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Rosebush Pruning

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Thriller, Drama 97 min 2026 M/16 16/07/2026 ITA, ALE, GB, ESP, EUA

Título Original

Ed, Anna, Jack e Robert são irmãos e sempre viveram à custa da fortuna da falecida mãe. Eles são preguiçosos, medíocres, fúteis e egoístas. Jack, o mais velho e talvez o menos autocentrado, está agora apaixonado por Martha e pretende deixar a casa luxuosa onde todos vivem com o pai, um homem invisual, para viver com ela. Essa decisão, que desagrada a todos como se de uma traição se tratasse, vai desencadear uma série de conflitos e colocar a descoberto muitas verdades inconvenientes.

Com argumento de Efthimis Filippou, esta crítica à família e à burguesia é inspirada no filme "De Punhos nos Bolsos" (1965), que assinalou a estreia na realização do italiano Marco Bellocchio.

Callum Turner, Riley Keough, Elle Fanning, Jamie Bell, Tracy Letts e Pamela Anderson integram o elenco principal e a realização ficou a cargo do brasileiro Karim Aïnouz — o celebrado autor de “Madame Satã” (2002), “O Céu de Suely” (2006), “Viajo Porque Preciso”, “Volto Porque Te Amo” (2009), “Praia do Futuro” (2014), “A Vida Invisível” (2019), “O Marinheiro das Montanhas” (2021) ou “Motel Destino” (2024). PÚBLICO

Sessões

Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Rosebush Pruning", realizado pelo brasileiro Karim Aïnouz, é uma alucinada tragicomédia negra e satírica com uma forte atmosfera (anti-)erótica, que nos transporta até um universo próximo do grego Yorgos Lanthimos (ou não fosse o seu argumentista, Efthimis Filippou, o colaborador habitué do dito cujo). Um retrato cru, bizarro (não aconselhável a espectadores "moralmente impressionáveis"), niilista, fetichista e ultra-estilizado do microcosmos isolacionista da alienada alta burguesia ociosa, narcisista e emocionalmente distante (metaforicamente equiparada a uma roseira que necessita ser podada), representada através de uma família patriarcal ultra-disfuncional que transpira tensões e obsessões por todos os poros. O perverso núcleo familiar em causa (filmado com uma naturalidade desconcertante), de origem norte-americana (a residir numa mansão do sul de Espanha), exposto por uma constante narração em "voz off" (em modo provocador/"choque"), é constituído pelo progenitor cego ("control freak") e quatro filhos adultos. Todos eles desocupados, excêntricos, orgulhosamente ignorantes, egoístas egocêntricos e com limitadíssimas interacções com o exterior, quer por desinteresse quer por inaptidão social (à excepção de um dos filhos - Jamie Bell -, que irá gerar entropia no rotineiro "caos organizacional" ao ousar "trair" os restantes com uma namorada "outsider" - Elle Fanning - ainda por cima, meramente remediada ... e bonita!). A obra conquistou-me totalmente pela sua estranheza, todavia, reconheço que o Aïnouz (sim, ele é mesmo brasileiro!), gastou as fichas quase todas no vistoso embrulho, tendo-se ficado pela rama no que concerne à substância (a crítica social).

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