarro). </p>
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