O Pântano

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Comédia, Drama 103 min 2001 26/09/2003

Título Original

La Ciénaga

Sinopse

Fevereiro no Nordeste argentino. Sol escaldante e chuvas tropicais. Algumas terras tornam-se pantanosas. Esses pântanos (ciénaga em espanhol) são mortais para os animais que neles se afundam. Mas esta história não é sobre pântanos: é sobre a cidade de La Ciénaga, os seus arredores e duas famílias da média burguesia à beira de um colapso que vai sendo sugerido através da natureza em redor. <br/>Mecha tem 50 anos, um marido que pinta o cabelo e quatro filhos. Nada que dois ou três copos não possam curar. A família passa o Verão no campo, em La Mandrágora, numa casa com uma piscina decrépita, imunda, mas que mesmo assim é um alívio. Tali, prima de Mecha, também tem um marido e quatro filhos. Vive em La Ciénaga numa casa sem piscina. Um acidente vai reunir as duas famílias durante o tempo de um Verão, o tempo de uma estação no Inferno. <br/> "O Pântano", primeira longa-metragem de Lucrécia Martel, ganhou o Prémio Alfred Bauer para Melhor Primeira Obra no Festival de Berlim e o Prémio de Melhor Argumento em Sundance.<p/>PUBLICO.PT

Realizado por

Lucrecia Martel

Elenco

Mercedes Morán, Martín Adjemián, Graciela Borges

Críticas Ípsilon

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Kathleen Gomes

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Críticas dos leitores

Desilusão

Luís Mendonça

Um filme que prometia, mas que acaba por desiludir. A história de "O Pântano" gira em torno de uma família Argentina de classe média e do pântano em que esta se encontra mergulhada. A lama e a sujidade que dele provêm são a metáfora para este auspicioso filme de estreia de Lucrecia Martel. O filme não se preocupa em contar uma história e só tira proveito disso: pretende documentar a realidade de um país desencorajado, triste e cheio de falsas esperanças. A mãe e o pai são alcoólicos, o filho é imaturo, as filhas vivem como parasitas. Dependem todos uns dos outros, mas ninguém sabe ser feliz. Ao mesmo tempo que reina o estado de inércia nesta família, todo o país vibra com o eventual aparecimento da Virgem num bairro pobre. Mas este pessimismo incontornável não nos chega a chocar, preocupar ou simplesmente emocionar: o filme é competente, mas falta-lhe genuinidade. As personagens são caricaturas resultantes de uma sociedade apodrecida, só isso. Não é um filme que nos encha as medidas: falta volume às personagens e alguma novidade que nos faça reagir.

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