Cinecartaz

Miguel Costa

Um Clooney à Clooney

Há dois diálogos no filme que resume toda a sua essência: "São todos simpáticos, mas é um político. Mais cedo ou mais tarde vai desiludir-te!" e "o presidente dos EUA pode falir um país, poder entrar numa guerra - só não pode ir para a cama com a estagiária. Estamos na América!"
O filme relata-nos a história do idealista que está na política por fé, por crença, por esperança, lealdade (verdade que também não é propriamente um "santinho", mas acredita naquilo que o move) e que, de repente, vê o "tapete ser-lhe retirado debaixo dos pés", sendo confrontado com a manipulação, a traição, a conspiração e o cinismo do mundo podre da "realpolitik"...

Portanto, nada de novo - aliás, até tem por base um argumento "batido" e (aparentemente) simples -, todavia, aquele que poderia ter sido um filme banal sobre factos que já todos conhecemos, devido aos excelentes diálogos e à química entre os actores (que estão todos perfeitos) vê-se muito bem, e até consegue surpreender (mesmo não tendo grandes reviravoltas).

Publicada a 16-12-2011 por Miguel Costa