Rio Sem Regresso
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Sinopse
Ver sessõesUm "western" singular com um par igualmente singular (Mitchum e Marilyn) num dos primeiros filmes em CinemaScope em que o formato largo corresponde inteiramente a um projecto estético, ligando a vastidão dos cenários naturais canadianos à dimensão moral da história dos três protagonistas. Texto: Cinemateca Portuguesa
Sessões
Críticas dos leitores
Rio sem regresso
Fernando Oliveira
“Rio sem regresso” é um belíssimo western, filmado num esplendoroso cinemascope por Otto Preminger em 1954. É um filme de uma simplicidade narrativa admirável, sobre a culpa, a redenção, e a consequente reconciliação dos personagens.
Um homem, o seu filho e uma cantora de saloon em fuga dos índios, em cima de uma jangada enfrentando as águas revoltas do rio e, ao mesmo tempo, os seus demónios e inseguranças. Preminger olha neste filme para os códigos de comportamento durante a construção da mitologia americana, e é notável como os seus personagens são essencialmente as suas acções muito mais do que as suas ideias.
É um western romântico inscrito num incrível artificialismo formal que nos deixa emocionados mesmo na sua visível “falsidade” cenográfica desenhada num technicolor fascinante. E é um confronto entre dois extraordinários actores: Robert Mitchum e Marilyn Monroe. Ele que dizia a outro propósito que só tinhas duas expressões a representar, com ou sem cavalo. Ela, que com o peso da sua enorme insegurança, recorria a uma ensaiadora, que fazia parecer a sua representação muitas vezes demasiado forçada, “sem ter consciência da sua aura, da sua naturalidade diante da câmara”, contava o realizador.
Marilyn foi, talvez, a mais triste das actrizes, e esta tristeza e esta insegurança são parte essencial da sua “presença” cinematográfica” e icónica. Magnifico cinema com uma história muito bonita. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot,com")
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