O Passado

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Drama 130 min 2013 M/12 26/12/2013

Título Original

Le Passé

Sinopse

<div> O iraniano Ahmad (Ali Mosaffa) regressa ao subúrbio parisiense de Sevran para, após quatro anos de separação, finalizar o divórcio da sua mulher, Marie (Bérénice Bejo) e reencontrar as duas filhas dela. Quando chega, descobre que Marie se envolveu com um homem árabe chamado Samir (Tahar Rahim), cuja mulher se encontra em coma. A situação complica-se porque Lucie (Pauline Burlet), a filha mais velha de Marie, não só se recusa a aceitar a presença de um estranho como acredita que a sua própria mãe é culpada do estado da mulher de Samir. Ahmad chega no momento em que a relação entre mãe e filha se deteriora cada vez mais. O encontro resulta assim num reviver de dramas familiares do passado que se concretizam no presente e deixam as personagens perante dilemas morais que põem em causa o seu futuro. E existe ainda um segredo que, se revelado, pode mudar a vida de todos... </div> <div> Um filme dramático realizado pelo iraniano Asghar Farhadi ("Uma Separação"). Nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, "O Passado" foi também seleccionado para representar o Irão - mesmo tendo sido rodado em Paris e em francês - como candidato à nomeação para o Óscar nessa categoria. No 66.º Festival de Cannes, Bérénice Bejo foi considerada a Melhor Actriz e o filme recebeu ainda o Prémio Ecuménico.</div> <div> PÚBLICO</div>

Realizado por

Asghar Farhadi

Elenco

Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa

Críticas Ípsilon

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Luís Miguel Oliveira

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Vasco Câmara

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O passado não foi lá atrás

Jorge Mourinha

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Críticas dos leitores

Drama complexo

Carlos Zedi Sobral Machado

Uma película que chama atenção pela intrincada trama, onde um mal entendido foi, até certo ponto, causa do mal estar entre os personagens. Mas, tenta colocar o Irã como um país onde se vive normalmente, o que não é verdade. O personagem fala "volto para Tehrã" como se dissesse volto para Madrid ou para Miami. A tranquilidade do personagem não condiz com a teocracia draconiana do Irã, em especial após viver anos na França. Isso é irreal.

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Drama intenso

Nazaré

Que bela experiência esta. Talvez um furinho abaixo de "Uma separação", o que quer dizer que é à mesma muito bom, pois tem o mesmo requinte, a mesma mestria, a mesma intensidade e poder evocativo. Berenice Bejo num registo diferente, que ela mostra ter perfeitamente dentro do seu domínio.

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relações tensas

Alexandre

<p>Comecei a assistir achando que teria um conflito cultural entre ocidente e oriente, mas na verdade o filme é baseado em relações sociais bem próximas às que estamos acostumados. </p><p>Tem uma crítica em www.artigosdecinema.blogspot.com/2014/06/o-passado-le-passe.html</p>

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Da para Reflectir

Carlos Vaz

Filme Mmuito dramático mas que se vê muito bem. <br />Chama a atenção para, entre outros problemas e situações, a dificuldade das crianças quando os pais querem sobretudo gozar a vida. Um bom exemplo da actual Pós Modernidade da "treta".

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4 estrelas

JOSÉ MIGUEL COSTA

Depois de nos ter brindado com o excelente filme "Uma Separação" (2011), Asghar Farhardi volta (e que bem-vindo ele é) com "Passado", para nos comprovar que é um exímio contador de histórias familiares "banais" (de facto, que grande e "simples" -mas cheio de "complexidades humanas" - argumento que escreveu). Marie é o ponto de convergência de todas as relações deste drama (que vai sendo "desmontado", como é apanágio do realizador, de uma forma soft, elegante e sem quaisquer julgamentos morais - deixando tal tarefa a nosso cargo). Os conflitos giram à volta dela, uma vez que tem que se confrontar com o ex-marido iraniano (que regressou a França para concretizar o divórcio de mútuo acordo de ambos, após 4 anos de separação efectiva), as duas filhas de um outro casamento (a mais velha das quais em ruptura total consigo) e o novo namorado (que tem um filho pequeno e a mulher em coma), de quem se encontra grávida. Nessa intrincada teia afectiva (na qual o ex-marido vai servir de "pólo desbloqueador da catarse", para o "bem e para o mal") todos os personagens vão ter de enfrentar o passado (bem como a questão que se colocam de modo contínuo, ainda que inconscientemente, "e se tivéssemos agido de um outro modo?"), que continua a assombrá-los, por não ter sido devidamente "arrumado" (há ainda toda uma memória acumulada de culpas, verdades escondidas e silêncios geradores de conflitos). Irão aprender (será que sim?) que somos um "acumulado de passado(s)" que molda(m) o presente, e que não soubermos conviver/tirar ilações "Dele(s)" (e temos que o fazer porque "o que foi não volta a ser") não conseguiremos caminhar em direcção ao futuro (bem, que pseudo-filosófico). <br /> <br />E Farhadi revela-se exímio na construção destes seus personagens e no "desenho" das suas personalidades(e os actores, escolhidos a dedo, correspondem ... e de que maneira!), explorando o universo narrativo de forma sublime, com ritmos muito próprios (lançando a "conta-gotas", e de forma gradativa, informações -muitas vezes "não-verbais" e simbólicas - que permitem que, com o decorrer do tempo, possamos entender a complexidade das situações vividas por cada um dos envolvidos, e as suas respectivas condutas comportamentais - criando , deste modo, "reviravoltas na história" e mutações constantes na nossa opinião sobre cada um deles). Pois é Farhadji, "todos somos bons e maus, por vezes em simultâneo, dependendo das circunstâncias"!

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