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Uma Separação

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Drama 123 min 2011 M/12 15/12/2011 Irão

Título Original

Jodaeiye Nader az Simin

Sinopse

Nader (Peyman Moaadi) e Simin (Leila Hatami) há muito que sonham em emigrar, de maneira a proporcionarem melhores oportunidades a Termeh, a filha de 11 anos. Quando a ocasião surge, ele decide abandonar os planos para poder continuar perto do seu pai (Ali Asghar-Shahbazi), que se tornou totalmente dependente devido à progressão da doença de Alzheimer. Simin, porém, determinada a tudo pela filha, resolve optar pelo divórcio e partir sem ele. É então que Nader contrata Razieh (Sareh Bayat), uma jovem de um bairro pobre que, na companhia da sua filha pequena, se compromete a cuidar do idoso. Mas, no dia em que chega a casa do trabalho e encontra o pai desacompanhado, sem os cuidados da empregada, a fúria tomará conta de Nader que, sem querer ouvir as explicações de Razieh, acabará por cometer um erro com consequências devastadoras.<br />Quinta longa-metragem do iraniano Asghar Farhadi, o filme foi o grande vencedor da 61.ª edição do Festival de Berlim, arrecadando o Urso de Ouro para melhor filme e os Ursos de Prata para melhores actriz e actor e o Óscar de melhor filme estrangeiro. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Uma Separação

Luís Miguel Oliveira

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O efeito borboleta

Jorge Mourinha

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Críticas dos leitores

Uma separação

Lídia

<p>Um dos melhores filmes deste ano.<br />Bem merecido o Óscar de melhor filme estrangeiro.<br />Gostei muito, imperdível.</p>
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Gritos calados

Emilia

Um filme que nos permite sentir empatia pelo Outro(s), nas S/ convições, fragilidades, desconfortos, responsabilidades e, até, "meias-verdades"; Os atores são notáveis (todos) e o olhar, em particular o trocado entre as duas miúdas na esquadra, o do Nader, da Termeh, da Razieh e do idoso ao longo do filme, são gritos comoventes mas calados.<br />Entrei, mas saí bem mais rica...
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Enredados em teias de mentira

Nazaré

<p>Esta fita ultrapassa até o "Eyes Wide Shut" de Kubrick, na reflexão sobre o casamento - sem recorrer à infidelidade, de resto. O que aqui vemos, aparte os detalhes do modo de viver no Irão, é um tema universal feito com imensa arte. A cascata de acontecimentos trágicos sucede-se, com reviravoltas e revelações criteriosamente doseadas e programadas, numa história que poderia passar-se em qualquer país, e em qualquer época.<br />A maior questão que fica, é se a separação já existia e só precisava de pretextos (a filha de ambos, e o pai do marido), ou se cresceu apenas das teimosias do casal (note-se o requinte da frase da filha, para o pai: «deixa-a pensar»). O magnífico plano final dos pais sentados à espera, separados por um guarda-vento aberto e sem se encararem, também nos deixa sem resposta. Esse mistério dá-nos a opção de completarmos a história.<br />É um filme adulto, que ninguém adulto deve perder.</p>
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A tirania da mentira

Patrícia Mingacho

<p>"Um Separação", um filme iraniano que poderia ter ousado roubar o título do filme de Mike Leigh "Segredos e Mentiras", porque num Irão onde se exige a verdade, condensada num livro repleto de dogmas, existem Homens que, em troca dos verdadeiros princípios dos afectos, a renegam...<br /><br />E, se sentimos que o filme, para ganhar a densidade realista que transporta, teria que ser passado no Irão há, em muitas passagens, princípios universais e, por isso, toca-nos e faz-nos sentir enquanto personagens daquela tela feita de homens, feita de uma humanidade que, por vezes, carrega o peso da insensatez... <br /><br />E, se para uns a verdade é revelada nos princípios morais em que acreditam, para outros existe uma religião que agrilhoa o ser humano e o castra de decisões formatadas numa ética que exige reflexão...<br /><br />Asghar Farhadi é exímio na forma como escalpeliza a personalidade humana e os actores representam esse estar de uma forma magnífica...e, se há muito nos habituámos a ver tais ensaios no cinema europeu, é bom saber que há também cinema que, fora destas portas, nos consegue catapultar para situações que, embora num contexto político e religioso diferentes, poderiam ser as nossas...<br /><br />E o olhar daquela menina que muito tem que calar mas, enquanto não o faz, deambula em situações que só ela mesmo consegue inventar...E as lágrimas daquela adolescente que, na tortura das vivências dos adultos, tem que escolher o que o amor nunca a teria impelido a fazer...<br /><br />Há uma separação, há extorsões, há mentiras repetidamente contadas, há decisões que se tomam e se negam, há súplicas negadas, há, enfim, um pouco de cada um de nós e, sendo nós também assim, a visão maniqueísta entre o bem e o mal é dali expulsa como a verdade que muitas vezes queremos dar às nossas vivências, ao nosso pensar... mas há, também, a abnegação daqueles que conseguem amar a fragilidade, há o carácter daqueles que acreditam nos seus princípios...<br /><br />As cores que dão vida à paleta das emoções estão todas lá e, também por isso, este filme vale o tempo que por lá passamos porque se, por vezes, a mente anda dispersa, ali entra e fica presa, porque ver este filme é sentir os nossos fantasmas, é tolerar as nossas fragilidades, é perceber que, ao contrário do deus todo poderoso, são as situações, mais do que as convicções, que ditam o nosso agir...</p>
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Cinema Independente…

J.F.Vieira Pinto

<p>Arrisca-se a ser um dos dez melhores filmes do ano. "Uma Separação" será provavelmente a conciliação dos gostos da crítica com os do "grande público".<br />Partindo de um simples pedido de divórcio, ao abandonar o marido, Simin, nem imagina a tempestade de emoções que vai criar. Situações que aos olhos do espectador europeu, parecem pura ingenuidade. O filme tem de facto um crescendo, e as mais diversas situações, surgem em catadupa. Poder-se-ia acrescentar no poster do filme: acção, amor, ódio, extorsão e...comovedor! Garanto-vos que sou alérgico a filmes de "faca e alguidar" e imune a lamechices mas, sinceramente, este filme tem momentos de muita comoção.<br />Decididamente é do Irão (residentes ou exilados) que temos tido as melhores obras. Para quem julgava haver apenas Kiarostami("Cópia Certificada") ou Jafar Panahi("Isto Não é um Filme"), Asghar Farhadi, o realizador deste, é certamente um nome a reter. Já no 5º. Filme? Uma boa oportunidade para a distribuidora comprar os direitos dos antecedentes e...distribuí-los em DVD que, não é decididamente, a mesma coisa! <br />Em tempos de balanço, 2011, foi um ano de boa colheita de cinema independente (?!). A distribuição destes filmes não foi "equitativa" (palavra muito actual). Como desde há muito tempo, Lisboa vê tudo, o Porto, alguma coisa e, o resto do país, praticamente nada. <br />A minha homenagem aos cineclubes, que pelo "resto" do país, vai divulgando como pode, estas cinematografias e este "Uma Separação" será mais um.<br />Actores fabulosos que têm aqui a representação das suas vidas. "Uma Separação" é obrigatoriamente um filme a ver.</p>
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Irenita

irene jesus

O filme é excelente, do melhor que tenho visto.
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Divórcio(s)

Miguel Costa

<p>Partindo de algo que é relativamente comum e "inócuo" no mundo ocidental - um pedido de divórcio -, o realizador coloca em confronto dois modelos familiares (de um lado uma família tradicional de classe baixa, do outro uma família citadina de classe média alta instruída) e, como não podia deixar de ser, "belisca" o fanatismo religioso e o sistema de justiça retrógrado do Irão. No entanto, não se pense que se trata de uma película exclusivamente panfletária/politizada (e seria tão fácil ir por aí, atendendo às idiossincrasias do seu regime). De facto, ele vai mais além e consegue levantar questões profundamente relevantes e universais (sobre a responsabilidade, o género, o orgulho e a tão elementar importância de dizer a verdade), transformando-a assim numa obra que é um autêntico "murro no estômago" (em termos emocionais).<br />A sua genialidade revela-se no facto do realizador nunca nos guiar numa única direcção, motivo pelo qual sentimos empatia por ambas as partes em confronto (ou, pelo menos, compreendemos as suas motivações), ao mesmo tempo que conseguimos, igualmente, "odiá-las". Não há bons nem maus, todos são culpados e inocentes (no fundo não passam de um simples reflexo da sociedade na qual estão inseridos). Ou seja, todos eles são simplesmente humanos.<br />E no meio de toda a carga emocional, que vai tendo um crescendo ao longo do filme, o realizador termina (metaforicamente), numa cena magnifica, com uma mensagem de esperança (e isto é uma interpretação pessoal, e algo rebuscada , que poderá ser alvo de "contestação").</p>
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João Pedro Ferreira

O que torna os conflitos importantes? O que torna as decisões irredutíveis? O que perpetua uma espiral de actos falhados? <br />A circunstância? A personalidade? O meio?<br />Quando se deve parar? Onde acaba a força e começa a teimosia?<br />Será possível olhar para a nossa alma, com os nossos olhos, mas do exterior?<br />Muda alguma coisa?
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