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Uma Mãe e o Seu Filho

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Drama 131 min 2025 M/14 21/05/2026 FRA, Irão, ALE

Título Original

Sinopse

Desde a morte do marido que Mahnaz, uma enfermeira dedicada, faz o que pode para criar os seus dois filhos. Quando resolve aceitar a proposta de casamento de Hamid, o namorado, vê Aliyar, o filho mais velho, envolvido em problemas de comportamento que o fazem ser expulso da escola. Esse episódio desencadeia uma sucessão de acontecimentos trágicos que vão mudar, radicalmente, a vida de toda a família. Amargurada e convencida de que tudo poderia ter sido evitado, Mahnaz quer justiça. Mas não tarda a esbarrar num sistema burocrático dominado por homens que, directa ou indirectamente, não protege os direitos das mulheres.

Escolhido para integrar a competição oficial do Festival de Cinema de Cannes, este drama centrado no luto, na maternidade e no peso do patriarcado foi assinado pelo realizador e argumentista iraniano Saeed Roustaee, também autor de "A Lei de Teerão" (2019) e de "Os Irmãos de Leila" (2022). Parinaz Izadyar, Payman Maadi, Soha Niasti, Maziar Seyedi, Fereshteh Sadr Orafaee e Hassan Pourshirazi dão vida às personagens principais. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Uma Mãe e o Seu Filho: o anjo negro de Teerão

Luís Miguel Oliveira

Um filme mais esquemático do que os anteriores filmes de Saeed Roustayi, sem o labirinto de A Lei de Teerão ou a angústia de Os Irmãos de Leila.

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Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

O realizador iraniano Saeed Roustaee, apesar da sua “tenra idade” (35 anos), tem no currículo dois filmes que considero brilhantes, “A Lei de Teerão” (2019) e “Leila e os Irmãos” (2022). Todavia, na mais recente obra, “Uma Mãe e o Seu Filho” (cujo argumento também é da sua autoria), não faz jus aos pergaminhos, brindando-nos com um simplista e superficial melodrama telenovelesco quase inverosímil (que é feito dos habitués arcos narrativos elaborados, simultaneamente, enérgicos e subtis?).

A história (que explora as temáticas da culpa, luto e a misoginia numa ultra-conservadora sociedade patriarcal), exposta implicitamente em duas partes com atmosferas completamente distintas (e desequilibradas), até "arranca bem". Adoptando um registo naturalista, e recorrendo a uma narrativa impregnada de humor irónico, contextualiza o quotidiano de uma viúva independente, enfermeira e mãe de dois filhos adolescentes (um dos quais um miúdo instável dado a tropelias de natureza diversa), que decide reestruturar a sua vida amorosa, começando a namorar secretamente com um condutor de ambulâncias detentor de um comportamento algo dúbio (mas como o amor é cego ...).

No entanto, com a inserção de um evento trágico, que transformará irreversivelmente a essência e o modus oprandus da protagonista (Parinaz Izadyar), o cineasta transita abruptamente de "fórmula", resvalando para a fronteira do "drama mexicano" saturado de situações forçadas/artificiais. @jmikecosta

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